quinta-feira, 27 de abril de 2017

Sunday songs [20]: Letras

Uma tendência que vem sendo adotada por grandes gravadoras e bandas ultimamente, é a de fazer lyric videos. Eles consistem em vídeos super produzidos e cheios de animações, efeitos, figuras e coisas mil, tudo para apresentar o astro principal do vídeo, que é a letra da música da banda. Essa é uma ideia que a gente fica pensando: caramba, como não pensaram nisso antes? Isso foge do convencional, e algumas vezes, é até melhor do que ver só a banda tocando, ou ver uma mini história que não faz muito sentido. Esta playlist selecionará alguns que este autor achou mais interessantes, por puro gosto pessoal.

O primeiro vídeo é pra mostrar como esses lyric videos são complexos, atraentes e bem feitos, derrubando alguns possíveis preconceitos.


domingo, 23 de abril de 2017

Sunday songs [19]: Chroma key psicodélico

No tempo em que o Rock não tinha medo de consumir tóchicos, as bandas costumavam tocar num fundo cheio de cores vivas, formas abstratas e imagens sem sentido. Essa proposta é tão legal que algumas bandas novas continuaram com esse costume - além, é claro, de incorporar completamente essa sonoridade antiga, retrô, vintage, clássica, ou seja lá o que você queira chamar. A playlist de hoje irá mostrar algumas bandas que tocam nesse chroma key psicodélico, alternando entre banda antiga e banda nova.

Começando com uma banda antiga. A música é curtinha, mas a psicodelia e nonsense que tem nela é suficiente. Confira a letra dela depois, pra comprovar.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sunday songs [18]: Testosterona

Agora o som é de macho, rapá! Aqui não tem lugar pra macho alfafa que se acha hétero masculino macho de topetinho, camisa polo e stellinha na mão ouvindo Sertanojo Universitário não! Aqui é pra quem vai nos mosh, come prato de pedreiro, caga fora de casa e bate uma laje em vez de perder tempo compartilhando imagenzinha do Jason Statham no feice. Se você idolatra Motörhead, mas tá enjoado de ouvir Motörhead, e ao mesmo tempo quer continuar ouvindo Motörhead, essa playlist é pra tu.

E já começamos com a fusão dos dois barbudos do ZZ Top num só. É sério, olha aí.


domingo, 16 de abril de 2017

Sunday songs [17]: Instrumental

Não é nada disso que você está pensando, jovem! Esta playlist não vai mostrar um bando de guitarristas virtuosos, mas sim, músicas instrumentais de bandas que não são instrumentais! E essas músicas são um show, clássicos instantâneos de verdade. Taí a primeira pra provar.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Sunday songs [16]: Alto astral

Essa playlist é pra abrir um largo sorriso na alma, porque as canções aqui não tem uma notinha de tristeza ou cadência. É tudo pra elevar o espírito e pular de alegria. Então aproveite e solte a franga!

Mas pra começar, uma canção pra aquecer, pra já deixar no clima de agitação.


domingo, 9 de abril de 2017

Sunday songs [15]: Mulher de enfeite

A presença feminina em videoclipes é frequente. Elas são as próprias artistas da banda, ou então são atrizes que protagonizam uma mini-história dentro do clipe, ou então são modelos que emprestam sua imagem para encarnar personagens, ou representar alguma coisa. Ou elas também são... são... ehr... bom, elas estão lá no clipe, mas o motivo pra estarem lá, é meio incerto. O que se sabe, é que elas aparecem em cenas curtissimas e aleatrorias, fazendo a gente questionar seriamente qual a necessidade delas aparecerem. E é pra isso que a playlist de hoje serve, pra deixar a gente confuso, intrigado e abismado, pensando "pra quê, gente?".

Nesse primeiro vídeo, a presença feminina é mais ou menos justificada: o vocalista já deixou de parecer uma menina hoje em dia, então precisa de uma mulher de verdade pra compor o clipe.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Sunday songs [14]: Contorno

Sim, este autor resolveu fazer playlists na quinta-feira também! Porque o espaço entre um post e outro é muito grande, e este autor teve várias ideias pra playlists, então aproveitem.

Vários efeitos podem ser usados pra dar aquele "tchan" nos clipes, e um deles é esse efeito de photoshop que faz tudo ter um contorno e transforma tudo em um desenho 2D. A playlist de hoje é dedicada a mostrar clipes que usam esse efeito, e se fica bom ou não, é gosto pessoal.

Por exemplo, esse clipe aqui deu uma exagerada no contorno, na opinião deste autor. E na sua?


domingo, 2 de abril de 2017

Sunday songs [13]: Parcerias hereges

Antes do Metallica se misturar com Lady Gaga, outras bandas servas de Odin já firmaram parcerias com artistas servos de Lilith. Relembre agora algumas dessas parcerias e descubra outras que vão te deixar de cabelo em pé.

Vamos começar do básico, com Santana. O cara já fez parceria com todo mundo, e esta aqui é a mais conhecida.


quinta-feira, 23 de março de 2017

A peregrinação

Dentro de alguns dias, este autor fará uma viagem para as terras ermas do nordeste. Ficará ele em peregrinação por um período aproximado de um mês, onde ele buscará se afastar do mundo virtual, alcançar alguma paz de espírito e uma mente operante. Pois não sabeis vós, leitores, o quão custoso está sendo para este autor escrever este mero comunicado, e mais ainda continuar altivo e vivo durante esta caminhada.

Entretanto, para não deixar os próximos dias totalmente livres de qualquer conteúdo, este autor gastou seus últimos neurônios para montar e programar sunday songs, que irão ao ar todo domingo (AH JURA?!) e quinta-feira, pra fazer os dois gatos pingados que ainda leem este blog se sentirem contemplados.

Até a vista. Ou não.

domingo, 19 de março de 2017

Retrô 2016: Glorious

A retrô de 2011 teve seu último artigo publicado em 29 de abril do ano seguinte, então se alguém está insatisfeito com a demora na entrega dessa retrô aqui, pense: poderia ser pior! Então vamos para a quarta parte do salmo mais importante do blog atualmente, e que ninguém lê! Só o Kelvin. E o Dhanylo, mas esse lê tudo mesmo.

Desta vez, será compilada uma série de bandas melódicas e que tem a glória em seu íntimo, a força de vontade, o brio, a fúria interior por lutar com o punho em riste e bradar aos quatro ventos. E esta edição é importantíssima, pois o ano de 2016 foi ótimo para o Rock e Metal, mas bem fraco para bandas melódicas, especialmente para as de Power Metal. Parece que os lançamentos do Rhapsody of Fire e Avantasia roubaram toda a mana das outras bandas do gênero! A situação foi tão séria que vários sites elegeram como "melhores lançamentos de Power Metal" bandas de Heavy Metal como Helstar e Primal Fear! Então pra quem quiser conhecer o que realmente houve de bom nesse subgênero melódico do Metal, esta edição é um prato cheio.

E nesta edição, não vai ter listinha com bandas excluídas da retrô. Em vez disso, este vai indicar bandas parecidas (e inferiores) com as que forem resenhadas ao longo do caminho!

Ah, mas vai fazer um glossário que nem na primeira edição, porque este autor formulou seu próprio método de rotulamento de metais poderosos:
  • Power Metal Sinfônico: vai rotular bandas de Power Metal que tenham elementos sinfônicos. Não necessariamente bandas que passem a mesma profundidade, lirismo e melancolia do Metal Sinfônico.
  • Metal Sinfônico Empoderado: vai rotular bandas de Metal Sinfônico que são lacradoras, que curtem memes da Gretchen e que falam "sai hétero" tem influências de Power Metal. Um exemplo de Power Metal Empoderado é o Amberian Dawn.
  • Epic Power Metal: vai rotular bandas de Power Metal que tem melodias e produções cinematográficas, épicas e bombásticas.
Só este autor vai usar esses termos, mas dane-se. Vamos lá:

domingo, 12 de março de 2017

Sunday songs [12]: Elas

Nessa última quarta-feira aconteceu o Dia Internacional da Mulher, e em homenagem a isso, este autor montou uma playlist só com bandas com mulheres, que não são conhecidas e comentadas nem pelos próprios rockeiros! Tanto porque elas são novas, quanto porque os rockeiros tem preconceito com bandas femininas, porque sempre acham que elas são só de Metal Sinfônico ou Death Metal Melódico. Mas esta playlist desbanca esse preconceito mostrando Rock e Metal tradicionalíssimo. Confere aí:

A primeira música é de uma banda que este autor já resenhou aqui.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher

Feliz dia internacional pras mulheres do Rock e Metal!

Feliz dia pras mulheres talentosas que não são julgadas pela beleza antes de qualquer coisa...

Feliz dia pras mulheres que podem fazer o que quiser com seu corpo sem precisar da autorização ou aceitação masculina...

Feliz dia pras mulheres que não tem seu talento e habilidades totalmente ofuscados pela sua beleza (ou pela falta dela)...

Feliz dia pras mulheres que não são objetificadas...

E feliz dia pras mulheres que podem fugir dos padrões de gênero pré-estabelecidos pela sociedade e serem diferentes!

Feliz dia Internacional pra Mulher...
... que ignora, repudia, e se volta contra todo estigma, preconceito, julgamento e padrão de comportamento de gênero!
Esta mulher sim, é digna de comemorar essa data!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sunday songs [11]: Simples e direto

Os clipes de Rock e Metal costumam ter muitas invencionices. Nunca mostram só a banda tocando, ela sempre está num chroma key cercada de efeitos especiais e por cenas rápidas de uma historinha que ninguém está realmente interessado em assistir, por vários motivos. E quando não é isso, o clipe vira uma historinha completa, quase não mostrando a banda tocando, e muitas vezes, transformando os músicos nos atores protagonistas dessa história. E o resultado é ruim na maioria das vezes.

Por isso, este autor selecionou clipes que mostram as bandas tocando sem cenas avulsas e toscas, sem historinhas descartáveis, sem efeitos especiais artificiais e falsos, nem nada disso. Só a banda tocando e pronto, pra que mais? Então aproveitem seu ócio de domingo vendo a fuça desse bando de marmanjo feioso.

O primeiro clipe selecionado é de um show sem público.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Isso é um absurdo!

Hoje o profeta tirou o dia pra comentar alguns absurdos que ele já ouviu em relação ao Rock. Mas não aqueles absurdos comuns do tipo "rockeiros são todos ateus que tem pacto com Satanás", ou "rockeiros são antissociais reclusos que nem saem de casa e vivem passeando em cemitérios". Esses preconceitos são tão batidos que nem vale a pena serem comentados. Então vamos lá:

O baixo não serve pra nada!
Fala sério, a gente nem consegue ouvir o som do baixo! Por que ele é tão importante assim??

Pois é, existem pessoas que não conseguem afiar seus ouvidos e captar suas notas graves, muito menos diferenciá-las, o que as faz acreditar que o baixo é inútil. E essas pessoas estão certas! O baixo é inútil mesmo! Tão inútil que baixistas são sempre os mais procurados pelas bandas. Tão inútil que uma banda sem um baixo marcante perde todo seu peso e tensão. Tão inútil que uma banda pode ter 40 guitarristas, mas precisa de um baixista. Tão inútil que só inúteis acham que ele é inútil!

Este autor vai contar uma coisa que ele nunca viu alguém falando por aí, então lá vai: quando você vai num show, o som da guitarra e da voz é captado pelo ouvido, mas o som da bateria, e principalmente, do baixo, é captado pelo corpo e pelo coração. Só o baixo consegue fazer estremecer nosso miocárdio.


Elvis Presley é o inventor do Rock!
Não basta ostentar o título questionável de Rei do Rock, Elvis Presley também é conhecido por muitos ignorantes como o inventor do Rock and Roll. Dane-se Sister Rosetta Tharpe, Bo Diddley, Jackie Brenston, Carl Perkins, B. B. King, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Little Richard, Bill Haley e outros criadores verdadeiros do Rock, Elvis é quem merece todos os louros por tudo!

É claro que ninguém jamais poderá tirar a importância de Elvis pro Rock. Ele foi um grande artista performático e dono de carisma e voz incríveis pra sua época, e se mantém marcante até hoje. Mas ele não é nem de longe o criador do Rock!

Falando nisso, alguns também falam que foram os Beatles quem criaram o Rock, e/ou que eles foram a primeira banda do estilo. A ignorância não é uma bênção não, gente. Faz a gente passar vergonha.

SlipKnot é Death Metal!
Na época que o SlipKnot estava estourando na MTV, na internet e nos fones de ouvido da moçada, alguns fãs ficaram tão deslumbrados com o peso da banda e com a sua performance e visual "assustadores", que chegavam a dizer que a banda tocava Death Metal. Sim, Death Metal. Obviamente, esses fãs não eram lá muito inteirados em Rock/Metal, e não conheciam Krisiun, Cannibal Corpse, Deicide, Obituary, Vader, Immolation, e outras bandas tradicionais de Death Metal de verdade. Nem em Arch Enemy eles tinham ouvido falar, provavelmente.

O SlipKnot sem dúvidas faz um som pesado e ágil, mas não chega nem perto da violência e brutalidade das bandas Death Metal, nem mesmo do peso das de Heavy Metal tradicional como Accept ou Motörhead. Não tem um vocalista cantando em gutural o tempo todo, não tem uma bateria que parece uma metralhadora, não tem nem solos agudíssimos e afiados, enfim, nada de mortífero.

Mas como dizia o filósofo, "até aí, tudo bem". Esse é o tipo de comentário que apenas leigos falam. O problema mesmo foi quando este autor assistiu a MTV um dia desses (faz bastante tempo, na verdade), e viu uma matéria gringa falando sobre o SlipKnot, dizendo que a banda se sobressaia pelo seu Death Metal. A indignação deste autor foi imediata. É por essas e outras que a MTV caiu tanto no conceito das pessoas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Personagens queridos pelos rockeiros

Em vários desenhos, filmes, séries, livros, quadrinhos, e até novelas, tem aquele personagem rockeiro. Às vezes ele é bem estereotipado, outras vezes é espontâneo e simpático, e às vezes ele nem tem o Rock como sua característica mais marcante, mas a caveirinha tá lá... E tem aqueles personagens que o imaginário popular assume que eles são rockeiros de verdade, mesmo que eles não tenham realmente relação direta com o estilo. Eles podem ter roupas pretas, serem marcantes, terem atitude, serem sombrios, revoltados, mas não são rockeiros de fato. E é desses personagens que este autor vai tratar hoje, personagens que a gente acredita piamente que ouvem o som abençoado de Deus Metal nos bastidores.

Monstros de terror
Rockeiros tem gosto natural por personagens "das trevas", assustadores, infernais, e que representam o lado obscuro e macabro das coisas. Por isso esses monstros de Halloween e que foram protagonistas de vários filmes e livros clássicos de terror são amados e queridos por eles. E não é só porque eles são assombrosos, tenebrosos e tem uma mitologia rica e habilidades extraordinárias, mas principalmente porque fazem os humanos "normais" sentirem desconforto, estranhamento e pavor, fazem eles encararem o desconhecido, o obscuro, e que destoa da sua realidade cor de rosa e comunzinha. Por isso personagens como lobisomens, vampiros, zumbis, bruxas, são tão reverenciados e populares até hoje. Aliás, a Zombie Walk é praticamente o Carnaval dos rockeiros.

Este autor escolheu falar especificamente dos monstros clássicos, mas praticamente qualquer personagem de terror é querido pelos rockeiros: Jason, Freddy, Jigsaw, Pânico, Samara, Michael Myers, Michel Temer, Cthulu, Pennywise (aquele palhaço que aparece no esgoto), até a Bruxa que nem aparece no filme dA Bruxa. Até mesmo o Alien, só porque ele é um alien fortão e preto. E que mata humanos, claro.

Se este autor tivesse que arriscar, esses monstros teriam como trilha sonora de suas monstruosidades algumas bandas que abordam temas de terror, como King Diamond, Alice Cooper, Misfits, Marilyn Manson, Rob Zombie e Monster Coyote.

Edward Mãos de Tesoura
Um dos maiores ícones da cultura Pop, do Cinema e da cultura gótica, e também um dos únicos papeis onde Johnny Depp está inspirado e não atuando no piloto automático, Edward Mãos de Tesoura é um personagem que representa perfeitamente aqueles indivíduos deslocados e excluídos da sociedade, que não se encaixam nos seus padrões comportamentais. Seja por um visual diferente, uma atitude diferente, uma opinião diferente, esses indivíduos já são vítimas de discriminação, desprezo ou ataques das pessoas "comuns", que seguem seu instinto natural de estranhar e temer o que não conhecem e não entendem, chegando a cometer essas atitudes negativas.

Além de solitário por ser excluído, Edward também demonstra uma atitude retraída, tímida e hesitante, o que são defeitos no meio de um mar de gente extrovertida e insensível. Porém, ele mostra mais à vontade ao expressar seu dom, que no caso, é cortar. Ele corta cabelo, corta grama, corta legume, corta linha de pipa, corta ligação, corta faixa de inauguração, corta verba, corta filme da DC, corta preço de geladeira duas portas, corta até teu pinto! O negócio dele é cortar, esse é seu talento, que é reconhecido inclusive por quem estranha e despreza ele. Todo esse conjunto de características e problemas de Edward conversa muito intimamente com inúmeros deslocados talentosos e introvertidos da vida real. Todas essas pessoas se veem representadas por ele e sentem mais pessoalmente seu drama. A vantagem dessas pessoas é que, pelo menos, elas podem se masturbar. Já Edward...

Devido à sua natureza introvertida e melancólica, é automático pensar em Edward ouvindo bandas tristes e profundas como Clan of Xymox, Lacrimosa, Alcest e November's Doom.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Piadas ruins [07]

As coisas estão muito tristes ultimamente, né? Tragédias acontecendo, situação precária do país, memes ruins... Qual é a solução pra levantar o astral? PIADAS RUINS!!! Aquelas que são tão ruins, mas tão ruins, que dão a volta, e ficam boas!!! Ou não.

007, atira nesse sem-graça!

E ouvir banda trevosa não ajuda.

E vai falar piada boa quando???

Acho que só o profeta que ainda tem.

A Barbie também prefere o Ken HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ

Quero ver quem é a criatura que conhece Harry Potter e Black Metal pra entender essa coisa.

Que piada animal! HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ

Um raio cair na sua cabeça que é bom, nada!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

MANDA NUDES

Veja você, leitor, a que ponto chega o ser humano quando não tem nada pra fazer. Baseado nesse post feicebuquiano despretensioso e bobo, este autor que vos fala colocou sua ideia em prática, e resolveu fazer singelos pedidos de nudes usando vários logotipos de bandas de Rock e Metal. Aqui você confere os frutos do seu ócio. Pode usar por aí à vontade, só não esqueça de dizer daonde você tirou essa besteira.

E fazer essa besteira foi fácil! Como o profeta disse no status, a fonte do Metallica já está disponível pra baixar há tempos. E a de outras bandas, também! Então, pra esse post ser menos inútil, cada "delicada solicitação de material impróprio" virá com o nome da fonte embaixo.

Falando nisso, a imagem acima é uma montagem com o logo do Black Label Society, cuja fonte é Old English Text MT. Não é a fonte original, mas é parecida. As seguintes são...

The Beatles by Bootle

The Doors by Densmore

Led Zeppelin by Kashmir

Rush by Wornking Man
Originalmente, a fonte tem as letras mais separadas

AC/DC by Squealer

Scorpions by Lady Star

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Retrô 2016: Classics

Parece que toda edição de Retrô vai ter um "finalmente!!!", porque sempre tem alguma coisa que atrapalha a vida do profeta e o impede de entregar as resenhas em tempo. Desta vez, ele ficou sem internet. Ainda bem que os tempos mudaram e os sumiços dele não preocupam mais os leitores, que antigamente já achavam que ele morreu com 27 anos, foi morto por Lilith, se rendeu ao Pagode, etc. Hoje em dia nem tem leitores mesmo, hehe...

ehr...

BUÁÁÁÁÁÁ

Mas vamos logo continuar resenhando o que houve de melhor em 2016! Nesta edição, este autor só escolheu banda clássica, consagrada, elogiada e grandes nomes do Rock e Metal... que ninguém costuma conhecer, nem comentar, nem ouvir, nem nada. Só os sites especializados de notícia e fãs mais assíduos do gênero costumam falar dessas bandas, deixando quem não conhece elas confusos e sem saber porque são importantes. Pois talvez esses lançamentos de 2016 esclareçam isso.

Aproveitando a deixa, este autor vai fazer que nem na última edição e dizer os lançamentos que ele não vai resenhar, e dizer os motivos:
  • Lita Ford - Time Capsule: Um belo dia, Lita Ford deu uma geral em sua casa e descobriu algumas demos com canções gravadas nos anos 80, e resolveu lançar elas nesse álbum. E este autor não o recomenda porque só tem duas ou três músicas realmente empolgantes, o resto é só baladinha ou música morna. Ele só é recomendado se for encarado como um álbum póstumo de "gravações raras/perdidas/rejeitadas", porque isso acaba baixando nosso senso crítico.
  • Steve Vai - Modern Primitive: Este é um compilado de músicas rejeitadas que foram gravadas entre o primeiro e segundo disco de Steve. E essas músicas, como ele próprio fala, são estranhas. Estranhíssimas! Não tem como acompanhá-las, se apegar a elas, investir nelas, porque elas são tão... tão "sei lá", que não dá.
  • Dee Snider - We Are The Ones: Nesse trabalho solo do vocalista do Twisted Sister, só vamos encontrar músicas Pop Rock e Pop. Mas não se atrevam a conferir, porque até pra quem curte Pop, esse disco é mediano. Sim, o profeta ouviu o dito cujo! O único ponto positivo, é que Snider tá cantando bem pra caramba.
  • Metal Church - XI: É um disco bom sim... Tem músicas bem boas... Mas no saldo geral, acaba não empolgando tanto quanto poderia.
  • Tyketto - Reach: Na primeira metade do álbum, a banda não soube unir muito bem a sua melodia com o peso, ficando inconsistente. E na segunda metade, as músicas soam bastante genéricas. Triste, mas verdade.
  • Bon Jovi - This House Is Not for Sale: É muito ruim!!! O Bon Jovi só lança coisa ruim ultimamente!
  • Hawkwind - The Machine Stops: Quem quiser conhecer o significado da palavra "datado", que os resenheiros falam tanto, que ouçam esse troço.
  • Rolling Stones - Blue & Lonesome: É ótimo, mas é só um disco de covers.
  • Ace Frehley - Origins Vol. 1: É ótimo, mas é só um disco de covers. [2]
  • Eric Clapton - I Still Do: É só um disco de Blues.
  • Neil Young - Peace Trail: É só um disco de Folk.
  • Jeff Beck - Loud Hailer: É só um disco de... olha, é difícil explicar o que ele é, então vale a pena fazer uma resenha especial, ainda que não seja exatamente uma recomendação, de fato. Que nem os discos do Blackfoot e Amaranthe.
Artista: Jeff Beck
Álbum: Loud Hailer
Estilo: Rock com um pezinho afundado no Alternativo

Jeff Beck é um guitarrista britânico que está em atividade desde 1965, e é um dos músicos mais prestigiados do Rock por seu virtuosismo e criatividade. E também versatilidade, pois apesar de se consagrar pelo Rock clássico, Jeff sempre procura buscar influências novas e expandir seus horizontes. "Loud Hailer" é prova disso, com sua sonoridade altamente contemporânea e com algumas inserções eletrônicas. E pra ajudar nessa proposta moderna, foram convidadas as duas líderes da banda de Future Rock (fala sério, isso é Rock Alternativo) Bones, a vocalista Rosie Bones e a guitarrista Carmen Vandenberg, para acompanhar as invencionices e experimentações de Jeff. Rosie, que tem um timbre único e é auxiliada pela produção que insere texturas e efeitos em sua voz quando a climatização da música pede, se encaixa muito bem na missão de ser porta-voz de letras que abordam temas contemporâneos e críticas sobre o mundo atual. Enquanto isso, na parte instrumental, os guitarristas tocam notas afiadas, estridentes, criativas e exibidas, com Jeff se destacando frequentemente no meio da multidão. Cada faixa do disco é uma surpresa, não se sabe o que esperar. A primeira é basicamente uma voz sábia fazendo um discurso com uma guitarra ao fundo. A terceira é um instrumental eletrônico sujo e vibrante. A décima é um Funk Rock total, a quinta é calmíssima e profunda, a nona vai do sereno ao forte, a oitava eu nem sei pra que que tá no disco, parece uma trilha sonora curtinha de uma cena de suspense, e por aí vai. "Loud Hailer" com certeza não é pra todo mundo, e por isso não está (e ao mesmo tempo está!) nesta retrô.
Faixas:
01. The Revolution Will Be Televised
02. Live in the Dark
03. Pull It
04. Thugs Club
05. Scared for the Children
06. Right Now
07. Shame
08. Edna
09. The Ballad of the Jersey Wives
10. O.I.L.
11. Shrine

Agora sim vamos a ela:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Discografia do Angra

Cansado de conhecer tão poucas discografias de cor e salteado, este autor se empenhou mais e agora conhece a discografia de várias bandas brasileiras: Madame Saatan, Bad Salad, Motosserra Truck Clube, Rygel, Woslom, e outras que não tem mais de 3 discos na carreira. E agora também conhece a do Angra, que tem mais de três discos lançados! Pra comemorar tal feito, este autor vai se exibir e mostrar seu conhecimento sobre este que é um dos maiores grupos de Metal melódico do mundo.

Leia também: Discografia do Metallica

Angels Cry (1993)
Inspirado num jogo famoso aí, o disco de estreia da banda fez um enorme sucesso, atraindo especialmente os jovens nerds gamers e sem malemolência para com as meninas. O álbum se destaca por conter como integrantes uma japonesa homem que canta fino, o filho da Dona Florinda na guitarra, Jesus no baixo, e o Diabo na guitarra. O álbum também conta com as consagradíssimas "Ivo Uarnin", "Útero Raids", "Stand Away Comedy" e o clássico "Carry On My Wayward Son".

Dolly Land (1996)
E logo no seu segundo disco, a banda já se achou picuda o suficiente pra mudar seu estilo e não se importar com as críticas das pessoas. Investindo em sonoridades tupiniquins e tomando esta garrafinha pet simpática como inspiração, o Angra compôs músicas com sabor brasileiro como "Karolaine de IV", "Everything To Speak", "The ~Futura banda do Andre Matos~" e a faixa título. Também temos "Deep Purple", "Lullaby For Zelda" e "Z.I.K.A.", cuja sigla intriga os fãs sobre seu significado desconhecido até hoje.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O dia em que este autor enjoou de Rock

Você tá assistindo muito YouTube, hein, Profeta! Que titulo é esse!

Enfim, este post é uma republicação de um artigo breve e inútil, que foi publicado originalmente em nove de março de 2010. Ele narra em detalhes como este autor enjoou de Rock e como sua vida mudou depois de tal acontecimento.

Ele já estava voltando para casa, ainda com gosto de pastel de queijo na boca. Incrivelmente, ele acabou superando o gosto de caldo de cana, que é quase impossível de largar. Quando chegou em seu lar, uma desanimação repentina se abateu sobre ele, o que o fez descansar, descansar, e descansar. O descanso não ajudou a sua insatisfação ir embora, então foi escutar uma musiquinha.

Começou com “You Shook Me All Night Long”, depois “Jump”, pra tentar levantar o astral. Essas músicas nunca falham! O problema é que elas falharam. Depois, seguiram-se algumas faixas do CD "Endgame", e depois um pouco de Prog Rock, depois Hard Rock setentista, um cardápio bem variado. Mas nada disso fez efeito. O profeta achava todas essas músicas enjoativas e cansativas.

Então resolveu partir pra algo mais pesado, e espantar o baixo astral na porrada. Torture Squad, Cannibal Corpse, Vader, Nile, nada disso conseguiu animar este autor. Ele chegou à conclusão que nem Rock e nem Metal PESAAAADO o ajudavam mais. Tudo era enjoativo e ruim... este autor ficou impressionado consigo mesmo.

Será que seus dias de rockeiro headbanger metaleiro rocker metalhead acabaram? Será que todo aquele discurso de manter o espírito do Rock vivo estavam com os dias contados? O que seria então da Bíblia do Rock, e de sua vida, depois disso?

E de repente, este autor sentiu mal-estar, tontura, enjoo e dor de cabeça. Percebeu então qual era o seu problema: intoxicação alimentar. Não era o Rock e Heavy Metal que estavam enjoativos, era o próprio autor que estava passando mal há um tempão. Com a descoberta, este autor fez seu momento mais tr00 do dia: vomitou todo o pastel abençoado por Lilith que comera na rua. Entre muitos “UUUOOAAAHRRRRRR”, “BLEEEAAAAAHHHHGGGGHHH”, “MUWWAAAAHHHHHRRRRR” e outros urros de bandas de Metal Extremo, ele conseguiu tirar toda a droga que havia ingerido.

Não foi desta vez, Lilith! Esta pegadinha diabólica não comprometeu sua vida de sacerdócio a Deus Metal. Ele continuou firme e forte em sua jornada.

"Mas no segundo parágrafo, você disse que sua vida mudou, Profeta!". Sim, ela realmente mudou. Este autor nunca mais comeu pastel de queijo. Agora, só joelho.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Dobradinha: Steve Vai e Joe Satriani

A dobradinha de hoje reúne dois guitarristas virtuosos que estão juntos por acaso, por emra coincidência do destino. O fato deles serem os guitarristas preferidos deste autor que vos fala não tem nada a ver.

A resenha do Steve é uma republicação, só que reescrita. Totalmente reescrita, na verdade. Já a do Joe, é inédita, e ia aparecer na Retrô 2015... só que a Retrô 2015 foi encerrada ainda na sua fase de pré-produção, pois nessa época, este autor estava desanimado e acabou encerrando suas atividades. Esta resenha do Joe foi uma das únicas finalizadas, juntamente com as resenhas de "The Book of Souls" do Iron Maiden, "Eternal" do Stratovarius e "Secret Garden" do Angra. Quem sabe o profeta publica essas outras também, algum dia...

Enquanto isso, contentem-se com isto:

Steve Vai - The Story of Light

Ano: 2012
Estilo: Rock Instrumental
Gravadora: Favored Nations
Sobre a banda: Steve Vai é doutor em música e conhecido por suas habilidades e técnicas virtuosas, figurando entre os guitarristas mais importantes do Rock Instrumental e sendo influência para vários músicos. Como opinião pessoal deste autor, Steve caminha por uma sonoridade misteriosa e esotérica que assume faces diferentes a cada audição, nunca dando-nos oportunidade de decifrar sua genialidade logo de cara.
Sobre o CD: Uma coisa que deve ser aprendida para o passageiro de primeira viagem em Steve Vai, é que Steve não faz álbuns de Rock. O Rock é só a plataforma que ele utiliza pra explorar diversas sonoridades e experiências místicas e transcendentais. Temos sim músicas animadas e agitadas, como "Gravity Storm", "Racing The World" e "Velorum", que transmitem adrenalina e tem refrões ótimos, mas mesmo nessas, podemos identificar os toques de sua veia mais artística. Principalmente "Velorum", que transita de um tom enérgico e arrasador pra algo lírico e profundo com extrema fluidez. E falando nisso, temos momentos de extrema poeticidade musical em "The Moon and I", que é de uma beleza celestial, "Creamsicle Sunset", com sua singeleza tocante, e "Weeping China Doll" que é de um sentimento bem intenso e tempestuoso. Outros destaques são os covers que Steve faz do clássico do Blues/Gospel "John The Revalator", na faixa "John The Revelator" que é cheia de atitude, e "Book of The Seven Seals", que transforma a música praticamente num musical. Por fim, "The Story of Light" é um álbum pra ser apreciado como uma fonte riquíssima de pureza, sentimento, intensidade e intemperança.
Faixas:
01. The Story of Light
02. Velorum
03. John The Revelator
04. Book of The Seven Seals
05. Creamsicle Sunset
06. Gravity Storm
07. Mullach A'tSi
08. The Moon and I
09. Weeping China Doll
10. Racing the World
11. No More Amsterdam
12. Sunshine Electric Raindrops


Joe Satriani - Shockwave Supernova

Ano: 2015
Estilo: Rock Instrumental
Gravadora: Epic Records
Sobre o artista: Professor de Steve Vai de de mais uma dúzia de guitarristas, Joe se destaca dos demais guitarristas virtuosos por não ser aficionado em músicas cheias de técnicas, firulas, enrolações e melodias que apenas outros músicos vão apreciar, mas sim por apostar em músicas eloquentes e extremamente carismáticas, agradando a todos os gostos. Não é à toa que suas canções são usadas em tantas vinhetas e trilhas sonoras por aí.
Sobre o CD: Essa capa no estilo "summer eletro hits" já mostra a pegada desse novo álbum, que dá uma boa revitalizada na discografia do guitarrista. Revitalizada necessária, porque desde seu clássico mais recente "Super Colossal", que Joe só fez álbuns desinteressantes e sem tanto apelo. Isso só mudou com o lançamento de "Unstoppable Momentum", que nos presenteou com canções bem diversificadas e criativas, mas calcadas numa atmosfera bem intimista, umbrosa e emocional. E agora "Shockwave Supernova" vem com tudo apostando mais na energia e entusiasmo, com algumas experimentações aqui e ali, e com um tom sazonado nas entrelinhas, mas com astral renovado que conquista o ouvinte desde a primeira audição. A maioria das músicas tem potencial para serem lembradas posteriormente, e todas elas são "aproveitáveis" por terem surpresas, detalhes e sacadas que ajudam o álbum a ser uma obra robusta e respeitável. Alguns destaques são a faixa-título, que apresenta aquele arroz e feijão tradicional e delicioso que Joe faz, "Crazy Joey" que é difícil e simples ao mesmo tempo, "Cataclysmic", que traz um tom intrigante e levemente sentimental sem deixar de ser empolgante, "If There Is No Heaven" que começa e termina de jeito taciturno, mas que o meio é dinâmico e entusiasmado, entre outras. As melhores na opinião deste autor, são "On Peregrine Wings", onde Joe encarna o espírito de Kiko Loureiro ao incorporar elementos da música brasileira na sua guitarra, neste caso, o Baião; "Keep On Movin'", que tem um sentimento subjacente; "A Phase I'm Going Through", que por conta do título e do instrumental multiforme, dá espaço pra viajar e refletir sobre a vida; e "Scarborough Stomp", que é a faixa mais pitoresca. "Shockwave Supernova" é um disco avigorante, tanto pra discografia do guitarrista, quanto pros fãs.
Faixas:
01. Shockwave Supernova
02. Lost in a Memory
03. Crazy Joey
04. In My Pocket
05. On Peregrine Wings
06. Cataclysmic
07. San Francisco Blue
08. Keep on Movin'
09. All of My Life
10. A Phase I'm Going Through
11. Scarborough Stomp
12. Butterfly and Zebra
13. If There Is No Heaven
14. Stars Race Across the Sky
15. Goodbye Supernova

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Retrô 2016: Deepness

Finalmente, a segunda parte da retrô chegou! E o objetivo desta vez é capturar o espírito de 2016, esse ano cheio de desgraças, e mostrar o que houve de melhor na música profunda, melancólica, reflexiva e existencial. Não necessariamente tristes, mas certamente de deixar a pessoa com uma sombra nos olhos, igualmente os personagens daqueles desenhos chineses.

E este autor pensava que a categoria anterior tinha sido a Retrô mais difícil de organizar... ledo engano. Essa daqui foi pau a pau. Isso porque, quando o profeta viu o resultado final do seu trabalho, não se deu por satisfeito com algumas escolhas que fez. Além de ter escolhido algumas bandas que não combinavam muito bem com a proposta da categoria, ele também listou algumas que não eram tão boas assim, como...
  • Beyond The Black - Lost In Forever: É um Metal Sinfônico muuuuito pop! Tudo bem que é mil vezes melhor que Evanescence, mas essa banda é como um guilty pleasure - nome gourmet pra "prazer com culpa", ou seja, aquela coisa que a gente gosta, mas tem vergonha.
  • Halekin - Circus Dream: É uma banda de Metal Sinfônico legalzinha, o problema é que não sabe se divulgar. Quem quiser saber mais sobre ela, só vai encontrar as músicas no YouTube, e a conta da banda no... Google Plus! Além disso, ela é praticamente igual a outras bandas da lista, então ia ser redundante indicar essa também.
  • Mound - The Four Fundamental States of Matter: Banda de Stoner Rock que é boa, mas beeeem lenta. Um dia eu fui escutar de novo, pra ter certeza se ia mesmo botar ela na lista, e acabei dormindo. Essa reação foi meu veredito.
  • Pain - Coming Home: Não é bom o bastante pra estar aqui. Além disso, o Lacuna Coil já está nesta lista, então ela não precisa de outra banda alternativa, sombria e adolescente.
  • Delain - Moonbathers: Fiquei bem triste em tirar essa banda, que é um dos grandes nomes do Metal Sinfônico, mas foi necessário. Esse disco é bem exagerado na sua parte sinfônica, não ficou tão bom.
  • Sirenia - Dim Days of Dolor: Até que se saíram mais ou menos bem nesse disco... O problema é que, em todos os discos, a banda se sai "mais ou menos bem"! Acontece que o Sirenia nunca fez obras realmente criativas e de personalidade própria, ele vive se repetindo! A única canção realmente boa do álbum é esta.
  • Diabulus In Musica - Dirge for the Archons: É bom, mas não me pegou. Teve uma hora que percebi que estava me forçando a gostar do disco e fazer uma propaganda positiva dele...
Com essa insatisfação, o profeta partiu à procura de outros lançamentos, decidido a entregar uma categoria apenas com recomendações imperdíveis. E nessa empreitada, ele achou tanta coisa mediana e ruim, que só Deus Metal! Esse martírio de ouvir coisa ruim já aconteceu na categoria anterior, mas desta vez, essa busca foi mais desgastante, justamente por se tratar de bandas profundas. Chegou um ponto que, tinha tanta banda no seu pc, que o profeta teve que fazer algumas notinhas pessoais, pra identificar e diferenciar as bandas que já tinha conferido. Essas anotações acabaram funcionando como micro resenhas, pois descreviam as características e motivos para os discos serem rejeitados. Quem tiver curiosidade de saber quais foram essas bandas que o profeta rejeitou, confira a caixa de comentários lá embaixo.

Agora, sem mais delongas, vamos às coisas boas deste ano passado, para você entrar numa bad com qualidade:


Retrô 2016: Deepness

Artista: Zakk Wylde
Álbum: Book of Shadows II
Estilo: Acústico

Aqui deixamos de lado o Heavy Metal imponente do Black Label Society para ver outra faceta de Zakk Wylde, uma faceta sensível, melódica, melancólica e profunda. Com influências do Country e Southern Rock e recheado de feeling, esse disco é tudo que você precisa naquele dia chuvoso e sombrio: músicas calmas, tocantes e luminosas, compostas por baixo e bateria discretos, um órgão hammond emocionante ao fundo e um backing vocal de vez em quando para acompanhar o violão e voz de Zakk, que lamenta sobre seus devaneios, desejos e coisas da vida. Em mãos menos habilidosas, as canções certamente seriam entediantes, mas Zakk consegue mostrar como é versátil e virtuoso nessas 14 faixas que passam leves como a brisa que agita levemente as folhas das árvores. "The Book of Shadows II" é um trabalho tocante que merece uma conferida.
Faixas:
01. Autumn Changes
02. Tears of December
03. Lay Me Down
04. Lost Prayer
05. Darkest Hour
06. The Levee
07. Eyes of Burden
08. Forgotten Memory
09. Yesterday’s Tears
10. Harbors of Pity
11. Sorrowed Regret
12. Useless Apologies
13. Sleeping Dogs
14. The King

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Coisas que roqueiros fazem pra pagar de rockeiros

Isso é atemporal. Em qualquer época, a qualquer momento, e principalmente, em qualquer escola, sempre vai ter aquela criatura que quer ser conhecida como A rockeira. Como a entendedora dos roques, a suprema entidade das trevas, a máxima conhecedora dos saberes, a detentora das opiniões mais corretas e polêmicas, a criatura mais cheia de atitude e rebeldia, enfim, uma legítima rockstar sem banda, sem carreira, sem independência, sem... enfim, sem absolutamente nada além da sua imensa vontade de ser rockeirona.

Para alcançar esse tão almejado objetivo, esta criatura carente de atenção se esforça ao máximo para cumprir todos os estereótipos de "como ser uma rockeiraah". Tais estereótipos, este autor já abordou no artigo "Não ser", mas o artigo não se aprofundou numa coisa muito importante: no comportamento, nas atitudes bestas que os roqueiros fazem só pra aparecer e pra construir sua reputação de rockeiros fodões. São essas atitudes que este autor vai explorar neste artigo expositivo, franco, e que certamente vai gerar identificação pessoal e vergonha do passado em alguns. Vamos lá:

Fazer questão de ser "do contra"
Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso! Nesta situação, o roqueiro coloca um comando fixado na sua mente, pra ser executado automaticamente em qualquer situação: "odiar tudo que os outros gostam". Se todos gostam de festas e comemorações, o roqueiro detesta, e sempre vai a festas contra sua vontade. Se todos gostam de certo filme que estreou, ele detesta o filme sem tê-lo visto e ainda odeia todo mundo que gosta dele. Se todo mundo usa certa rede social, ele faz questão de não usá-la, chamando quem usa ela de "modinha". E principalmente: se todos gostam de certos artistas/bandas, o roqueiro as odeia com o ódio mais puro que pode haver, e odeia mais ainda quem gosta dessas escórias.

E não importa se ele não conhece o dito filme, ou nunca usou a tal rede social, ou nunca ouviu a tal banda que tá todo mundo falando. O ódio do roqueiro é gratuito, tão gratuito que ele odeia até o que não conhece. E se alguém confrontá-lo falando justamente isso, que ele devia conhecer as coisas antes de julgar, ele já se defende com o argumento "nem vi, nem quero ver, não tenho saco pra essas modinhas, quero que se fodam, ouviu bem?! EU ODEIO!!! MEU ÓDIO É INFINITO!!! EU TENHO ÓDIO DE VOCÊ, DE VOCÊS TODOS, TUDO QUE VOCÊS GOSTAM É UM LIXO!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!"

Agora, se todo mundo gosta de chocolate, o roqueiro... ehr... gosta também. Porque né, não dá pra ser do contra em tuuudo. Entretanto, pra não dar o braço a torcer, o roqueiro fala que as coisas que ele gosta e que todo mundo também gosta, são "coisas boas DE VERDADE". Essas sim merecem sua belíssima apreciação.

Se vestir de rockeiro O TEMPO TODO
Enquanto rockeiros só vestem camisas de banda, roupas pretas e acessórios trevosos quando vão pra algum show, festividade, encontro, e demais eventos importantes, roqueiro quer mostrar que é rockeiro o tempo todo, por isso sempre está vestido a caráter. Inclusive quando faz calor de quarenta graus com sensação térmica de "abraçando o Sol". Ele nem pensa em vestir camisas ou roupas "normais" ou mais leves, nem mesmo camisas de banda de outra cor que não seja preta, porque isso "não é coisa de rockeiro".

E em locais onde não pode se fantasiar a caráter, como na casa da avó, na Igreja, ou na escola, o roqueiro se vira usando acessórios ou coisas que chamam atenção e denotam sua faceta trevosa e sombria, com uma simples munhequeira ou pulseira de espinhos, ou com colar de caveirinha ou pentagrama (em posição normal ao invés de invertido, pra vó não pensar que ele tá envolvido com seitas), ou cabelo maiorzinho ou cara de quem comeu e não gostou, entre outras coisas. Se puder, se os pais deixarem, também usa piercing e alargador. Já as meninas usam PELO MENOS uma maquiagem pesada ou batom preto, ou mechas coloridas no cabelo.

E ele ainda tem a cara de pau de condenar outros roqueiros dizendo que "usam camisa de banda e já se acham rockeiros!!!". E ainda por cima acha que tem moral pra condenar quem não ouve Rock e usa camisa do Ramones ou aquela língua do Rolling Stones, sendo que tecnicamente, ele também não está nem aí pro Rock, está mais preocupado com a sua imagem.

Botar Rock em tudo que é lugar
Não é só sua aparência que fica trevosa, mas também tudo a sua volta. Seu celular e seu pc tem wallpapers de bandas, além de pastas cheias de músicas e imagens de roque. Caso o celular seja roubado, ou o pc vá pro conserto, o ladrão e o técnico pensarão "eita, esse era rockeirão da pesada".

Seus itens escolares também são pauleira, a começar pelo caderno com capa de alguma banda ou imagem bem pauleirosa mermo, morô? No caso deste autor, ele teve um caderno com uma guitarra (ou era violão?) pegando fogo, e outro caderno com capa jeans da Tilibra, e o que mais? Hum... Ah, sua carteira escolar também era cheia de desenhos de logos de bandas e trechos de músicas. Mas tem uma coisa que este autor não fez, e que roqueiros fazem com a sua mochila, que é colocar bottoms e patches na sua mochila.

Em casa, o roqueiro tem o maior número de itens rockeiros possível: canecas, adesivos, pôsteres, uma coleção de maquiagens com uma infinita variedade de tons obscuros, uma coleção de palhetas ou colares - que por acaso estão pendurados num lugar bem exposto -, chaveirinho de caveirinha, entre outras coisas. E sempre, SEMPRE algum item que é dado de alguém, geralmente um porta-alguma-coisa que tem formato de guitarra ou disco de vinil.

E como não poderia faltar, suas redes sociais são sempre lotadas de coisas tr00 headbanger of northern valleys of death. Inclusive seu nome é sempre alguma coisa from hell, ou o sobrenome de algum rockstar, como Roberta Steele, Marcos Simmons, Märina Dark Angel, Wesley Gunner Fan, Valdemira Sammet, Cleudinei Hendrix, Profeta Rocker, etc.

Por fim, o roqueiro tem tanta vontade de botar Rock em tudo, que bota até em coisas nada a ver. Quem será que faz esse tipo de montagem com princesas da Disney? Roqueiros, óbvio.