quarta-feira, 23 de setembro de 2015

(+18) Vamos falar... daquilo?

Sim, daquilo. Daquilo que até hoje é um tabu. Daquilo que até hoje as pessoas tem receio, não gostam muito de abordar, nem de falar em público. Muito menos de dar opinião sobre isso pra desconhecidos, ou pior ainda, mostrar um bom conhecimento do assunto a estranhos.

Aquilo que muitos tem vergonha de falar. Aquilo que muitos condenam. Aquilo que muitos preferem esconder, fingir que não existe.

Mas alguém tem que romper esse silêncio. Alguém precisa se arriscar. Alguém precisa soltar o verbo.

E se esse alguém tiver que ser este autor que vos fala, que seja.

E é por isso que este autor te convida a participar desse assunto.

Mas por favor, encare com a seriedade que ele merece.

Vamos falar sobre...

Pipoca colorida.

Mentira! Vamos falar daquilo que você não tem, que é sécso!!!

Sim, esse assunto é tão batido e chato quanto futebol, política, religião e máquinas agrícolas, mas ele precisa ser abordado. Precisa ser lembrado e guardado, porque essa geração criada a leite com pera, a ovo maltino e a pão com mortadela atual, está se esquecendo dos valores que o seu querido gênero musical prega. Os valores da liberdade, da felicidade, dos prazeres, da contestação, da elevação espiritual e mental. Deus Metal deu tudo isto para nós, humanos, podermos gozar da sua grandiosidade (os duplos sentidos são justificáveis devido ao assunto) e glorificarmos, pois tudo isso é para nós. Mas essa geração minecraft não quer saber de nada disso, só quer saber de feicebuq, de hue hue, de gameplay, de youtuber, de moralismo, de castidade, de sobriedade, de bons costumes, de menes, de Nando Moura, de todos maus vícios que há nesse mundo real e virtual.

E um dos valores mais prezados pelo Rock and Roll é aquilo. Aquilo que gera vida, aquilo que não dá pra explicar pra crianças, aquilo que seus pais fizeram para te dar existência. Uma coisa tão natural e sagrada que não deveria ser desprezada pelas pessoas. Um dos temas mais elementares do Rock e que construiu a sua rebeldia e atitude transgressora. Curtir Rock e ignorar o sexo é como ir pra Igreja e ignorar os ensinamentos de Cristo, ou cursar Engenharia e ignorar a matemática, ou curtir Reggae e não sintonizar a sua vibração, ter tempo pra viver em vão, pensar em desistir, ignorar o mundo que só quer te ver sorrir, chorar... enfim, é como ignorar que o Natiruts Reggae Power chegou. Uma coisa contradiz a outra.

Rock and Roll é vida, literalmente e metaforicamente, pois "rock and roll" era uma gíria americana para "rala e rola". Sim, você leu certo. Além de significar "agitar/sacudir/balançar e rolar, "rock and roll" era uma gíria pra eufemizar o ato sexual (fontes). Ou seja, o Rock tem sexo até no seu nome. Como podem, então, seus seguidores atuais, desprezarem-no?

Seja de um jeito disfarçado ou com duplo sentido...




Ou de jeito mais explícito...





... o fato é que o sexo é um tema recorrente no Rock. Ele é abordado de forma poética, escrachada, artística, explícita, sensual, vulgar, enfim, de vários jeitos e pra todos os públicos. Inclusive o público que frequenta a deep web, que curte uma necrofilia marota e ouve Grindcore, Gore, Splatter, Porngrind, etc. Aliás, todos esses "subgêneros" são a mesma coisa...

E não é só nas letras que o sexo está presente no Rock, mas também nos seus videoclipes! Este autor já falou na página da Bíblia de alguns clipes que contém coisas "libidinosas", como sensualidade, pole dance, masturbação, nudez, sexo e até zoofilia (mentira, tem isso não. Não que eu saiba).

Pois é, o sexo está nas letras, nos clipes, e também está nas capas dos álbuns! E dentro dos seus encartes também, algumas vezes. Já foi feito um post inteiramente sobre isso, e pra você ter uma ideia, na época em que ele foi publicado pela primeira vez (antes da grande reforma), ele tinha em torno de 65 capas. Mas ao longo do tempo, este autor foi descobrindo mais capas, e assim, atualizando o artigo. Atualmente, ele tem 80 capas, mas adivinhem só: este autor continua encontrando mais capas safadinhas! Abaixo vão duas delas (porque as outras, eu fui burro e não salvei).

Essa capa da esquerda é de uma banda de Power Metal nova, e essa da direita, é uma capa que foi censurada na época e substituída por outra capa mais feia. É sério, tem a careta do vocalista Cronos grandona lá.

Então, recapitulando: o sexo está presente nas letras, nas capas, nos videoclipes, e também, como não podia deixar de ser, nos próprios artistas! Porque, obviamente, o Rock não teria tanto sexo se suas bandas e artistas não tivessem tanto "apetite".

Alguns artistas vestem (ou vestiam) roupas que não eram muito boas em cobrir o corpo...
Wendy O. Williams (ex-Plasmatics)
Paul Stanley (KISS)

















Outros gostam de fazer fotos "de bom gosto"...
Courtney Cox (The Iron Maidens)
Jon Bon Jovi (Bon Jovi)





















Outros também já preferem ousar e tirar fotos como vieram ao mundo (podem pesquisar aí no google, seus curiosos)
Peter Steele (Type O Negative)
Lee Aaron

















Esses safadinhos adoram fazer nudes...
Patti Smith
Iggy Pop



















Nikki Sixx (Mötley Crüe)
E eles mostram seus corpos ao vivo também, por que não?
Courtney Love (Hole)
Angus Young (AC/DC)

















Aliás, dá pra fazer uma lista de rockeiros que já tocaram peladões ao vivo...
Flea (Red Hot Chili Peppers)
Nick Oliveri (Queens of The Stone Age)





















Mas falando em shows, quem mais "libera tudo", são as fãs. Elas se empolgam e querem demonstrar seu apreço pelo artista mostrando as tetas.
A suicide girl Jessica Constantino durante o show do Steel Panther no Monsters of Rock 2015
Inclusive, há uns anos atrás (mais ou menos 2012, por aí), muita gente se impressionou com a descoberta da banda britânica Rockbitch, que era uma banda formada por um homem e várias mulheres (lésbicas e bissexuais) que tocavam... elas tocavam alguma coisa bem ruim, é difícil definir o que era, exatamente. Mas a banda conseguia um bom público nos seus shows por conta das suas performances ao vivo, onde elas tocavam nuas, se masturbavam, faziam sexo, urinavam umas nas outras, realizavam rituais pagãos, e além de tudo, defendiam um estilo de vida pagã, matriarcal e pró-sexo, onde o objetivo era se expressar livremente a sua sexualidade. A banda também se auto-intitulava feminista, mas sinceramente, não dá pra chamar aquilo de feminismo, uma vez que elas nunca chegaram a abordar temas realmente feministas.

A Mística do X-Men também foi uma das integrantes da Rockbitch.

Você já deve imaginar o quão polêmica foi essa banda, que chegou a ser pressionada pela Interpol inglesa, e acabando definitivamente em 2002. Depois foram lançados vários vídeos, documentários e outros projetos musicais dos integrantes.

Contudo, entretanto, todavia, outra banda feminina já fazia performances nuas lá pro fim da década de 60! Sim, minhas criaturas. E essa banda se chama The Ladybirds.


A própria banda se intitula "A Primeira Banda Feminina de Topless do Mundo". Mas pra quê que elas faziam isso? Pra passar uma mensagem? Pra protestar contra alguma coisa? Pra defenderem uma ideia? Não, era só pra tocar de peito de fora mesmo.

O problema é que quase não há informações sobre essa banda. Quer dizer, só sabe-se que ela existiu, mas, se ela acabou, o nome das integrante, o som delas, álbuns delas, tudo isso é desconhecido. Só se tem registro dos shows que elas fizeram em alguns lugares dos EUA e Europa no final da década de 60 e pela década de 70. E pra piorar, existiu uma banda com o mesmo nome e na mesma época, só pra confundir.

E na década de 60, lá pra 1969, temos o conhecido Incidente de Miami, onde Jim Morrison, vocalista do The Doors, mostrou seus preciosos genitais durante seu show e acabou sendo preso pouco depois por atentado ao pudor. Apesar disso, não foi comprovado que ele realmente fez o ato.

"Prendam as Ladybirds também então, caramba!" - Jim Morrison

E além de mandar nudes e liberar geral (legal né, uma gíria nova e velha na mesma frase), os rockstars também tiram fotos com suas fãs, tietes, groupies e mulheres aleatórias em geral. Não são necessárias roupas para tirar essas fotos.

Axl e Slash (Guns N' Roses) e sei lá quem mais

O Jimi Hendrix Expirience tirou uma sessão de fotos com essas duas loiras
Já o Rolling Stones tirou fotos com essa loira só pra fazer ela de enfeite...

E o Motörhead fez uma sessão de fotos pra mostrar como é que se faz 50 tons de cinza de verdade
Mau Jovi!


Groupies é o que nunca faltou pro KISS. A banda também fez uma sessão de fotos para a Playboy com um monte de modelos desnudas em março de 1999
E quando não queriam tirar fotos com "qualquer uma", os rockstars faziam fotos de casal. Ooooooowwwwti que fofo! *u*

Nikki Sixx e Brandi Brandt numa sessão de fotos
Nancy Spungen e Sid Vicious (Sex Pistols)
E falando em casalzinho, é impossível não citar o caso da atriz canadense Pamela Anderson (conhecida por sua série de televisão Baywatch e por seus peitões) e seu consorte na época Tommy Lee (integrante do Mötley Crüe), que saíram em lua de mel e gravaram um vídeo pornô caseiro que acabou vazando para nós, civis. Isso antes desse negócio de "cair na net" virar modinha.

Depois de tantas nudes, você achou que este autor ia botar o vídeo aqui, né? Mas não.

Ah, será que este autor precisa mostrar novamente a foto do álbum "Two Virgins" mostrando John Lennon e Yoko Ono? Acho que não, né? Já estamos cheios de exemplos. Este autor nem vai comentar a vez que o Led Zeppelin enfiou um peixe na vagina de uma groupie de 17 anos, ou sobre os filhos que são concebidos durante shows de Rock. Já deve estar bem enfiado na cabeça de todos que o sexo está em tudo no Rock, desde a vida pessoal dos seus artistas até suas obras. É uma coisa que não dá pra esconder, nem pra negar, nem pra ignorar. Inclusive, sabe aquela frase "sexo, drogas e rock and roll"? Os artistas (como Steven Tyler do Aerosmith) só tiram as drogas, mas continuam mantendo o "sexo" na frase. Quer, dizer, alguns também mantém as drogas, mas substituem pelas drogas lícitas (pelo álcool e cigarro, sendo mais direito).

Então, caso você seja um desses jovens que tem os mesmos valores do seus avós, que não gosta de "promiscuidade", "libertinagem", "vulgaridade", "depravação", "obscenidade", "putaria" e derivados...

Tudo bem, continue assim. Fazer o que né, nem todos tem talento pra manjar das putarias.

Mas que isso fique bem claro:


Se você não curte sexo, que é uma das coisas mais elementais do Rock, pelo menos respeite a outra virtude elemental desse estilo: a liberdade. Não cague regra na vida de pessoas que não fazem diferença na sua vida. Não tente impor o seu ideal de "bom comportamento" para os outros. Guarde o seu moralismo pra você mesmo. Mostre sua chatice pra sua corja, não pra quem não solicitou suas opiniões castradoras.

É claro que, se você simplesmente deixasse de ver problemas no ato natural e comum em pessoas expressarem livremente sua sexualidade, seria bem melhor. Mas como o mundo não é perfeito, este profeta pede apenas que você guarde seu preconceito pra você mesmo.

E não há nada mais a ser dito. Isto posto, adeusmetal.

1 orações:

Anônimo disse...

O penúltimo parágrafo foi perfeito <3 Esse é o melhor blog sobre rock/metal, sem mais. Continua com teu trabalho que é ótimo :D

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