quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Dobradinha: Deep Purple e David Bowie

Hail! Continuando a resenhar álbuns de Rock clássico, vamos agora a duas bandas clássicas que tem a honra de lançar discos novos a essa altura do campeonato e fazê-los clássicos instantâneos e indispensáveis para os seus fãs. Este autor está falando dessas duas lendas David Purple e Deep Bowie. Ops, digo... o contrário.


David Bowie - The Next Day

Ano: 2013
Estilo: Rock
Gravadora: Iso, Columbia
Sobre o artista: É um pouco difícil falar sobre ícones do Rock, porque não há nenhuma informação pra falar sobre eles que o público já não conheça... Então vou em dirigir aos novatos que não o conhecem: David Bowie é um artista super inventivo e ousado, que sempre buscou inovar seu próprio estilo e se reinventar, integrando influências de vários estilos em seu som (mas não o bastante pra lhe fazer um artista de Pop). E por conta por conta da sua versatilidade musical e suas performances teatrais, David ganhou a alcunha de "Camaleão do Rock", sendo imortalizado como um artista completo.
Sobre o CD: Para os novatos, seria bom pegar algumas obras mais antigas do Bowie pra se acostumar ao seu estilo. Enquanto isso, os que já conhecem o trabalho do cameleão vão ter certeza de que estão frente a frente com um novo clássico de sua carreira. "The Next Day" já começa com a faixa-título empolgante e com bastante energia, mostrando que David ainda está vivo. Essa música foi um single que até melhorou a impressão que os fãs tinham de David, pois o single anterior foi a canção "Where Are We Now?", onde Bowie canta com uma voz "chorosa" numa música melancólica. Esta não é a única canção do disco com essa pegada, também temos "You Feel So Lonely You Could Die" (também, como esse nome...) e "Heat", cujas emoções são de te fazer passar mal. Mas também temos as animadas "(You Will) Set the World On Fire", "How Does the Grass Grow?", "If You Can See Me" e "Dancing Out in Space", que são felizes e singelas. As outras músicas (que eu não vou citar, leiam as faixas abaixo) tem ritmos e sonoridades mais moderadas, sem perder a qualidade e a naturalidade. Algumas canções são mais graves e cadenciadas, outras são mais coloridas e radiantes, o que mostra a invencionice e diversidade exploradas por Bowie. Também vale destacar "Dirty Boys", que bebe da fonte do pop oitentista pra trazer uma música... sexy. Enfim, "The Next Day" é um registro pra mostrar porque David é um dos maiores nomes de Rock (mas não daquele Rock pesadão que você tá acostumado), e também um ótimo disco para fechar sua carreira... se você for pessimista e achar que David vai bater as botas logo logo.
Faixas:
01. The Next Day
02. Dirty Boys
03. The Stars (Are Out Tonight)
04. Love Is Lost
05. Where Are We Now?
06. Valentine's Day
07. If You Can See Me
08. I'd Rather Be High
09. Boss of Me
10. Dancing Out in Space
11. How Does the Grass Grow?
12. (You Will) Set the World On Fire
13. You Feel So Lonely You Could Die
14. Heat



Deep Purple - Now What?!

Ano: 2013
Estilo: Rock
Gravadora: Edel Music
Sobre a banda: Mais uma banda que é difícil falar sobre, e por isso, mais uma vez este autor vai se dirigir aos novatos. O Deep Purple é  uma das bandas com uma das carreiras mais sólidas do Rock (apesar de ter ficado oito anos em hiato, de alguns integrantes super importantes terem saído... mas isso é detalhe), sempre benquista entre o público e os críticos (menos entre os fãs e críticos chatos que demonstram amor pela banda falando mal dela o tempo todo), que influenciou dúzias de bandas posteriores (mesmo que a molecada hoje em dia não saiba) e que emplacou vários clássicos em seu tempo de vida, que não se resumem em "Smoke On The Water". A banda inclusive tem músicas bem melhores que essa. E a última coisa a acrescentar é: se você acha que teclado não combina muito bem com Rock, que teclado fica mais legal em bandas de Metal melódico, então ouça urgentemente Deep Purple e as bandas de Rock dos anos 70.
Sobre o CD: Para escutar e analisar esse disco, é preciso levar em conta o fato que os integrantes já estão na terceira idade, já tem suas limitações, já estão cansados... E é levando isso em consideração que é de admirar o que eles conseguiram fazer nesse novo registro. Quem não levava fé nessa nova fase do Deep Purple (mais especificamente, após a morte do tecladista Jon Lord), tem que tirar o chapéu para "Now What?!", que excede as expectativas e é, sem dúvidas, o melhor álbum da banda em anos. Claro que não chega aos pés dos clássicos, mas sem fazer comparações, "Now What?!" se sustenta sozinho como um álbum robusto e sofisticado. Temos músicas fortes com melodias bem poderosas, temos teclados inspiradíssimos que mostram mais a personalidade do novo tecladista Don Airey (prova de que a banda realmente não quer viver de passado), temos os vocais graves de Ian Gillan que transmitem experiência e profissionalismo (e um toque de "vai te catar" pra quem espera que ele cante agudo como há décadas atrás), e várias outras gratas surpresas. Algumas canções como "A Simple Song", "Uncommon Man", "Vincent Price" são surpreendentes, enquanto as outras mostram técnica, vigor e personalidade, dotadas de várias singularidades que divertem e ficam ecoando na nossa cabeça. Em resumo, "Now What?!" tem tudo pra ser ouvido, amado, repetido e considerado um novo clássico. Os únicos que irão discordar são os fãs ranzinzas puritanos que até hoje não superaram a saída de Ritchie Blackmore da banda. Mas a opinião desses aí, você pode jogar no lixo.
Faixas:
01. A Simple Song
02. Weirdistan
03. Out of Hand
04. Hell to Pay
05. Bodyline
06. Above and Beyond
07. Blood from a Stone
08. Uncommon Man
09. Après Vous
10. All the Time in the World
11. Vincent Price
12. It'll Be Me (bônus da edição de luxo)

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