terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Negros no Rock e Metal

Apesar do Rock ter origem nos estilos musicais desenvolvidos pelos negros norte-americanos, como o Blues, R&B, Jazz, e outros, dá pra contar nos dedos o número de negros que fizeram parte da história do Rock. Até hoje, as nossas maiores referências de negros no Rock são Jimi Hendrix e... só.

E quando a gente resolve procurar sobre "negros importantes na história do Rock" na internet, nos deparamos com matérias extremamente superficiais que:
  • Sempre mostram negros de bandas de Rock/Metal Alternativo (como Chuck Mosley do Faith No More). E se é Alternativo, já não conta.
  • Sempre mostram negros de bandas novas e underground. E se essas bandas são NOVAS e DESCONHECIDAS, os negros dessas bandas não são importantes na história de porcaria nenhuma!
  • Sempre mostram artistas negros que não são do Rock, como James Brown, Prince, Bob Marley, Lenny Kravitz, até mesmo Michael Jackson, que não foi negro por toda a vida!
Por causa disso, este autor resolveu fazer uma listinha com negros importantes na história do Rock DE VERDADE, e que não são Jimi Hendrix, nem Derrick Green do Sepultura, porque eles são muito manjados. E nem caras como Little Richard, B B King, Chuck Berry, porque esses já tem seus nomes conhecidos e consagrados. Nesta lista você verá negros que nem este autor conhecia, até fazer a pesquisa pra escrever esse post.

Mas antes de ir pra essa listinha, é válido um pouco de aula de História pra entender porque tem tanto pouco negro no Rock. Acontece que na época em que o Rock estava nascendo, lá na década de 50, a sociedade norte-americana era extremamente racista, e tudo que os negros faziam (em relação a costumes, cultura, etc) era desvalorizado. Por isso, quando os negros pariram o Rock, precisou de um tal de Elvis Presley e de outros branquelos para trazer o Rock para o mainstream e para ele ser valorizado pelo povo (ou melhor, pelos brancos). Dessa forma, o Rock atingiu o público branco, ganhou a "aprovação" dos brancos, levou vários outros brancos a gostarem desse estilo e inspirou vários brancos a tocarem Rock. Enquanto isso, os negros continuaram tocando Rock, Buddy Guy, Chubby Checker e outros continuaram com carreiras sólidas, mas sendo preteridos aos poucos. O que fez cada vez menos negros se interessarem por Rock e se sentirem representados pelo estilo. Assim eles continuaram desenvolvendo seus próprios estilos, como o Funk e Soul, enquanto os brancos se "apropriaram" definitivamente do Rock.

No fim, cada "raça" se apegou aos seus próprios estilos musicais, e a sociedade acabou se acostumando com isso. E quando eu digo "a sociedade", este autor inclui a gente também. Você e eu. Por isso ficamos surpresos ou admirados vendo um branco cantar Hip Hop, ou um negro tocar numa orquestra filarmônica. E quando vemos um negro curtindo Rock? Nós já pensamos imediatamente: "UAU! Parabéns, hein! Em vez de escutar Pagode e Funk como os outros...". É assim que pensamos, negros escutam Axé, Samba, Pagode, Funk, e os brancos ouvem MPB, Rock, Pop, Eletrônico, Sertanejo Universitário Baladeiro De Topetinho, etc.

Mas os negros que você vai ver a seguir foram além dos estereótipos e entraram na história do Rock, apesar de não serem reconhecidos:


Banda: Black Merda
Estilo: Rock e umas misturas daquela época
Esta é a auto-intitulada primeira banda de Rock totalmente negra do mundo! E o nome dela parece uma espécie de auto-racismo, né? Acontece que a palavra "merda" é uma maneira estilizada da palavra "murder". Ou seja, "Black Merda" significa "assassino de negros" em inglês, e esse nome é em protesto pela quantidade de negros mortos pela polícia e pela KKK naquele época. Essa banda nasceu em Detroit em 1968, formada por Anthony Hawkins, Charles Hawkins (irmãos), VC L. Veasey e Tyrone Hite, e tocavam um som condizente coma sua época: um Rock com boas influências do Soul e do som psicodélico executado pelos artistas do final da década de 60, com experimentalismo e diversidade. A banda lançou dois discos, "Black Merda" em 70 e "Long Burn the Fire" em 72, e depois morreu em 75 por conta das baixas vendas de discos, fazendo os integrantes se dedicarem a trabalhos tocando Soul e R&B. Mas eis que o Black Merda retoma suas atividades em 2005 (sem Tyrone Hite), relançam seus álbuns antigos e lançam novos, o "Renaissance" de 2006 e "Force of Nature" em 2009, e continuam na ativa até hoje, vivendo sob seu título de "primeira banda negra de Rock" e como fósseis veneráveis que merecem ser expostos para as futuras gerações.


Banda: Mother's Finest
Estilo: Funk Rock
E se o Black Merda foi a primeira banda de Rock negra, o Mother's Finest foi a primeira banda (ou uma das primeiras bandas) de Funk Rock do mundo. Parece falar em Funk Rock, especialmente pela referencia que nós, brasileiros, temos de Funk, mas o Funk Rock não é isso e nem isso, é só uma mistura do Funk clássico e o Rock clássico. E eles não são como água e óleo, eles se misturam muito bem e acabam resgatando um pouco da sonoridade festeira e dançante do Rock and Roll. Mas voltando ao Mother's Finest, a banda nasceu em 1972 em Atlanta formada pelo quarteto Joyce Kennedy ("Baby Jean"), Glenn Murdock ("Doc"), Jerry Seay ("Wyzard") e Gary Moore ("Moses Mo"). Favor não confundir com o guitarrista solo Gary Moore. Obrigado, de nada. Apesar de ser formada por um quarteto, a banda sempre foi um sexteto, mas vivia trocando de tecladista e baterista. Ela também lançou 14 álbuns em toda sua carreira, inclusive um neste ano de 2015 chamado "Goody 2 Shoes & The Filthy Beasts". Procura aí depois.

Este autor poderia listar também a Sly & The Stone Family, outra banda de Funk Rock que nasceu antes do Mother's Finest e que conseguiu o feito de tocar no lendário festival de Woodstock de 69. Mas essa banda tinha o pé mais no Funk do que no Rock, então... deixa pra lá.


Artista: Arthur Lee
Banda: Love
Estilo: Rock e suas misturas
Nascido em 1965, o Love (ooown) foi liderado pelo guitarrista e compositor Arthur Lee, que já adquirira experiência musical com outros projetos e outras bandas antes do Love (ooown). O Love (ooown) tinha como influências o Folk, o psicodelismo e o "amadorismo" e organicidade, características do chamado "Garage Rock". Essa salada inspirou músicas criativas e inovadoras pra época, bem como álbuns que foram muito reverenciados por bandas posteriores, como The DoorsLed Zeppelin e Pink Floyd. O Love (ooown) também lançou sete álbuns, sendo "Forever Changes" de 67 o mais bem-sucedido, apesar de não ter sido bem nas vendas. Por fim, a banda (ooown... ops, desculpa, falei na hora errada) terminou suas atividades em 1996, e Arthur acabou falecendo em 2006 de câncer. Mas os integrantes remanescentes continuam na ativa com a banda, agora chamada de Love Revisited (essa não merece um "ooown").


Artista: Phil Lynott
Banda: Thin Lizzy
Estilo: Hard Rock
Essa é a banda mais fácil de falar dessa lista, pois o Thin Lizzy é muito reconhecido e respeitado pelos rockeiros. O estranho é como esquecem que o cantor, baixista, guitarrista e compositor Phil Lynott é negro, e depois, acham que só tem Hendrix como referência negra no Rock! Pois bem, o Thin Lizzy surgiu na Irlanda em 1969, sendo uma das primeiras bandas a misturar Rock com música irlandesa, além de ter "rockeirizado" músicas tradicionais do folclore irlandês - como aquela tal de "Uísque na Jarra", aquela música que o Metallica fez cover. Mas  Thin Lizzy foi muito além das versões e foi uma das pioneiras no Hard Rock, além de ter lançado 11 álbuns em sua carreira e ter passado por um troca-troca de integrantes bastante intenso - que fez até Phil Lynott estar fora da banda hoje em dia. Até o Gary Moore já fez parte do Thin Lizzy (sim, aquele guitarrista solo que foi citado agora há pouco).


Banda: Death
Estilo: Punk Rock
Antes mesmo da banda de Death Metal Death existir, havia outra Death tocando um som pesado muito antes do seu tempo. Aliás, foi exatamente isso que fez a banda ser desconhecida: a proposta dela tocar um som rápido e pesado demais pra sua época; sem contar, é claro, os integrantes serem negros, e o próprio nome da banda não ser lá muito convidativo pro público. Pois bem, o Death nasceu em 1971 formado pelos irmãos Bobby e Dannis Hackney, e Bobbie Duncan. E você parou pra assimilar o ano em que a banda nasceu? Sim, o Death já tocava um som rápido e pesado (pra sua época) e faziam letras de protesto antes da metade da década de 70! Ou seja, o Death já era Punk antes mesmo do Punk nascer! Aliás, é assim que a banda é conhecida hoje em dia: como "a banda Punk antes do Punk". Ela só não ficou mais conhecida porque terminou as atividades em 1976. Apesar disso, ela ressuscitou em 2009 e continua ativa até hoje, sendo uma "simpática" trinca de velhos de dreads longos.


Banda: Pure Hell
Estilo: Punk Rock
Percebeu que essas bandas punks negras já tinham uns nomes bem metal pesado pauleira from hell, né? O Pure Hell nasceu na Filadélfia em 1974, formado por Spider, Stinker, Chip Wreck e Lenny Still. Além de ser tratado como "a primeira banda negra de Punk do mundo" (já que ninguém conhecia o Death), o Pure Hell também se mostrou como uma das bandas de maior atitude do cenário, sendo parceiro e influenciador de várias bandas da mesma época e posteriores. E o Pure Hell era tão underground, mas tão underground, que além de ser totalmente apagado da história do Rock (apesar de ser uma das pedras angulares do Punk, o que já deveria deixar seus nomes em evidência), ele também só era conhecido por meio dos seus shows, pois durante toda sua carreira, só lançou um single ("These Boots Are Made for Walking / No Rules", em 1978) e um disco só ("Noise Adicction"), que só foi lançado oficialmente em 2006!!! E ainda houve um disco chamado "The Black Box", que foi produzido em 1992 por Lemmy Kilmister e antigos membros do L.A. Guns e Nine Inch Nails, que até agora não foi lançado oficialmente! Felizmente, ele pode ser encontrado por aí nas internets. Por fim, o Pure Hell encerrou as atividades em 1980, e ressuscitou em 2012. Agora ele continua tão underground que nem sabemos o que ele anda fazendo hoje em dia.


Banda: Bad Brains
Estilo: Punk Rock
O Bad Brains pelo menos conseguiu relevância e reconhecimento entre o cenário do Punk Rock, tanto que você até já deve ter ouvido falar neles. A banda nasceu em 1976 como Mind Power, e tocando Jazz Fusion. Mas em 1977, se tornou Punk e se dedicou a fazer um som mais pesado do que o que havia na época. Apesar disso, a sua versatilidade e vontade de não se prender a gêneros continuou, e durante sua carreira, a banda se aventurou pelo Funk, Soul, Reggae, Dub, Heavy Metal (o que pra uma banda de Hardcore, é algo bem fácil de fazer), e Alternativo. Apesar de passar por muita troca-troca de integrantes, o Bad Brains sempre teve como integrantes clássicos o quarteto H.R., Dr. Know, Darryl Jenifer e Earl Hudson. Ele também lançou 9 discos, compilações, álbuns ao vivo... enfim, a banda nunca teve uma carreira instável, nem foram esquecidos pela história. Por isso ela não é aquele tipo de "tesouro escondido" como o Death e o Pure Hell são. Mas acaba deixando um gostinho de "OOOOOOH" quando se descobre que os caras são negros.


Banda: Black Death
Estilo: Heavy Metal
Essa banda você conhece! Conhece sim! Você já deve ter visto ela numa imagem engraçadinha que dizia "Black Metal: Você está fazendo isso certo". Mas, se você não viu essa imagem, nem essa banda antes, tá vendo agora! O Black Death nasceu em Cleveland em 1977, e adivinha? Foi propagandeada como "a primeira banda afro-americana de Metal". Pois é, isso que acontece quando o cenário é dominado por brancos: o maior chamariz pra banda é a negritude dos integrantes, ao invés de sua música. E sua música não devia nada para os outros de Metal da época, pois já tinha riffs agressivos, guitarras virtuosas e cozinha bem forte. Só tinha um defeito, que era seus registros não terem uma produção tão boa assim... mas nada que faça mal aos ouvidos. Seus registros foram três demos em 1981, 82 e 83, e o álbum "Black Death" em 1984. E depois... não se sabe. A banda acabou depois do lançamento de "Black Death", mas não se sabe quando, nem porquê. O que se sabe, é que os antigos membros do Black Death formaram o Black Death Resurrected em 2014, e lançaram o disco "Return of the Iron Messiah" neste ano mesmo.


Banda: Sound Barrier
Estilo: Heavy Metal
Taí outra banda de Metal totalmente negra, desta vez de Los Angeles. Nascido em 1980, o Sound Barrier lançou o disco "Total Control" em 1983, que se destacava por fazer apresentações com essas roupas espalhafatosas e maquiagem que você vê nessa foto. A banda também se destacou por seu som ter muitas influências de Blues e Soul no seu Heavy Metal, o que acabou fazendo o álbum não ter o retorno desejado pela gravadora. Além do fato dos caras serem negros, né. Depois a banda arrumou outra gravadora e lançou seu segundo disco, "Speed of Light" em 1986, que já era bem mais calcado no som furioso de Deus Metal. O problema é que a banda continuou não sendo bem-sucedida comercialmente e acabou acabando (que redundância) em 1987. Isso é uma prova viva pra essa sociedade lixosa de que a gana pelo dinheiro mata a arte!!!


Artista: Katon W. DePena
Banda: Hirax
Estilo: Thrash Metal
Esse cara também já apareceu naquelas imagens de "Black Metal - Você está fazendo isso certo". Ele é líder e vocalista do Hirax, uma das bandas mais tradicionais do "movimento" da Thrash Metal of Bay Area, que reúne bandas de Thrash (muito influenciadas pelo Hardcore, inclusive) que nasceram na baía de São Francisco nos anos 80. O Hirax começou em 1981 com o nome de L.A. Kaos, depois mudou em 1983 pra K.G.B. e em 84, mudou definitivamente para Hirax, pois Katon viu esse nome num jornal velho e achou maneiro. Ele é o único integrante original da banda (e vocês ainda acham o Dave Mustaine chato) e lançou cinco álbuns em toda sua carreira, mas em compensação, dezenas de splits e compilações.

Fechou 10 bandas, produção? Fechou? Opa, fechou! Então este autor terminou esta lista aqui, pessoal!

Alguém pode ter reparado que não teve nenhuma mulher nessa lista, mas pensa só: se já era (e é) difícil ser negro no Rock, imagina negro e mulher! Tem uma em um milhão!

Por isso este autor faz menção honrosa à Militia Vox, vocalista da banda Judas Priestess, que faz cover do Judas Priest; à Tamar-Kali, cantora solo de Rock; e à Sister Rosetta Tharpe, que este autor citou no artigo "Mulheres no Rock".

O resto que tem de mulher negra no Rock é em banda Alternativa, então não vale a pena falar - aliás, é por isso que este autor não listou Fishbone nem Living Colour nessa lista também, porque Alternativo não conta.

Este autor também deve fazer menção honrosa aos nossos negros brasileiros, que foram Renato Rocha, ex-baixista do Legião Urbana que ninguém se importava (tanto que ele virou morador de rua depois da "fama"), e Clemente do Plebe Rude.

E este autor fica por aqui, copiando e colando a "polêmica" frase de Seu Jorge: "O Rock não é um gênero pro negro, apesar de Jimi Hendrix". Isso não significa que "NEGROS ESTÃO PROIBIDOS DE OUVIR ROCK", e sim que, como dito no início do artigo, nós vivemos numa sociedade em que cada "raça" tem seu próprio estilo, onde negros escutam uma coisa e brancos escutam outra. Por isso raramente vemos esses negros maravilhosos escutando, curtindo, tendo experiências e vivência com o Rock.

E quando aparece, tem branco que "não tem preconceito, mas..." não curte muito a banda. Só porque é um negro tocando. Sim, ainda existe gente assim, infelizmente.

Mas o Rock é aberto para todos os interessados em professar a palavra de Deus Metal, com a bênção de Jimi Hendrix. Adeusmetal.

19 orações:

Anônimo disse...

Muito legal! Parabéns! Só acho que na lista faltou o Living Colour, que é uma das bandas mais legais que o rock já teve.
Abraços!

zaer disse...

Muito legal! Se rolar alguma parte 2, você poderia mencionar o Tosin Abasi da banda de Progressive Metal/Djent Animals as Leaders

Unknown disse...

Cara, como assim só lembramos do Jimi Hendrix? Chuck Berry e Little Richard são o quê? Brancos? Se procurar negros importantes do rock, eles serão os primeiros a aparecer por lá. Além disso, havia também o Fats Domino nos anos 50. Outra coisa: as origens do rock não estão apenas na música de negros. Maybelline, que uns defendem que foi a primeira canção de rock gravada no mundo, lembra muito um country, música de brancos.

Renan Lima disse...

Chuck Berry, Little Richard, Chubby Checker e outros artistas negros são lembrados sim. Mas depois deles, depois que o Rock se consolidou, aí sim, todo mundo só se lembra de Hendrix. Inclusive eu, antes de fazer esse artigo rs

Anônimo disse...

Cowntry não é música de brancos. Cowntry é um nome comercial que um empresário de uma gravadora deu ao blues cantado pelos brancos.O blues cantado pelos brancos era diferente do blues cantado pelos negros. Havia diferença de sotaque e no modo estilístico de cantar. Então este empresário resolveu separar o blues cantado pelos brancos do blues cantado pelos negros. Ao blues cantado pelos brancos a seu modo, foi denominado cowntry.
Portanto o cowntry é uma "versao" do blues criado pelos negros.

Anônimo disse...

Se querem saber quem foi mesmo o percursor ou melhor percusora do rock, procurem por Sister Rosetta Tharpe, sim que nos anos 30 já arrepiava na guitarra.

Sóphia aihpós disse...

Finalmente a 1ª Banda de Rock do Brasil composta apena por integrantes negros se revela no cenário musical.

Banda sóphia: O Rock agora está de NOVA COR.

Ouça a sóphia:

https://www.youtube.com/watch?v=pBN-KF-bNpw


Dos irmãos Carvalho – André e Aguinaldo – a sóphia é uma Banda de Rock que iniciou suas atividades em janeiro de 2000 e desde então se movimenta dentro do cenário musical independente, promovendo suas próprias canções, experimentos e fusões musicais. Dos ensaios e gravações em estúdio, surgiram diversas canções; das apresentações ao vivo, sempre muita experimentação – destacando a participação no Festival Internacional de Rock Progressivo, que aconteceu no Centro Macaé de Cultura (RJ), com a presença de grupos do Brasil, Suécia e Chile. Essa participação rendeu destaque para o vídeo da sóphia com a canção “on a cell phone, almost a miles davis song” no site da publicação New Musical Express, considerada uma das maiores revistas mundiais de música, além da participação do “Festival Macaé de Música Brasileira”. Seguiram os trabalhos com o lançamento do e.p., com quatro canções, intitulado Enquanto não se resolvem os assuntos do coração, se cantam a dor e a desilusão. Com este e.p. nas ruas, o retorno aos palcos se fez inevitável: a sóphia fez sua primeira apresentação ao vivo em dezembro de 2009, após o período em estúdio. Em maio de 2010, a banda voltou a se apresentar ao vivo, tendo no repertório canções do e.p., incidentais, que variaram de Julio Iglesias a Slipknot e à releitura da canção “Parachutes” do Coldplay. Em meio a toda agitação e às canções, seguiram os shows, além da gravação, no início de outubro, de uma releitura do compositor Noel Rosa, para a canção “Cordiais Saudações”, que viria a ser vinculada no site Oi Novo Som. No mês de novembro, a banda iniciou os trabalhos de produção de seu primeiro álbum, intitulado “Sobre Dor e Desilusão”. O álbum possui dez canções e contou com a produção de Marcelo Freire, que dentre suas referências de produção, cita-se Andreas Kisser (Sepultura), Nando Reis e Edgard Scandurra (Ira!), já com a primeira canção “Madrugada” sendo vinculada a sites, sendo tocada ao vivo em shows e se encaminhando às rádios de todo o país. A banda lançou o álbum virtual “formato digital” no dia 29/05/12 com distribuição da Tratore, que colocou o disco à venda em todo mundo. Em 2016, com nova formação, a sóphia passa a ser a primeira banda de Rock do Brasil composta por integrantes negros. Seguem os trabalhos, a agenda e, claro, a pretensão da banda à chegada ao mainstream. Ouçam a sóphia e se preparem para o espetáculo.

Luciano Bugarin disse...

Não concordo com chamar Living Colour de alternativo. Os caras foram super influenciados pelo Bad Brains e tem um pé muito forte no Hard Rock. Fishbone também teve sua fase mais pesada. Faltou também Body Count.

dercio manuel disse...

gostei.

nilton martz disse...

É muito difícil para muitos brancos aceitar o fato de que o rock foi criado por negros.

nilton martz disse...

Então o rock volta às origens.
Sistet Rosseta Tarpe quase nunca é citada. Pesquise sobre ela. BOM. B.B.King se inspirou nela no modo de tocar guitarra.

Anônimo disse...

Muito bom.
Parabéns pelo esclarecedor artigo.

Anônimo disse...

gostei d+++ da lista e essa bandA DEATH é boa pra caramba

Anônimo disse...

Eu vi que o recorte pós-50 foi muito bem definido. Mas é sempre bom lembrar que, apesar da bem colocada apropriação por brancos de uma música que tinha raízes eminentemente negras, os negros da primeira geração do rock não necessariamente foi esquecida, e, assim, Jimi Hendrix não foi a única exceção, mas Chuck Berry e Little Richard também entraram para a história do rock.

Anônimo disse...

Tem os meninos do Unlocking the thuth, são ótimos.

Anônimo disse...

A intenção foi boa porém discordo de muita coisa que escreveu, eu tenho vários livros da história do rock escrito por americanos, e eles sabem que o rock foi criado por negros e que o rock teve uma grande importância social em unir negros e brancos, inclusive ajudou e muito a enfraquecer o apartheid. você conhece a história de Chuck Berry, Little Richards, Shelley “The Playboy” Stewart, entre muitos outros? , pois se eu fizer uma lista, vou precisar de muitas páginas, sugiro pra começar vc ler uma edição especial da bizz a história do rock anos 50, ela vai até os anos 80 mas quando fala da origem do rock ele foi muito bem pesquisada e escrita, e cá pra nós se vc acha que Lenny kravitz não é rock, meu chapa, você não entende nada de rock!

Renan Lima disse...

Eu não sei o que eu escrevi que te fez discordar do texto... Sim, todos sabem que os negros que inventaram o Rock. O texto apenas disse que foi Elvis Presley quem fez o estilo ser cultuado e aceito pelo povão. Porque no seu início, ele nem era tratado como um "estilo de verdade", e sim como uma modinha passageira.

Sim, o Rock uniu brancos e negros... no começo. Depois, cada "raça" desenvolveu seus próprios estilos musicais. Isso é histórico. Quantos negros você vê em qualquer foto do festival de Woodstock, por exemplo?

Se eu pequei em alguma coisa nesse texto, foi em não ter citado BB King, Little Richard e outros, porque na minha cabeça, eu não precisava citá-los. Todo mundo já os conhece, e meu objetivo com o artigo é falar de negros que ninguém costuma conhecer. Mas não citá-los passou a impressão de que eu esqueci deles, ou que não os dei o devido reconhecimento, ou que nem sabia que eles existiam. Mas agora voltei atrás e botei alguns deles no artigo. Não tem do que reclamar agora.

Ailton De Lima disse...

To ficando fã desse blog,você tocou num ponto que ninguém presta atenção,ainda mais no nosso país onde quase 40 ou 50% da população é de mulata ou afro,tem outras bandas brasileiras que tem pelo menos um negro na banda ou formada por negros:Nação Zumbi e Devotos,essa ultima banda nenhum dos integrantes são brancos,mas eu entendo porque tu não citou,tu colocou mais bandas americanas mesmo,tem uma outra banda de Los Angeles de Punk Rock que só tem negros na banda,é que agora eu não lembro o nome,um truta meu me apresentou,mas se eu lembrar,eu te retorno e te digo o nome da banda.Ah,outra coisa que passou abatido:Darren H Peligro baterista do Dead Kennedys também é negro,foi citado o Derrick do Sepultura.Agradeço por me apresentar mais bandas com negros na banda.

Danielly Mendes disse...

Obrigada. Adorei essa banda amigo

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