quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Discografia do Angra

Cansado de conhecer tão poucas discografias de cor e salteado, este autor se empenhou mais e agora conhece a discografia de várias bandas brasileiras: Madame Saatan, Bad Salad, Motosserra Truck Clube, Rygel, Woslom, e outras que não tem mais de 3 discos na carreira. E agora também conhece a do Angra, que tem mais de três discos lançados! Pra comemorar tal feito, este autor vai se exibir e mostrar seu conhecimento sobre este que é um dos maiores grupos de Metal melódico do mundo.

Leia também: Discografia do Metallica

Angels Cry (1993)
Inspirado num jogo famoso aí, o disco de estreia da banda fez um enorme sucesso, atraindo especialmente os jovens nerds gamers e sem malemolência para com as meninas. O álbum se destaca por conter como integrantes uma japonesa homem que canta fino, o filho da Dona Florinda na guitarra, Jesus no baixo, e o Diabo na guitarra. O álbum também conta com as consagradíssimas "Ivo Uarnin", "Útero Raids", "Stand Away Comedy" e o clássico "Carry On My Wayward Son".

Dolly Land (1996)
E logo no seu segundo disco, a banda já se achou picuda o suficiente pra mudar seu estilo e não se importar com as críticas das pessoas. Investindo em sonoridades tupiniquins e tomando esta garrafinha pet simpática como inspiração, o Angra compôs músicas com sabor brasileiro como "Karolaine de IV", "Everything To Speak", "The ~Futura banda do Andre Matos~" e a faixa título. Também temos "Deep Purple", "Lullaby For Zelda" e "Z.I.K.A.", cuja sigla intriga os fãs sobre seu significado desconhecido até hoje.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O dia em que este autor enjoou de Rock

Você tá assistindo muito YouTube, hein, Profeta! Que titulo é esse!

Enfim, este post é uma republicação de um artigo breve e inútil, que foi publicado originalmente em nove de março de 2010. Ele narra em detalhes como este autor enjoou de Rock e como sua vida mudou depois de tal acontecimento.

Ele já estava voltando para casa, ainda com gosto de pastel de queijo na boca. Incrivelmente, ele acabou superando o gosto de caldo de cana, que é quase impossível de largar. Quando chegou em seu lar, uma desanimação repentina se abateu sobre ele, o que o fez descansar, descansar, e descansar. O descanso não ajudou a sua insatisfação ir embora, então foi escutar uma musiquinha.

Começou com “You Shook Me All Night Long”, depois “Jump”, pra tentar levantar o astral. Essas músicas nunca falham! O problema é que elas falharam. Depois, seguiram-se algumas faixas do CD "Endgame", e depois um pouco de Prog Rock, depois Hard Rock setentista, um cardápio bem variado. Mas nada disso fez efeito. O profeta achava todas essas músicas enjoativas e cansativas.

Então resolveu partir pra algo mais pesado, e espantar o baixo astral na porrada. Torture Squad, Cannibal Corpse, Vader, Nile, nada disso conseguiu animar este autor. Ele chegou à conclusão que nem Rock e nem Metal PESAAAADO o ajudavam mais. Tudo era enjoativo e ruim... este autor ficou impressionado consigo mesmo.

Será que seus dias de rockeiro headbanger metaleiro rocker metalhead acabaram? Será que todo aquele discurso de manter o espírito do Rock vivo estavam com os dias contados? O que seria então da Bíblia do Rock, e de sua vida, depois disso?

E de repente, este autor sentiu mal-estar, tontura, enjoo e dor de cabeça. Percebeu então qual era o seu problema: intoxicação alimentar. Não era o Rock e Heavy Metal que estavam enjoativos, era o próprio autor que estava passando mal há um tempão. Com a descoberta, este autor fez seu momento mais tr00 do dia: vomitou todo o pastel abençoado por Lilith que comera na rua. Entre muitos “UUUOOAAAHRRRRRR”, “BLEEEAAAAAHHHHGGGGHHH”, “MUWWAAAAHHHHHRRRRR” e outros urros de bandas de Metal Extremo, ele conseguiu tirar toda a droga que havia ingerido.

Não foi desta vez, Lilith! Esta pegadinha diabólica não comprometeu sua vida de sacerdócio a Deus Metal. Ele continuou firme e forte em sua jornada.

"Mas no segundo parágrafo, você disse que sua vida mudou, Profeta!". Sim, ela realmente mudou. Este autor nunca mais comeu pastel de queijo. Agora, só joelho.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Dobradinha: Steve Vai e Joe Satriani

A dobradinha de hoje reúne dois guitarristas virtuosos que estão juntos por acaso, por emra coincidência do destino. O fato deles serem os guitarristas preferidos deste autor que vos fala não tem nada a ver.

A resenha do Steve é uma republicação, só que reescrita. Totalmente reescrita, na verdade. Já a do Joe, é inédita, e ia aparecer na Retrô 2015... só que a Retrô 2015 foi encerrada ainda na sua fase de pré-produção, pois nessa época, este autor estava desanimado e acabou encerrando suas atividades. Esta resenha do Joe foi uma das únicas finalizadas, juntamente com as resenhas de "The Book of Souls" do Iron Maiden, "Eternal" do Stratovarius e "Secret Garden" do Angra. Quem sabe o profeta publica essas outras também, algum dia...

Enquanto isso, contentem-se com isto:

Steve Vai - The Story of Light

Ano: 2012
Estilo: Rock Instrumental
Gravadora: Favored Nations
Sobre a banda: Steve Vai é doutor em música e conhecido por suas habilidades e técnicas virtuosas, figurando entre os guitarristas mais importantes do Rock Instrumental e sendo influência para vários músicos. Como opinião pessoal deste autor, Steve caminha por uma sonoridade misteriosa e esotérica que assume faces diferentes a cada audição, nunca dando-nos oportunidade de decifrar sua genialidade logo de cara.
Sobre o CD: Uma coisa que deve ser aprendida para o passageiro de primeira viagem em Steve Vai, é que Steve não faz álbuns de Rock. O Rock é só a plataforma que ele utiliza pra explorar diversas sonoridades e experiências místicas e transcendentais. Temos sim músicas animadas e agitadas, como "Gravity Storm", "Racing The World" e "Velorum", que transmitem adrenalina e tem refrões ótimos, mas mesmo nessas, podemos identificar os toques de sua veia mais artística. Principalmente "Velorum", que transita de um tom enérgico e arrasador pra algo lírico e profundo com extrema fluidez. E falando nisso, temos momentos de extrema poeticidade musical em "The Moon and I", que é de uma beleza celestial, "Creamsicle Sunset", com sua singeleza tocante, e "Weeping China Doll" que é de um sentimento bem intenso e tempestuoso. Outros destaques são os covers que Steve faz do clássico do Blues/Gospel "John The Revalator", na faixa "John The Revelator" que é cheia de atitude, e "Book of The Seven Seals", que transforma a música praticamente num musical. Por fim, "The Story of Light" é um álbum pra ser apreciado como uma fonte riquíssima de pureza, sentimento, intensidade e intemperança.
Faixas:
01. The Story of Light
02. Velorum
03. John The Revelator
04. Book of The Seven Seals
05. Creamsicle Sunset
06. Gravity Storm
07. Mullach A'tSi
08. The Moon and I
09. Weeping China Doll
10. Racing the World
11. No More Amsterdam
12. Sunshine Electric Raindrops


Joe Satriani - Shockwave Supernova

Ano: 2015
Estilo: Rock Instrumental
Gravadora: Epic Records
Sobre o artista: Professor de Steve Vai de de mais uma dúzia de guitarristas, Joe se destaca dos demais guitarristas virtuosos por não ser aficionado em músicas cheias de técnicas, firulas, enrolações e melodias que apenas outros músicos vão apreciar, mas sim por apostar em músicas eloquentes e extremamente carismáticas, agradando a todos os gostos. Não é à toa que suas canções são usadas em tantas vinhetas e trilhas sonoras por aí.
Sobre o CD: Essa capa no estilo "summer eletro hits" já mostra a pegada desse novo álbum, que dá uma boa revitalizada na discografia do guitarrista. Revitalizada necessária, porque desde seu clássico mais recente "Super Colossal", que Joe só fez álbuns desinteressantes e sem tanto apelo. Isso só mudou com o lançamento de "Unstoppable Momentum", que nos presenteou com canções bem diversificadas e criativas, mas calcadas numa atmosfera bem intimista, umbrosa e emocional. E agora "Shockwave Supernova" vem com tudo apostando mais na energia e entusiasmo, com algumas experimentações aqui e ali, e com um tom sazonado nas entrelinhas, mas com astral renovado que conquista o ouvinte desde a primeira audição. A maioria das músicas tem potencial para serem lembradas posteriormente, e todas elas são "aproveitáveis" por terem surpresas, detalhes e sacadas que ajudam o álbum a ser uma obra robusta e respeitável. Alguns destaques são a faixa-título, que apresenta aquele arroz e feijão tradicional e delicioso que Joe faz, "Crazy Joey" que é difícil e simples ao mesmo tempo, "Cataclysmic", que traz um tom intrigante e levemente sentimental sem deixar de ser empolgante, "If There Is No Heaven" que começa e termina de jeito taciturno, mas que o meio é dinâmico e entusiasmado, entre outras. As melhores na opinião deste autor, são "On Peregrine Wings", onde Joe encarna o espírito de Kiko Loureiro ao incorporar elementos da música brasileira na sua guitarra, neste caso, o Baião; "Keep On Movin'", que tem um sentimento subjacente; "A Phase I'm Going Through", que por conta do título e do instrumental multiforme, dá espaço pra viajar e refletir sobre a vida; e "Scarborough Stomp", que é a faixa mais pitoresca. "Shockwave Supernova" é um disco avigorante, tanto pra discografia do guitarrista, quanto pros fãs.
Faixas:
01. Shockwave Supernova
02. Lost in a Memory
03. Crazy Joey
04. In My Pocket
05. On Peregrine Wings
06. Cataclysmic
07. San Francisco Blue
08. Keep on Movin'
09. All of My Life
10. A Phase I'm Going Through
11. Scarborough Stomp
12. Butterfly and Zebra
13. If There Is No Heaven
14. Stars Race Across the Sky
15. Goodbye Supernova

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Retrô 2016: Deepness

Finalmente, a segunda parte da retrô chegou! E o objetivo desta vez é capturar o espírito de 2016, esse ano cheio de desgraças, e mostrar o que houve de melhor na música profunda, melancólica, reflexiva e existencial. Não necessariamente tristes, mas certamente de deixar a pessoa com uma sombra nos olhos, igualmente os personagens daqueles desenhos chineses.

E este autor pensava que a categoria anterior tinha sido a Retrô mais difícil de organizar... ledo engano. Essa daqui foi pau a pau. Isso porque, quando o profeta viu o resultado final do seu trabalho, não se deu por satisfeito com algumas escolhas que fez. Além de ter escolhido algumas bandas que não combinavam muito bem com a proposta da categoria, ele também listou algumas que não eram tão boas assim, como...
  • Beyond The Black - Lost In Forever: É um Metal Sinfônico muuuuito pop! Tudo bem que é mil vezes melhor que Evanescence, mas essa banda é como um guilty pleasure - nome gourmet pra "prazer com culpa", ou seja, aquela coisa que a gente gosta, mas tem vergonha.
  • Halekin - Circus Dream: É uma banda de Metal Sinfônico legalzinha, o problema é que não sabe se divulgar. Quem quiser saber mais sobre ela, só vai encontrar as músicas no YouTube, e a conta da banda no... Google Plus! Além disso, ela é praticamente igual a outras bandas da lista, então ia ser redundante indicar essa também.
  • Mound - The Four Fundamental States of Matter: Banda de Stoner Rock que é boa, mas beeeem lenta. Um dia eu fui escutar de novo, pra ter certeza se ia mesmo botar ela na lista, e acabei dormindo. Essa reação foi meu veredito.
  • Pain - Coming Home: Não é bom o bastante pra estar aqui. Além disso, o Lacuna Coil já está nesta lista, então ela não precisa de outra banda alternativa, sombria e adolescente.
  • Delain - Moonbathers: Fiquei bem triste em tirar essa banda, que é um dos grandes nomes do Metal Sinfônico, mas foi necessário. Esse disco é bem exagerado na sua parte sinfônica, não ficou tão bom.
  • Sirenia - Dim Days of Dolor: Até que se saíram mais ou menos bem nesse disco... O problema é que, em todos os discos, a banda se sai "mais ou menos bem"! Acontece que o Sirenia nunca fez obras realmente criativas e de personalidade própria, ele vive se repetindo! A única canção realmente boa do álbum é esta.
  • Diabulus In Musica - Dirge for the Archons: É bom, mas não me pegou. Teve uma hora que percebi que estava me forçando a gostar do disco e fazer uma propaganda positiva dele...
Com essa insatisfação, o profeta partiu à procura de outros lançamentos, decidido a entregar uma categoria apenas com recomendações imperdíveis. E nessa empreitada, ele achou tanta coisa mediana e ruim, que só Deus Metal! Esse martírio de ouvir coisa ruim já aconteceu na categoria anterior, mas desta vez, essa busca foi mais desgastante, justamente por se tratar de bandas profundas. Chegou um ponto que, tinha tanta banda no seu pc, que o profeta teve que fazer algumas notinhas pessoais, pra identificar e diferenciar as bandas que já tinha conferido. Essas anotações acabaram funcionando como micro resenhas, pois descreviam as características e motivos para os discos serem rejeitados. Quem tiver curiosidade de saber quais foram essas bandas que o profeta rejeitou, confira a caixa de comentários lá embaixo.

Agora, sem mais delongas, vamos às coisas boas deste ano passado, para você entrar numa bad com qualidade:


Retrô 2016: Deepness

Artista: Zakk Wylde
Álbum: Book of Shadows II
Estilo: Acústico

Aqui deixamos de lado o Heavy Metal imponente do Black Label Society para ver outra faceta de Zakk Wylde, uma faceta sensível, melódica, melancólica e profunda. Com influências do Country e Southern Rock e recheado de feeling, esse disco é tudo que você precisa naquele dia chuvoso e sombrio: músicas calmas, tocantes e luminosas, compostas por baixo e bateria discretos, um órgão hammond emocionante ao fundo e um backing vocal de vez em quando para acompanhar o violão e voz de Zakk, que lamenta sobre seus devaneios, desejos e coisas da vida. Em mãos menos habilidosas, as canções certamente seriam entediantes, mas Zakk consegue mostrar como é versátil e virtuoso nessas 14 faixas que passam leves como a brisa que agita levemente as folhas das árvores. "The Book of Shadows II" é um trabalho tocante que merece uma conferida.
Faixas:
01. Autumn Changes
02. Tears of December
03. Lay Me Down
04. Lost Prayer
05. Darkest Hour
06. The Levee
07. Eyes of Burden
08. Forgotten Memory
09. Yesterday’s Tears
10. Harbors of Pity
11. Sorrowed Regret
12. Useless Apologies
13. Sleeping Dogs
14. The King

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Coisas que roqueiros fazem pra pagar de rockeiros

Isso é atemporal. Em qualquer época, a qualquer momento, e principalmente, em qualquer escola, sempre vai ter aquela criatura que quer ser conhecida como A rockeira. Como a entendedora dos roques, a suprema entidade das trevas, a máxima conhecedora dos saberes, a detentora das opiniões mais corretas e polêmicas, a criatura mais cheia de atitude e rebeldia, enfim, uma legítima rockstar sem banda, sem carreira, sem independência, sem... enfim, sem absolutamente nada além da sua imensa vontade de ser rockeirona.

Para alcançar esse tão almejado objetivo, esta criatura carente de atenção se esforça ao máximo para cumprir todos os estereótipos de "como ser uma rockeiraah". Tais estereótipos, este autor já abordou no artigo "Não ser", mas o artigo não se aprofundou numa coisa muito importante: no comportamento, nas atitudes bestas que os roqueiros fazem só pra aparecer e pra construir sua reputação de rockeiros fodões. São essas atitudes que este autor vai explorar neste artigo expositivo, franco, e que certamente vai gerar identificação pessoal e vergonha do passado em alguns. Vamos lá:

Fazer questão de ser "do contra"
Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso! Nesta situação, o roqueiro coloca um comando fixado na sua mente, pra ser executado automaticamente em qualquer situação: "odiar tudo que os outros gostam". Se todos gostam de festas e comemorações, o roqueiro detesta, e sempre vai a festas contra sua vontade. Se todos gostam de certo filme que estreou, ele detesta o filme sem tê-lo visto e ainda odeia todo mundo que gosta dele. Se todo mundo usa certa rede social, ele faz questão de não usá-la, chamando quem usa ela de "modinha". E principalmente: se todos gostam de certos artistas/bandas, o roqueiro as odeia com o ódio mais puro que pode haver, e odeia mais ainda quem gosta dessas escórias.

E não importa se ele não conhece o dito filme, ou nunca usou a tal rede social, ou nunca ouviu a tal banda que tá todo mundo falando. O ódio do roqueiro é gratuito, tão gratuito que ele odeia até o que não conhece. E se alguém confrontá-lo falando justamente isso, que ele devia conhecer as coisas antes de julgar, ele já se defende com o argumento "nem vi, nem quero ver, não tenho saco pra essas modinhas, quero que se fodam, ouviu bem?! EU ODEIO!!! MEU ÓDIO É INFINITO!!! EU TENHO ÓDIO DE VOCÊ, DE VOCÊS TODOS, TUDO QUE VOCÊS GOSTAM É UM LIXO!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!"

Agora, se todo mundo gosta de chocolate, o roqueiro... ehr... gosta também. Porque né, não dá pra ser do contra em tuuudo. Entretanto, pra não dar o braço a torcer, o roqueiro fala que as coisas que ele gosta e que todo mundo também gosta, são "coisas boas DE VERDADE". Essas sim merecem sua belíssima apreciação.

Se vestir de rockeiro O TEMPO TODO
Enquanto rockeiros só vestem camisas de banda, roupas pretas e acessórios trevosos quando vão pra algum show, festividade, encontro, e demais eventos importantes, roqueiro quer mostrar que é rockeiro o tempo todo, por isso sempre está vestido a caráter. Inclusive quando faz calor de quarenta graus com sensação térmica de "abraçando o Sol". Ele nem pensa em vestir camisas ou roupas "normais" ou mais leves, nem mesmo camisas de banda de outra cor que não seja preta, porque isso "não é coisa de rockeiro".

E em locais onde não pode se fantasiar a caráter, como na casa da avó, na Igreja, ou na escola, o roqueiro se vira usando acessórios ou coisas que chamam atenção e denotam sua faceta trevosa e sombria, com uma simples munhequeira ou pulseira de espinhos, ou com colar de caveirinha ou pentagrama (em posição normal ao invés de invertido, pra vó não pensar que ele tá envolvido com seitas), ou cabelo maiorzinho ou cara de quem comeu e não gostou, entre outras coisas. Se puder, se os pais deixarem, também usa piercing e alargador. Já as meninas usam PELO MENOS uma maquiagem pesada ou batom preto, ou mechas coloridas no cabelo.

E ele ainda tem a cara de pau de condenar outros roqueiros dizendo que "usam camisa de banda e já se acham rockeiros!!!". E ainda por cima acha que tem moral pra condenar quem não ouve Rock e usa camisa do Ramones ou aquela língua do Rolling Stones, sendo que tecnicamente, ele também não está nem aí pro Rock, está mais preocupado com a sua imagem.

Botar Rock em tudo que é lugar
Não é só sua aparência que fica trevosa, mas também tudo a sua volta. Seu celular e seu pc tem wallpapers de bandas, além de pastas cheias de músicas e imagens de roque. Caso o celular seja roubado, ou o pc vá pro conserto, o ladrão e o técnico pensarão "eita, esse era rockeirão da pesada".

Seus itens escolares também são pauleira, a começar pelo caderno com capa de alguma banda ou imagem bem pauleirosa mermo, morô? No caso deste autor, ele teve um caderno com uma guitarra (ou era violão?) pegando fogo, e outro caderno com capa jeans da Tilibra, e o que mais? Hum... Ah, sua carteira escolar também era cheia de desenhos de logos de bandas e trechos de músicas. Mas tem uma coisa que este autor não fez, e que roqueiros fazem com a sua mochila, que é colocar bottoms e patches na sua mochila.

Em casa, o roqueiro tem o maior número de itens rockeiros possível: canecas, adesivos, pôsteres, uma coleção de maquiagens com uma infinita variedade de tons obscuros, uma coleção de palhetas ou colares - que por acaso estão pendurados num lugar bem exposto -, chaveirinho de caveirinha, entre outras coisas. E sempre, SEMPRE algum item que é dado de alguém, geralmente um porta-alguma-coisa que tem formato de guitarra ou disco de vinil.

E como não poderia faltar, suas redes sociais são sempre lotadas de coisas tr00 headbanger of northern valleys of death. Inclusive seu nome é sempre alguma coisa from hell, ou o sobrenome de algum rockstar, como Roberta Steele, Marcos Simmons, Märina Dark Angel, Wesley Gunner Fan, Valdemira Sammet, Cleudinei Hendrix, Profeta Rocker, etc.

Por fim, o roqueiro tem tanta vontade de botar Rock em tudo, que bota até em coisas nada a ver. Quem será que faz esse tipo de montagem com princesas da Disney? Roqueiros, óbvio.