terça-feira, 7 de julho de 2015

Jimi Pages IV

Hail! Por sorte dos leitores, hoje temos um capítulo facílimo de entender e pegar de primeira. Nele, Jimi descreve a criação do Heavy Metal e explica a origem de suas tantas facetas. Tudo teve uma razão de ser e uma origem. Outro aspecto importante do capítulo é a referência constante à religião cristã que fez todas as outras religiões pagãs caírem em desuso, que... enfim, leia aí.


Jimi Pages IV

No início, Midgard foi criada por Odin, Hoenir e Lodur. Eras mais tarde, Midgard se encontrou em tempos difíceis e obscuros. Muitas histórias e lendas foram perdidas, e destinos não favoráveis aos imortais se achegaram. A monumental igreja erguida por homens adoradores de deuses forçava as criaturas viventes de várias terras a obedecer seus rituais e rezas. Assim a igreja resistiu aos ventos impiedosos do tempo, e subsistiu sobre todo ataque proveniente dos inimigos, que sucumbiam diante de seu poder feroz e grandioso. Essas consecutivas vitórias proclamaram as trevas em Midgard, onde uma negrura contínua pairou sobre os mortais.

E os imortais morreram para as criaturas de Midgard, foram esquecidos, e definharam. Sem mais adorações reservadas e louvores declamados aos antigos imortais, a cosmogonia nórdica fora para a terra do esquecimento, onde jazeu num sono profundo, gélido como a morte. Adormecida, ela não tinham consciência, pensamento, sonhos, ações; fora selada no limbo do torpor eterno. E este limbo era Helgadh, a terra dos mortos, o universo infinito de vazio, aonde todos os mundos - exceto Midgard - foram selados com suas lendas, histórias, criaturas, lugares, realidades.

Entretanto, Odin despertou de súbito, como uma consciência vivente e exígua, e com Ele, Asgard e Vanaheim voltaram a existir, por ele era o Supremo, e tinha poder para fazer ressurgir tais reinos sem precisar da adoração dos humanos. Entretanto, esses reinos não eram habitados, e Ele estava sozinho na imensidão. E foi que, ansioso por fazer todas as coisas serem recriadas, Ele começou a operar como consciência, para guiar e influenciar os mortais a adorarem-no, e assim, resgatar sua existência.

Já feito boa parte de sua obra, operando com a Pedra, Odin visitou Hela, a senhora do limbo, e pediu para que ela libertasse todos os seus companheiros, seres e mundos do sono a que foram acometidos. E Hela fez um acordo com o Supremo, onde ele deveria realizar certas tarefas com regras bem definidas, para que seu desejo fosse cumprido.

"Farás, pois, um reino que representa tudo que há em seu coração. Teus súditos lutarão pelas tuas obras e pela tua existência, mas terá de cumprir um caminho constante de evolução, sem voltar atrás ou se enveredar por outros caminhos, aproveitando cada momento de destruição para construir. E para cada um dos 9 mundos que quiser despertar, terás que proferir 9 palavras diferentes, onde nenhuma delas se conflitará, mas serão parte do mesmo plano. A sua última palavra deverá ser a que representa Asgard, e este será o objetivo final. E quando alcançares este propósito, todos estes mundos desabitados - revividos, mas desabitados - ao longo do tempo terão seus respectivos seres viventes, e nossa realidade ressuscitará. Tudo que é preciso fazer é acreditar, e fazer com que acreditem em ti."

Assim o Supremo decidiu deixar a Pedra que edificou sua igreja, e forjou uma nova com o metal, um material mais resistente e forte, denso e também maleável para ser forjado à sua vontade. O Metal foi o objetivo de Odin desde o principio, pois representa o que há no coração do Altíssimo e no dos seus guerreiros.

A avidez pelos seus seguidores de evoluírem incessantemente fazia sua missão ser facilitada, pois eram dotados de inventividade própria, e nunca queriam ficar estagnados em seus rituais. Sempre se incentivavam a experimentar e criar coisas novas; e assim, cumpriam o plano divino. E destacou-se um grupo que simbolizava o sétimo dia reservado pelos mortais para realizarem rituais em adoração aos seus deuses ancestrais. Este grupo trouxe o espírito-primo que Odin planejava aprimorar, um espírito de transgressão que era intenso, impolido e maciço, robusto e rijo como ambicionava criar desde o princípio. E inspirou esse espírito de transgressão em outros seguidores para assim forjar o Metal primogênito e fundamental, que representando Midgard, seria a base para a forja de todas as outras palavras.

Em respeito a sua obra criada outrora, Deus Metal repetiu antigas palavras e forjou-as com metal. A segunda palavra criada foi Destino, dita pra representar Helgardh. Ela foi falada com uma voz soturna e tétrica, sussurrada com um pesar de um imenso vazio e languidez. A terceira palavra criada foi Progressão, dita para representar Svartalfheim, pois seus seguidores eram bastante habilidosos em suas obras, representando bem os habitantes originais deste mundo sombrio.

E depois de criar duas palavras, Deus Metal fez com que o Metal se bifurcasse, e foram criados galhos distintos. Assim como os deuses se dividiam entre deuses guerreiros e deuses da fertilidade, Ele cuidou que sua obra máxima também representasse as vocações de seus companheiros. E foram criados dois galhos, um representando o espírito guerreiro e destruidor dos Aesir, e outro representando o espírito fértil e construtor dos Vanir. A esses dois galhos fora ordenado que fossem as bases das palavras vindouras.

A quarta palavra falada foi Bravura, dita para representar Jotunheim. A bravura e agressividade contida nesses discípulos era de estupenda vitalidade. A quinta palavra falada foi Esplendor, e foi falada pra representar Ljusalfheim. Esta pode ser descrita como a essência da glória e poder das batalhas em sua natureza mais romântica. Houve também uma palavra proferida pelos midgardianos, que nomearam a bifurcação que deu origem aos dois galhos. Chamaram esta raiz de Agilidade, como se fosse uma das palavras faladas por Deus Metal, mas era falsa. Toda palavra que não é dita por Ele não faz parte do seu plano; portanto é criação humana, e não tem inspiração divina.

As outras palavras seriam ditas e ouvidas pelos descendentes dos antigos adoradores de Odin, e os metais forjados terão seus territórios bem localizados.

Notas:
Não fica claro no texto qual é a Primeira Palavra, então este autor acredita que seja Transgressão.

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