quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Dobradinha: SOTO e Eclipse

Oba, mais resenhas de lançamentos de 2015! Mas não é de nenhuma banda do calibre do AC/DC ou do Iron Maiden, que também lançaram discos esse ano. Essas bandas grandes, este autor pretende fazer resenhas rápidas no ano que vem.

O quê??? As retrôs vão voltar???!!!

Não. Com certeza, não no tamanho das retrôs antigas, que eram tão gigantescas que reuniam 20 discos de cada estilo em vários artigos. Mas este autor pretende sim dar uma visitada pelos principais lançamentos de 2015 e escrever breves impressões sobre eles.

No passado, este autor não se arriscaria a prometer algo que não pode cumprir e que tem enorme preguiça de cumprir, mas isso é passado. Como este autor conseguiu cumprir a meta de publicar um artigo por dia nesse mês de dezembro, isso lhe dá confiança e gás para cumprir metas futurísticas.

Mas agora falando sobre o presente, nesse post você vai conhecer duas bandas de AOR que investem numa sonoridade mais habituada aos tempos atuais, podendo receber o rótulo de "Rock Moderno". Confira:


Eclipse - Armageddonize

Ano: 2015
Estilo: Hard Rock melódico
Gravadora: Frontiers Records
Sobre a banda: Eclipse é uma banda que se você procurar no google, vai acabar encontrando o terceiro livro da saga Crespúsculo, então sempre procure "Eclipse band". Ela é uma banda sueca que nasceu em 1999, e os detalhes não interessam muito: a banda sempre tocou Hard Rock/AOR, teve que dar uma parada no meio da carreira por conta de dificuldades pessoais dos integrantes, já lançaram quatro álbuns sem contar esse, e seu vocalista Erik Martensson participa como guitarrista do supergrupo de AOR W.E.T, que também conta com a participação de Jeff Scott Soto, que por pura coincidência, é o próximo artista a ser resenhado! Sim, tudo isso é mera coincidência.
Sobre o CD: Diferentemente das bandas clássicas do chamado Hard Rock Melódico/AOR, que investem mais na melodia e menos no peso e na agilidade, o Eclipse dá atenção ao peso e à melodia, colocando ambas as coisas no mesmo patamar. Essa proposta de equiparar essas duas pegadas, que parece ser a tendência das bandas de Rock e Metal atualmente, é demonstrada nesse álbum por meio da união entre a voz e sonoridade limpa e luminosa com a cozinha forte, intensa e vigorosa. Ao longo da audição do disco (este autor quase falou "ao longo do play", tal qual os críticos chatos) vamos sendo apresentados à diversidade de composição das canções e à fluidez do álbum, onde as músicas terminam e acabam sem se notar, tanto terem pouca duração, quanto por manterem uma certa homogeneidade no seu tom. Agora falando mais especificamente das faixas: "Blood Enemies" tem uma guitarra muitíssimos inspirada. A balada "Live Like I’m Dying" é a balada mais "de macho" que você ouvirá em muito tempo, por conta do seu tom cadenciado. "Breakdown" flerta com o Country enquanto as últimas faixas investem mais no Heavy Metal com pouca melodia e mais "punch". Por fim, "Armageddonize" é tanto uma boa porta de entrada para conhecer o Eclipse, quanto uma boa pedida para quem procura por um Hard Rock menos ácido e mais "beleza", além de ser uma boa pedida pros fãs de AOR que estão enjoados de bandas sem peso.
Faixas:
01. I Don’t Wanna Say I’m Sorry
02. Stand on Your Feet
03. The Storm
04. Blood Enemies
05. Wide Open
06. Live Like I’m Dying
07. Breakdown
08. Love Bites
09. Caught Up in the Rush
10. One Life – My Life
11. All Died Young



SOTO - Inside The Vertigo

Ano: 2015
Estilo: Heavy Metal
Gravadora: earMusic
Sobre o artista: Jeff Scott Soto é um cara experiente. Além de ser vocalista, guitarrista, compositor e trompetista, já atuou com Yngwie Malmsteen, Talisman, Axel Rudi Pell, Journey e com várias outras bandas, tanto sendo integrante fixo, como fazendo participações especiais. É considerado um artista talentoso e muito imaginativo, essencial para quem curte Rock com sonoridade mais melódica.
Sobre o CD: Não, este não é um disco de AOR. Quem já está acostumado com a sonoridade melódica e intensa que Soto executa com tanto manejo, vai certamente se surpreender com "Inside The Vertigo" e sua pegada mais forte, agressiva e cadenciada. Mas pra quem não conhece o trabalho do dito cujo, este vai ser um disco de Metal que não tem aquela típica voz rasgada, nem uma pegada absolutamente pesada e grave. É desse jeito que a coisa funciona, com elementos daquele Heavy Metal clássico com um toque de limão de melodia. E o disco é conduzido assim: temos as duas primeiras músicas "Final Say" e "The Fall", que batem o pé na porta, pra começar o álbum com tudo. Depois a agressividade vai se condensando, se equilibrando com os elementos melódicos, tem o ritmo mais moderado... Até chegar no ápice da união dos dois elementos, na faixa "End of Days", que tem 9 minutos. Praticamente um épico. A partir daí, as músicas pegam o espírito de "End of Days" e investem mais na melodia e na sofrência típica da sonoridade de Jeff, apesar de ter o timbre mais cadenciado. E por fim, "Fail To Pieces" acorda o ouvinte com sua pegada mais marcante (que as faixas anteriores). Pode-se dizer que "Into The Vertigo" é perfeito na ordem das músicas, pois define bem o clima e tom que quer passar, e não deixa nenhuma canção destoada do conjunto. E por sua proposta de deixar as músicas de Jeff mais graves e pesadas, "Into The Vertigo" com certeza é um marco na carreira de Soto. Mas pra você que não tá nem aí pra quem é esse cara, provavelmente vai querer ouvir coisas mais pesadas e mais agressivas, o que é seu direito. Mas quem quiser procurar Metal mais "sensível", vai encontrar aqui.
Faixas:
01. Final Say
02. The Fall
03. Wrath
04. Break
05. Narcissistically Yours
06. End Of Days
07. Inside The Vertigo
08. When I'm Older
09. Trance
10. Jealousy
11. Karma's Kiss
12. Fail To Pieces

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