terça-feira, 15 de setembro de 2015

Dobradinha: Gotthard e Trixter

Hail! Hoje este autor separou duas bandas de Hard Rock que tem muita experiência no estilo e mantém fielmente sua essência, mas que também apostam numa produção e sonoridade mais limpa e moderna, perfeita para agradar a todos os gostos e para dar uma renovada e fôlego novo pro gênero. Confira:


Trixter - New Audio Machine

Ano: 2012
Estilo: Hard Rock
Gravadora: Frontiers Records
Sobre a banda: Essa é uma daquelas típicas bandas cabeludas da década de 80, apesar de só lançado obras na década de 90 e ter morrido. Depois ela retornou as atividades na década de 00 e lançou álbuns agora nesta década de 10. Pois é, o Trixter não é lá muito trabalhador. Fora as compilações, álbuns ao vivo, coletâneas e um álbum de covers, a banda só tem três álbuns (contando com esse aqui!)! Mas de uma coisa podemos ter certeza: suas obras sempre foram boas, especialmente que será resenhada agora:
Sobre o CD: Mesmo quem não conhece a banda, percebe que o álbum tem uma certa postura madura e precisão nas medidas certas, um trabalho de quem sabe exatamente o que está fazendo. O CD já começa com duas músicas envolventes e grudentas que te prendem totalmente, te deixando com vontade de ouvir tudo até o final sem pensar duas vezes. Então "Dirty Love" e "Machine" aparecem pulsando uma energia oitentista contagiante, que logo são seguidas pela baladinha "Love For The Day" para diminuir o ritmo do álbum, mas não sua qualidade. O ritmo logo engrena novamente com "Ride" e "Physical Attraction", que se destacam pelas ótimas guitarras inspiradas. E seguindo o álbum, temos o single (e videoclipe) "Tattoos & Misery", que comprova aquela teoria de que, assim como não se deve confiar nos trailers de filmes, também não devemos deixar de desconfiar dos singles, já que a música destoa completamente do clima mais robusto do álbum, descambando pra aquela sonoridade melódica típica dos anos 80 que, apesar de bem executada, acaba deixando a música um tanto fora de lugar. Outra coisa que pode ser controversa é a faixa seguinte, que é um Pop Rock descarado, mas que pra este autor é até agradável -  e encaixaria muito bem naqueles filmes românticos com trilha sonora mais marcante. Depois o álbum volta à programação normal com "Save Your Soul" (que poderia figurar entre a sessão de Música Gospel do blog por conta da letra) e com a versão de "Walk With a Stranger" do Skid Row, que fecha o álbum com gostinho de quero mais. O álbum também tem bônus, mas é um bônus diferente pra cada país lançado, então este autor nem vai listá-los. Então para concluir, "New Audio Machine" é uma referência como "álbum de Hard Rock com sonoridade excepcional e atemporal", e assim o Trixter se torna agora uma "banda velha que ainda dá um caldo". Inclusive, a banda já lançou seu novo disco "Human Era" no meio deste ano, então fique ligado!
Faixas:
01. Drag Me Down
02. Get On It
03. Dirty Love
04. Machine
05. Live for the Day
06. Ride
07. Physical Attraction
08. Tattoos & Misery
09. The Coolest Thing
10. Save Your Soul
11. Walk With a Stranger



Gotthard - Firebirth

Ano: 2012
Estilo: Hard Rock
Gravadora: Nuclear Blast
Sobre a banda: O Gotthard é uma banda semi-desconhecida da Suíça, ativa desde 1992 e uma das preferidas entre os fãs de Hard Rock que não se prendem apenas ao passado e às bandas clássicas e com grande exposição. A banda também tem um grande público feminino por conta das suas baladas e músicas emocionantes e arrebatadoras. Grande parte dessa comoção e sucesso do Gotthard se deve ao vocalista Steve Lee, que infelizmente acabou falecendo em 2010 por conta de um acidente de moto voadora - é sério, um caminhão bateu numa motocicleta que acabou atingindo Steve. Com a tragédia, os fãs ficaram comovidos e choraram a perda do inesquecível vocalista, mas a banda decidiu continuar as atividades - e despertar nos fãs essas emoções.
Sobre o CD: Com novo fôlego, o novo vocalista Nic Maeder mostra sua versatilidade e ótima interpretação vocal, que unida ao instrumental que não faz feio, manda a mensagem de que o Gotthard ainda tem muita lenha pra queimar. Nesta resenha, este autor não vai falar "o disco abre com" e "o disco fecha com", porque a ordem das músicas se mostra um tanto desordenada e sem linearidade, mas este é o único defeito do álbum. Ele se diversifica em músicas que misturam a melodia e peso de modo incrivelmente perfeito ("Give Me Real", "Fight", "The Story's Over"), em músicas mais Hard Rock ("S.O.S", "I Can"), em algumas pra cair direto no gosto da galera e ser querida ao vivo ("Starlight", "Yppie Aye Yay", "Right On"), e finalmente em músicas melódicas e baladas que são tradição da banda. "Remember It's Me" é bela e contagiante, "Tell Me" é perfeita pra tocar no violão pra sua namorada, "Shine" é hit baladesco instantâneo e "Where Are You?" é emocionante - não é pra menos, já que é em homenagem a Steve Lee. Ah, este autor não falou de "Take It All Back" porque é a mais fraquinha, faltou mais corpo pra ser uma música marcante. Esse deve ser o segundo defeito do álbum, porque de resto, o Gotthard continua bem firme na sua missão de emocionar e agitar os fãs, como também aqueles dispostos a ouvir um Rock moderno, consistente e empolgante.
Faixas:
01. Starlight
02. Give Me Real
03. Remember It's Me
04. Fight
05. Yppie Aye Yay
06. Tell Me
07. Shine
08. The Story's Over
09. Right On
10. S.O.S
11. Take It All Back
12. I Can
13. Where Are You?

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