sábado, 4 de julho de 2015

Superestimação

E se você não gostasse daquela banda que todo mundo ama? Aquela banda que, pode até tocar bem, pode ter talento, só que... não te empolga, não te toca... que tem alguma coisa nela que... não faz você simpatizar por ela... Mas então, por que tanta gente gosta “daquilo”?

Talvez aquela banda esteja recebendo uma atenção grande demais, talvez ela não mereça taaantos fãs assim, e talvez você seja o único que perceba isso. Ora, como é que “aquilo” pode ter tantos admiradores? Que chegam ao ponto de se assustar e de se impressionar quando você confessa seu desgosto por aquele troço, como se você fosse obrigado a gostar dele?

Ou aquela banda tem um pacto com o senhor do submundo, ou você que tem algum tipo de problema. Ou talvez o problema não esteja em você, mas nos outros. A única coisa que você sabe é que aquela banda não precisa de tanta gente adorando-a, que ela é bem superestimada.

Essa é a conclusão que se tem ao perceber que muita gente idolatra algo que você não dá a mínima importância e relevância, que todo mundo faz o maior auê e você fica “nhá, nem é tudo isso, vai”. E qualquer banda pode ser considerada superestimada, depende de cada um. Este autor acha o Pink Floyd superestimado, e você pode agir como as criaturas que se impressionam e se assustam com esta opinião; assim como você pode achar o Jimi Hendrix superestimado e este autor reagir assim:

Não dá pra apontar com exatidão que bandas são superestimadas, uma vez que tudo depende de gosto pessoal. Mas é possível observar certas características que as bandas assim rotuladas tem em comum:


Os 4 fatores
Fama
Esse é o principal fator, é tiro e queda! Se a banda é famosa, automaticamente aparece um punhado de gente pra ir contra a “modinha”, dizendo que a banda é “vendida”, faz muito marketing pessoal e faz músicas com fórmulas pop pra agradar a todo tipo de gente, se afastando da sonoridade genuinamente rockeira e não merecendo toda a atenção que recebe.

Além dessa atitude “anti-modinha”, outra atitude que faz o rockeiro ir contra bandas famosas é a Síndrome de Underground, que o faz subestimar qualquer banda conhecida dizendo que ela é superestimada, superestimando bandas que ninguém conhece e por isso, subestimadas pela maioria, que superestima bandas dignas de subestimação... e o seu cérebro acaba de bugar.

Complexidade
Bandas que tem músicas de mais de sete minutos, usam técnicas virtuosas, várias camadas e letras “viajadas” são constantemente alvo de julgamentos de superestimação. E não é só a banda que é julgada, mas seus fãs também! Os julgadores defendem que tais bandas são chatas, cansativas, maçantes e sonolentas, muito bitoladas nas técnicas e não tem feeling nenhum, mas só são consagradas e só tem fãs porque seus adoradores são metidos a intelectuais, ou porque querem posar de inteligentes.

São esses argumentos que depreciam os fãs de Rock e Metal Progressivo, ou estilos tão ou mais complexos. Em alguns casos pode ser verdade, como aquele rockeiro “experiente” e chato que você conheceu, que só gosta daquelas coisas complexas e diz já ter superado as coisas que você, ser ignóbil, ainda gosta. Dá vontade de dar uma bifa naqueles feios que se acham, depois reclamam que estão solteiros quando ficam postando foto bebendo com os amigos também feios, bando de vagabu... enfim.

Imagem
Esse fator é constante. Toda banda que investe muito na imagem ou na atitude vai ser tachada de “sem conteúdo”, superestimada pelos fãs que valorizam mais a sua imagem do que sua música. Bandas de glam-sleaze-hair-whatever Rock já foram alvo desse julgamento, mas principalmente por terem sido uma tendência nos anos 80, unindo o fator Fama ao fortalecimento do julgamento.

A imagem que a banda pode passar é variada. Pode passar uma imagem maquiada e glamourosa, uma imagem dark-gótica-sombria-das-trevas, uma imagem violenta e sanguinária, uma imagem satanista e blasfemadora, etc. No caso dessas imagens mais impactantes, o marinheiro de primeira viagem que ficou atraído e impressionado pela imagem da banda pode ouvi-la e pensar... “aff, esperava mais”. Isso acontece com dezenas de bandas de Doom e Symphonic Metal, com o Ghost, Marilyn Manson, Black Sabbath (não a imagem que a banda passa, mas que os fãs passam dela), etc.

Clássico
Esse fator já é delicado, pois ninguém ousa questionar a autoridade de bandas que literalmente fizeram a história do Rock. Mas quando alguém ousa e diz que, por exemplo, acha o The Doors superestimado, o “ousador” pode se preparar pra gerar descendentes que serão amaldiçoados até o fim dos tempos.

Mas por que bandas clássicas seriam julgadas de superestimadas? O argumento é de que elas foram importantes e relevantes apenas para o seu próprio contexto e sua própria época, e que hoje em dia não precisa de tanta reverência, afinal, existem milhares de bandas evoluídas e mais concisas atualmente.

Isso dá uma treta maligna! São feitas várias discussões e debates sobre esse tema (quando esse tema é abordado, já que, como dito antes, ninguém ousa questionar a importância das bandas clássicas), e de um lado, tem a galera que defende que os clássicos são tão importantes ontem como hoje, já que fizeram obras atemporais; e de outro lado, tem a galera que acredita na evolução, que respeita os clássicos, mas prefere os atuais. O vencedor desse debate é aquele lado que é mais insistente e tem paciência pra ter a última palavra.

Esses são os fatores principais que fazem uma banda ser superestimada, mas existem vários outros que a fazem “não ser tudo isso”. Geralmente existem motivos específicos pra cada banda, como você pode ver na lista a seguir...


Bandas comumente julgadas como superestimadas
Aviso: Esses motivos não representam necessariamente a opinião do blog. Como o artigo diz no começo do texto, ser superestimado ou não é uma questão de opinião pessoal. Então não se afobe. Apenas ignore quando ver alguma banda que você gosta.
  • Pink Floyd: Por ser um sonífero poderoso.
  • Yes: Por ser chato, apenas.
  • U2: Isso lá é Rock? Nunca fez coisa boa.
  • KISS: Por investir mais em comércio e propaganda do que em música.
  • AC/DC: Por fazer músicas iguaizinhas, iguaizinhas. Salvo os hits.
  • Led Zeppelin: Não é tudo isso que falam, saca?
  • The Runaways: Só faz sucesso por ser a primeira banda de mulheres.
  • Matanza: Por ter letras típicas de um adolescente revoltado com a vida, mas fazendo pose de viking malvadão.
  • Sex Pistols: Por não saber tocar, ser uma banda assumidamente comercial e posar de revolucionária anarquista.
  • Legião Urbana: por fazer mais sucesso pelas suas letras poéticas pseudo profundas do que pela sua música sonífera, repetitiva e pseudo forte.
  • Ozzy Osbourne: Pela sua voz peculiar (eufemismo para “ruim”) e por fazer sucesso até hoje apenas pela sua trajetória no Black Sabbath e pelo seu primeiro CD solo.
  • Nirvana: Por ter recebido o status de “banda sagrada” depois da morte de seu vocalista, mesmo fazendo músicas simples e com pouca ou nenhuma genialidade.
  • Metallica: Por ganhar mais com a fama do que com a música, música que, aliás, é mais pop do que Thrash. Kreator, Sodom, Testament, Slayer e cia conseguem mostrar o que é Thrash de verdade.
  • The Beatles: Por fazer músicas pop e arrebanharem uma legião insuportável de fanáticos. E depois por passarem por uma fase barbuda e chapada nas drogas que só estando drogado mesmo pra aguentar.
  • Guns N’ Roses: Por fazer músicas razoáveis e ganhar fama pelas polêmicas do seu vocalista e pela pseudo genialidade de seu guitarrista solo, que é inferior a inúmeros outros guitarristas.
Repararam que este autor só citou bandas famosas? Pois é, o fator Fama é muito atuante nessas bandas acima. Você pode pegar qualquer banda famosa e dizer que elas são super valorizadas, por exemplo o Arch Enemy e Epica, dizendo que elas só fazem esse sucesso gigantesco por causa das suas vocalistas femininas, o que não deixa de ser verdade, apesar de suas músicas fazerem jus ao seu sucesso. Ou será que não fazem?

Enfim, se a superestimação é um julgamento totalmente pessoal e relativo, tem algo que é parecido com esse conceito e que é um pouco menos relativo: a subestimação! Bandas subestimadas são carentes de tudo que as superestimadas tem: fama, relevância, fãs, reconhecimento, consagração, etc. Sempre aparecem em listas de “bandas injustiçadas” e sempre tem críticos dizendo que elas mereciam mesmo estar esquecida,s por não trazerem nada de inovador. Aí começa uma discussão interminável pra decidir se as ditas cujas são ou não são subestimadas e superestimadas. Nessas brigas, ganha quem tiver mais argumentos decentes e insistência. E tempo livre de sobra.

E é isso que este autor tinha pra hoje. Fiquem com um cara superestimado pelo Guitar Hero e adeusmetal.

13 orações:

Anônimo disse...

(Stuart)

Po, não curti a conclusão vaga e subjetiva que esse artigo teve. Geralmente você dá uma voz final foda ou uma pergunta retórica foda. Fora isso, continuo lendo seu blog foda. Adeusmetal! \m/

Anônimo disse...

Pior texto que eu já li aqui,e olha que eu já li muita merda aqui.

Arthur Rabelo disse...

Porra velho, esse é um dos textos mais fodas que eu já li. Expressa perfeitamente a minha opinião sobre muitas bandas que TODOS dizem ser fodas, clássicas, até mesmo lendárias, mas que não têm muita coisa a mostrar. E é verdade, sempre tem aquele seu amigo metaleiro fanático por Rock Progressivo desse mesmo jeito que tu falou kkkkkkk \m/

Larissa Araujo disse...

Haha quando li o título pensei logo em Ozzy, acho a voz dele um pouco fraca e ser famoso mais pela imagem, mas eu não ligo para a imagem até porque adoro um rock farofada, apesar do que eu disse eu gosto do trabalho do Ozzy, fez músicas muito fodas, mas a voz dele não é tanto quanto falam, sorry.
E ri na parte da Legião Urbana porque ontem eu ouvi "Índios" e curti e nem gosto de Legião kkkkk (outra banda que sempre achei superestimada, sorry de novo rs)
Muito bom o post \m/

édi disse...

Gostei do post,até por não gostar de Rolling Stones,Beatles e ACDC,só pra começar,mas gostar de Led Zeppelin,Black Sabbath,Jmi hendrix e etc,hehe.
O importante é as pessoas se respeitarem,defender seu gosto sem precisar detonar o outro :D
Caso curta conhecer bandas totalmente desconhecidas e/ou psicodélicas,da uma olhada: http://raridadesepsicodelia.blogspot.com.br/
abraço

Anônimo disse...

Já eu não curto Red Hot Chili Peppers.

Renan Lima disse...

Oi Stuart, também achei a conclusão desse artigo meio vaga, mas... não sei que outra conclusão teria, já que a "lição de moral" dele foi dada desde o início do texto: "não há como definir com certeza o que é superestimado e o que não é".
Uma conclusão fácil seria eu apontar "fodasticamente" e de forma autoritária quais bandas são superestimadas, mas não quero criar tretas.

Anônimo disse...

(Stuart)

1 segundo depois de comentar eu percebi que esse não é o tipo de assunto que se fecha com ponto final, mas nem apaguei. Quis dar sinal de vida. Risos.

Caio disse...

Da pra melhorar bastante as bandas, mas enfim, a coisa mais superestimada para mim estão em bandas dos anos 00, maioria era um pop alá u2, tocando podramente pagando de cult como strokes, e td eh uma bosta, esse tal de indie.

Caio disse...

Mas gostei da foto do mutantes, o banda superestimada tbm.

Wagner Guimarães disse...

Faltaram Aerosmith, Red Hot, Codplay, Foo Fighters, Capital Inicial, O Rappa.
E tem tb as bandas SUBESTIMADAS, do qual considero o Living Colour o exemplo mais triste, uma puta banda, com puta musicos, com puta vocalista,30 anos de estrada e quase ninguem conhece.

Anônimo disse...

Olá me chamo Fernanda, olha eu gostei bastante do post, vc se referiu as bandas do jeito que eu queria falar, ou seja tirou as palavras da minha boca, eu gosto de algumas músicas do Led Zeppelin, mas também não acho essa banda lá essas coisas, também acho o Guns superestimado, acho que no mundo da música independentemente do estilo musical o que traz fama é a imagem, também a época, tudo que é pop, ou no caso "modinha", vivemos num mundo pop, então sinto dizer que ñ tem jeito, ou senão virar indie, mas até isso virou moda, droga de mundo e suas vertentes!

Anônimo disse...

Todo fã fanático superestima sua banda não se importando com a qualidade ou ausência dela.

Postar um comentário