domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sunday songs [11]: Simples e direto

Os clipes de Rock e Metal costumam ter muitas invencionices. Nunca mostram só a banda tocando, ela sempre está num chroma key cercada de efeitos especiais e por cenas rápidas de uma historinha que ninguém está realmente interessado em assistir, por vários motivos. E quando não é isso, o clipe vira uma historinha completa, quase não mostrando a banda tocando, e muitas vezes, transformando os músicos nos atores protagonistas dessa história. E o resultado é ruim na maioria das vezes.

Por isso, este autor selecionou clipes que mostram as bandas tocando sem cenas avulsas e toscas, sem historinhas descartáveis, sem efeitos especiais artificiais e falsos, nem nada disso. Só a banda tocando e pronto, pra que mais? Então aproveitem seu ócio de domingo vendo a fuça desse bando de marmanjo feioso.

O primeiro clipe selecionado é de um show sem público.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Isso é um absurdo!

Hoje o profeta tirou o dia pra comentar alguns absurdos que ele já ouviu em relação ao Rock. Mas não aqueles absurdos comuns do tipo "rockeiros são todos ateus que tem pacto com Satanás", ou "rockeiros são antissociais reclusos que nem saem de casa e vivem passeando em cemitérios". Esses preconceitos são tão batidos que nem vale a pena serem comentados. Então vamos lá:

O baixo não serve pra nada!
Fala sério, a gente nem consegue ouvir o som do baixo! Por que ele é tão importante assim??

Pois é, existem pessoas que não conseguem afiar seus ouvidos e captar suas notas graves, muito menos diferenciá-las, o que as faz acreditar que o baixo é inútil. E essas pessoas estão certas! O baixo é inútil mesmo! Tão inútil que baixistas são sempre os mais procurados pelas bandas. Tão inútil que uma banda sem um baixo marcante perde todo seu peso e tensão. Tão inútil que uma banda pode ter 40 guitarristas, mas precisa de um baixista. Tão inútil que só inúteis acham que ele é inútil!

Este autor vai contar uma coisa que ele nunca viu alguém falando por aí, então lá vai: quando você vai num show, o som da guitarra e da voz é captado pelo ouvido, mas o som da bateria, e principalmente, do baixo, é captado pelo corpo e pelo coração. Só o baixo consegue fazer estremecer nosso miocárdio.


Elvis Presley é o inventor do Rock!
Não basta ostentar o título questionável de Rei do Rock, Elvis Presley também é conhecido por muitos ignorantes como o inventor do Rock and Roll. Dane-se Sister Rosetta Tharpe, Bo Diddley, Jackie Brenston, Carl Perkins, B. B. King, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley e outros criadores verdadeiros do Rock, Elvis é quem merece todos os louros por tudo!

É claro que ninguém jamais poderá tirar a importância de Elvis pro Rock. Ele foi um grande artista performático e dono de carisma e voz incríveis pra sua época, e se mantém marcante até hoje. Mas ele não é nem de longe o criador do Rock!

Falando nisso, alguns também falam que foram os Beatles quem criaram o Rock, e/ou que eles foram a primeira banda do estilo. A ignorância não é uma bênção não, gente. Faz a gente passar vergonha.

SlipKnot é Death Metal!
Na época que o SlipKnot estava estourando na MTV, na internet e nos fones de ouvido da moçada, alguns fãs ficaram tão deslumbrados com o peso da banda e com a sua performance e visual "assustadores", que chegavam a dizer que a banda tocava Death Metal. Sim, Death Metal. Obviamente, esses fãs não eram lá muito inteirados em Rock/Metal, e não conheciam Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Obituary, Vader, Immolation, e outras bandas tradicionais de Death Metal de verdade. Nem em Arch Enemy eles tinham ouvido falar, provavelmente.

O SlipKnot sem dúvidas faz um som pesado e ágil, mas não chega nem perto da violência e brutalidade das bandas Death Metal, nem mesmo do peso das de Heavy Metal tradicional como Accept ou Motörhead. Não tem um vocalista cantando em gutural o tempo todo, não tem uma bateria que parece uma metralhadora, não tem nem solos agudíssimos e afiados, enfim, nada de mortífero.

Mas como dizia o filósofo, "até aí, tudo bem". Esse é o tipo de comentário que apenas leigos falam. O problema mesmo foi quando este autor assistiu a MTV um dia desses (faz bastante tempo, na verdade), e viu uma matéria gringa falando sobre o SlipKnot, dizendo que a banda se sobressaia pelo seu Death Metal. A indignação deste autor foi imediata. É por essas e outras que a MTV caiu tanto no conceito das pessoas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Personagens queridos pelos rockeiros

Em vários desenhos, filmes, séries, livros, quadrinhos, e até novelas, tem aquele personagem rockeiro. Às vezes ele é bem estereotipado, outras vezes é espontâneo e simpático, e às vezes ele nem tem o Rock como sua característica mais marcante, mas a caveirinha tá lá... E tem aqueles personagens que o imaginário popular assume que eles são rockeiros de verdade, mesmo que eles não tenham realmente relação direta com o estilo. Eles podem ter roupas pretas, serem marcantes, terem atitude, serem sombrios, revoltados, mas não são rockeiros de fato. E é desses personagens que este autor vai tratar hoje, personagens que a gente acredita piamente que ouvem o som abençoado de Deus Metal nos bastidores.

Monstros de terror
Rockeiros tem gosto natural por personagens "das trevas", assustadores, infernais, e que representam o lado obscuro e macabro das coisas. Por isso esses monstros de Halloween e que foram protagonistas de vários filmes e livros clássicos de terror são amados e queridos por eles. E não é só porque eles são assombrosos, tenebrosos e tem uma mitologia rica e habilidades extraordinárias, mas principalmente porque fazem os humanos "normais" sentirem desconforto, estranhamento e pavor, fazem eles encararem o desconhecido, o obscuro, e que destoa da sua realidade cor de rosa e comunzinha. Por isso personagens como lobisomens, vampiros, zumbis, bruxas, são tão reverenciados e populares até hoje. Aliás, a Zombie Walk é praticamente o Carnaval dos rockeiros.

Este autor escolheu falar especificamente dos monstros clássicos, mas praticamente qualquer personagem de terror é querido pelos rockeiros: Jason, Freddy, Jigsaw, Pânico, Samara, Michael Myers, Michel Temer, Cthulu, Pennywise (aquele palhaço que aparece no esgoto), até a Bruxa que nem aparece no filme dA Bruxa. Até mesmo o Alien, só porque ele é um alien fortão e preto. E que mata humanos, claro.

Se este autor tivesse que arriscar, esses monstros teriam como trilha sonora de suas monstruosidades algumas bandas que abordam temas de terror, como King Diamond, Alice Cooper, Misfits, Marilyn Manson, Rob Zombie e Monster Coyote.

Edward Mãos de Tesoura
Um dos maiores ícones da cultura Pop, do Cinema e da cultura gótica, e também um dos únicos papeis onde Johnny Depp está inspirado e não atuando no piloto automático, Edward Mãos de Tesoura é um personagem que representa perfeitamente aqueles indivíduos deslocados e excluídos da sociedade, que não se encaixam nos seus padrões comportamentais. Seja por um visual diferente, uma atitude diferente, uma opinião diferente, esses indivíduos já são vítimas de discriminação, desprezo ou ataques das pessoas "comuns", que seguem seu instinto natural de estranhar e temer o que não conhecem e não entendem, chegando a cometer essas atitudes negativas.

Além de solitário por ser excluído, Edward também demonstra uma atitude retraída, tímida e hesitante, o que são defeitos no meio de um mar de gente extrovertida e insensível. Porém, ele mostra mais à vontade ao expressar seu dom, que no caso, é cortar. Ele corta cabelo, corta grama, corta legume, corta linha de pipa, corta ligação, corta faixa de inauguração, corta verba, corta filme da DC, corta preço de geladeira duas portas, corta até teu pinto! O negócio dele é cortar, esse é seu talento, que é reconhecido inclusive por quem estranha e despreza ele. Todo esse conjunto de características e problemas de Edward conversa muito intimamente com inúmeros deslocados talentosos e introvertidos da vida real. Todas essas pessoas se veem representadas por ele e sentem mais pessoalmente seu drama. A vantagem dessas pessoas é que, pelo menos, elas podem se masturbar. Já Edward...

Devido à sua natureza introvertida e melancólica, é automático pensar em Edward ouvindo bandas tristes e profundas como Clan of Xymox, Lacrimosa, Alcest e November's Doom.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Piadas ruins [07]

As coisas estão muito tristes ultimamente, né? Tragédias acontecendo, situação precária do país, memes ruins... Qual é a solução pra levantar o astral? PIADAS RUINS!!! Aquelas que são tão ruins, mas tão ruins, que dão a volta, e ficam boas!!! Ou não.

007, atira nesse sem-graça!

E ouvir banda trevosa não ajuda.

E vai falar piada boa quando???

Acho que só o profeta que ainda tem.

A Barbie também prefere o Ken HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ

Quero ver quem é a criatura que conhece Harry Potter e Black Metal pra entender essa coisa.

Que piada animal! HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ

Um raio cair na sua cabeça que é bom, nada!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

MANDA NUDES

Veja você, leitor, a que ponto chega o ser humano quando não tem nada pra fazer. Baseado nesse post feicebuquiano despretensioso e bobo, este autor que vos fala colocou sua ideia em prática, e resolveu fazer singelos pedidos de nudes usando vários logotipos de bandas de Rock e Metal. Aqui você confere os frutos do seu ócio. Pode usar por aí à vontade, só não esqueça de dizer daonde você tirou essa besteira.

E fazer essa besteira foi fácil! Como o profeta disse no status, a fonte do Metallica já está disponível pra baixar há tempos. E a de outras bandas, também! Então, pra esse post ser menos inútil, cada "delicada solicitação de material impróprio" virá com o nome da fonte embaixo.

Falando nisso, a imagem acima é uma montagem com o logo do Black Label Society, cuja fonte é Old English Text MT. Não é a fonte original, mas é parecida. As seguintes são...

The Beatles by Bootle

The Doors by Densmore

Led Zeppelin by Kashmir

Rush by Wornking Man
Originalmente, a fonte tem as letras mais separadas

AC/DC by Squealer

Scorpions by Lady Star

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Retrô 2016: Classics

Parece que toda edição de Retrô vai ter um "finalmente!!!", porque sempre tem alguma coisa que atrapalha a vida do profeta e o impede de entregar as resenhas em tempo. Desta vez, ele ficou sem internet. Ainda bem que os tempos mudaram e os sumiços dele não preocupam mais os leitores, que antigamente já achavam que ele morreu com 27 anos, foi morto por Lilith, se rendeu ao Pagode, etc. Hoje em dia nem tem leitores mesmo, hehe...

ehr...

BUÁÁÁÁÁÁ

Mas vamos logo continuar resenhando o que houve de melhor em 2016! Nesta edição, este autor só escolheu banda clássica, consagrada, elogiada e grandes nomes do Rock e Metal... que ninguém costuma conhecer, nem comentar, nem ouvir, nem nada. Só os sites especializados de notícia e fãs mais assíduos do gênero costumam falar dessas bandas, deixando quem não conhece elas confusos e sem saber porque são importantes. Pois talvez esses lançamentos de 2016 esclareçam isso.

Aproveitando a deixa, este autor vai fazer que nem na última edição e dizer os lançamentos que ele não vai resenhar, e dizer os motivos:
  • Lita Ford - Time Capsule: Um belo dia, Lita Ford deu uma geral em sua casa e descobriu algumas demos com canções gravadas nos anos 80, e resolveu lançar elas nesse álbum. E este autor não o recomenda porque só tem duas ou três músicas realmente empolgantes, o resto é só baladinha ou música morna. Ele só é recomendado se for encarado como um álbum póstumo de "gravações raras/perdidas/rejeitadas", porque isso acaba baixando nosso senso crítico.
  • Steve Vai - Modern Primitive: Este é um compilado de músicas rejeitadas que foram gravadas entre o primeiro e segundo disco de Steve. E essas músicas, como ele próprio fala, são estranhas. Estranhíssimas! Não tem como acompanhá-las, se apegar a elas, investir nelas, porque elas são tão... tão "sei lá", que não dá.
  • Dee Snider - We Are The Ones: Nesse trabalho solo do vocalista do Twisted Sister, só vamos encontrar músicas Pop Rock e Pop. Mas não se atrevam a conferir, porque até pra quem curte Pop, esse disco é mediano. Sim, o profeta ouviu o dito cujo! O único ponto positivo, é que Snider tá cantando bem pra caramba.
  • Metal Church - XI: É um disco bom sim... Tem músicas bem boas... Mas no saldo geral, acaba não empolgando tanto quanto poderia.
  • Tyketto - Reach: Na primeira metade do álbum, a banda não soube unir muito bem a sua melodia com o peso, ficando inconsistente. E na segunda metade, as músicas soam bastante genéricas. Triste, mas verdade.
  • Bon Jovi - This House Is Not for Sale: É muito ruim!!! O Bon Jovi só lança coisa ruim ultimamente!
  • Hawkwind - The Machine Stops: Quem quiser conhecer o significado da palavra "datado", que os resenheiros falam tanto, que ouçam esse troço.
  • Rolling Stones - Blue & Lonesome: É ótimo, mas é só um disco de covers.
  • Ace Frehley - Origins Vol. 1: É ótimo, mas é só um disco de covers. [2]
  • Eric Clapton - I Still Do: É só um disco de Blues.
  • Neil Young - Peace Trail: É só um disco de Folk.
  • Jeff Beck - Loud Hailer: É só um disco de... olha, é difícil explicar o que ele é, então vale a pena fazer uma resenha especial, ainda que não seja exatamente uma recomendação, de fato. Que nem os discos do Blackfoot e Amaranthe.
Artista: Jeff Beck
Álbum: Loud Hailer
Estilo: Rock com um pezinho afundado no Alternativo

Jeff Beck é um guitarrista britânico que está em atividade desde 1965, e é um dos músicos mais prestigiados do Rock por seu virtuosismo e criatividade. E também versatilidade, pois apesar de se consagrar pelo Rock clássico, Jeff sempre procura buscar influências novas e expandir seus horizontes. "Loud Hailer" é prova disso, com sua sonoridade altamente contemporânea e com algumas inserções eletrônicas. E pra ajudar nessa proposta moderna, foram convidadas as duas líderes da banda de Future Rock (fala sério, isso é Rock Alternativo) Bones, a vocalista Rosie Bones e a guitarrista Carmen Vandenberg, para acompanhar as invencionices e experimentações de Jeff. Rosie, que tem um timbre único e é auxiliada pela produção que insere texturas e efeitos em sua voz quando a climatização da música pede, se encaixa muito bem na missão de ser porta-voz de letras que abordam temas contemporâneos e críticas sobre o mundo atual. Enquanto isso, na parte instrumental, os guitarristas tocam notas afiadas, estridentes, criativas e exibidas, com Jeff se destacando frequentemente no meio da multidão. Cada faixa do disco é uma surpresa, não se sabe o que esperar. A primeira é basicamente uma voz sábia fazendo um discurso com uma guitarra ao fundo. A terceira é um instrumental eletrônico sujo e vibrante. A décima é um Funk Rock total, a quinta é calmíssima e profunda, a nona vai do sereno ao forte, a oitava eu nem sei pra que que tá no disco, parece uma trilha sonora curtinha de uma cena de suspense, e por aí vai. "Loud Hailer" com certeza não é pra todo mundo, e por isso não está (e ao mesmo tempo está!) nesta retrô.
Faixas:
01. The Revolution Will Be Televised
02. Live in the Dark
03. Pull It
04. Thugs Club
05. Scared for the Children
06. Right Now
07. Shame
08. Edna
09. The Ballad of the Jersey Wives
10. O.I.L.
11. Shrine

Agora sim vamos a ela: