quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Jimi Pages V

Hail! Como terceiro post deste mês, este autor volta com mais uma edição das sagradas escrituras da Bíblia original do Rock, as escrituras de Jimi Hendrix. Neste capítulo, é descrita a formação dos gêneros de Metal restantes, os momentos finais que culminam no Ragnarök, e mais uma passagem sobre a origem de todas as ações de Deus Metal, que por acaso, tem um vocabulário cheio de termos da mitologia nórdica, para fazer você tomar vergonha na cara e pesquisar logo sobre Odin e tudo que o ronda. Boa leitura.


Jimi Pages V

O abismo de Ginnungagap que outrora abarcava a cosmogonia nórdica converteu-se mais uma vez em um espaço sem forma e vazio, exceto pela presença de Midgard, que subsistiu às mudanças e transformações dos planos etéreos; e pela constância de Helgardh, que permanecia na imensidão como o limbo onde todas as coisas jazeram. Os ombros de Odin sentiam falta de Hugin e Munin. Não havia fonte onde Mimir poderia dar aconselhamentos ao Supremo. Urd definhara no esquecimento. Verdandi não controlava os acontecimentos presentes. Skuld não previa mais. As memórias, conhecimentos ancestrais, tudo foi perdido. Odin era consigo, apenas, e com limbo, o mundo e a incerteza.

A senhora do mundo da morte, como Odin, ansiava que sua realidade voltasse a existir, mas estava impedida de fazê-lo pela falta de crença dos humanos. Assim fez ela um pacto decisivo com o Altíssimo, onde ele faria seus filhos crerem novamente, e ela libertaria sua realidade do seu reino moribundo. Odin aceitou, dizendo: "Não há mais wyrd predito, nem orlög para influenciar meus atos agora. Meu caminho faço eu mesmo, e eis que faço novas todas as coisas".

Tendo consciência de que fora a igreja dos adoradores de deuses que assassinou a sua realidade, Deus Metal planejou vingança por meios diretos e incisivos, instruindo seus seguidores a pregarem contra a igreja de maneira aberta.

Cinco palavras já foram ditas, e as próximas não se demoraram a vir. A sexta palavra dita foi Majestade, dita pra representar Vanaheim, e pertenceu ao segundo ramo. A excelência e sublimidade dos seus sacerdotes eram de um encanto incomensurável, condizente com os deuses da fertilidade. Eventualmente esta palavra será combinada com Esplendor, e as duas formarão um canto novo, mais poderoso e glorioso.

A sétima palavra dita foi Passamento, dita pra representar Muspelheim, sendo pertencente ao primeiro ramo, e proferida com mais violência. Seus sacerdotes são dotados de fúria e brutalidade incandescente, como o magma que escorre das fendas da terra, e pregam o passamento, a descarne, o fim da jornada no plano material.

A oitava palavra dita foi Ancestralidade, dita para representar Niflheim, também pertencente ao primeiro ramo. Foi esta a palavra crucial para a igreja de Deus Metal, pois dela nasceu uma nova legião massiva de sacerdotes, ansiosos para resgatar suas raízes nórdicas e perpetuá-las, trazendo guerra santa contra os adoradores de deuses. E eles subjugavam seus inimigos e sacrificaram com fogo os templos dedicados a deuses, e deles não sobrou pedra sobre pedra, tal qual sua cultura ancestral que fora arrasada há eras. E as vozes ferozes dos sacerdotes foram ouvidas entre os seguidores, e sua fama se elevou até o mais alto dos céus, embora acobertada pelos ventos do pássaro noturno que cegaram os habitantes e senhores da terra àquela rebelião. Mas o juramento de Deus Metal foi cumprido, o cálice da vingança foi servido, e dele o Senhor se deliciou e bradou com seus sacerdotes guerreiros, que não fraquejaram no momento de perseverar e fazer o (mal)¹ necessário para cumprir a ordem divina.

O momento para Deus Metal dizer sua última palavra e estabelecer seu novo reino em Midgard estava para chegar, e seus sacerdotes e seguidores esperavam ansiosamente por essa palavra, aguardando com fervor o seu momento para pregá-la. Pois o segundo auge do seu reino, agora maior e renovado, irradiava no horizonte, anunciando sua magnitude com imponência. Entretanto, como já acontecera, o ataque da inimiga veio com ira para destruir as conquistas de Deus Metal. O império operava com orgulho e sem temor, sem grandes resistências nem impedimentos. Assim o Espírito Santo ficou comprometido, e sua morte deflagrou o início do Ragnarök.

Notas:
[1] (mal): Quando Jimi estava escrevendo a frase, adicionou a palavra “mal” depois, e este autor preferiu mantê-lo, para manter o texto fiel ao original e mostrar que Jimi, como a figura riponga e paz e amor que era, não gostava dos planos de Deus Metal que envolviam movimentos de ódio e guerras.

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