sexta-feira, 31 de julho de 2015

20 coisas que aprendi com o Rock

Aprendi a odiar todo mundo.

Aprendi que existem guitarras com quatro cordas, e que essas cordas são mais grossas que o normal.

Aprendi que Rock and Roll retarda o envelhecimento.
Ou não.

Aprendi que escutar Rock me faz rebelde e revolucionário.
Ou pelo menos, me faz pensar que sou assim.

Aprendi que bandas podem ter nomes ridículos e mesmo assim, serem boas.

Aprendi a odiar 99% das músicas que as pessoas tocam no violão.
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar... (8)

Aprendi a ficar mais pobre do que já sou ao investir meu dinheiro em camisetas, revistas, palhetas, moletons, acessórios...

Aprendi que em pleno século 2015, ainda tem gente comprando CDs e vinis.

Aprendi que rockeiros só estão presentes em shows, pubs e bares, e na internet.
Aí quando vemos um rockeiro na rua, nós pulamos de alegria.

Aprendi a ser xingado por rockeiros mais velhos e a ser chamado de truezão por rockeiros mais jovens.

Aprendi a dar valor a alguns países da Europa por suas bandas de Rock/Metal, não por seus pontos turísticos.

Aprendi a encher meu armário com roupas iguaizinhas, sempre escuras e pretas.

Aprendi que quanto mais gasta, velha, desbotada e fedida é a camisa, mais valiosa ela é.

Aprendi que não dá pra ser gentil e compartilhar o fone de ouvido com o amiguinho do lado, senão, vou perder 50% da música.

Aprendi que nem toda mulher é mulher.

Aprendi que grunhir, arrotar e vomitar também são formas de canto.


Aprendi a ter inveja de mendigos.
As camisas deles são iradas, manow

Aprendi que as melhores músicas de dor de cotovelo não estão no Sertanejo.
*SNIF *SNIF EU STILL LOVING YOU!!!!! BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ

Aprendi que os vizinhos podem ouvir música alta, mas eu não.

Aprendi a ser extremamente apegado a discos que eu nunca tenho vontade/paciência/disposição pra ouvir.
Eu não posso deletar essas coisas! Um dia eu ouço! Um dia...

E se você achou que este era um post edificante que diria coisas como "aprendi a ser mais consciente", "aprendi a lidar melhor com certas coisas da vida" e essas coisas profundas, perdeu seu tempo.

Isso é tudo, pessoal!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dobradinha: Amberian Dawn e Kamelot

Hail! Lembram deste salmo, pessoas? A Dobradinha é o espaço que esta Bíblia usa para fazer resenhas de discos de Rock e Metal, discos que não são necessariamente clássicos ou lançamentos do ano. Este autor só resenha o que seu coração lhe diz para resenhar, e ele obedece. *Suspiro*

Nesta edição republicada de estreia, você poderão ler as impressões deste autor sobre dois discos que podem se tornar discos referenciais de de Power Metal Sinfônico de muita gente. Então, aproveitem.


Amberian Dawn - Circus Black

Ano: 2012
Estilo: Symphonic Power Metal
Gravadora: Spinefarm
Sobre a banda: Mesmo com uma vocalista lírica encantadora, solos e riffs a mais do que o gênero Symphonic Metal está acostumado e ritmo mais acelerado e pesado, o Amberian Dawn é uma banda de "segundo escalão", ou seja, esquecida ou apagada por causa de bandas como Kamelot, Epica, Nightwish, Whitin Temptation, entre outras famosonas. Mas não vamos desperdiçar talentos, há muito que devemos dar atenção nesse mundão de meu Deus Metal.
Sobre o álbum: Tanto o álbum quanto a banda são uma alternativa pra quem quiser curtir Metal Sinfônico e bater cabeça ao mesmo tempo. Temos músicas perfeitas pra curtir num show ao vivo: "Lily of The Moon" com um ritmo bem cavalgado, a instrumental e virtuosíssima "Rivalry Between Good and Evil", "Fight" que é um orgasmo de euforia, e a faixa-título "Circus Black" com solos e arranjos matadores. E também temos melodia e peso numa perfeita harmonia nas músicas "Crimson Flower", na melódica e incrementada de solos "Cold Kiss", e "Letter" que tem um refrão simplesmente inesquecível. E finalmente temos as mais calmas, mas não menos intensas, "Charnel's Ball", "I Share with You This Dream" com seu refrão afável, e a depressiva profunda "Guardian". E um adendo: todas as canções são dotadas de alternâncias de ritmo, melodias cativantes (ou grudentas mesmo, mas de forma positiva) e linhas inspiradíssimas de guitarra. E uma ou outra canção tem participações especiais de músicos de Power Metal para incrementar ainda mais esse álbum que parece simplesinho e "mais do mesmo" nas primeiras audições, mas depois se revela como a pérola que realmente é.
Faixas:
01. Circus Black
02. Cold Kiss (com Timo Kotipelto e Armi Pävinen)
03. Crimson Flower
04. Charnel's Ball
05. Fight
06. Letter
07. I Share with You This Dream (com Nils Nordling e Tuomas Nieminen)
08. Rivalry Between Good and Evil
09. Guardian
10. Lily of the Moon



Kamelot - Silverthorn

Ano: 2012
Estilo: Symphonic Power Metal
Gravadora: SPV, Steamhammer
Sobre a banda: Amada por três em cada dois admiradores do Metal Sinfônico, e sendo uma das únicas bandas do gênero com vocal masculino, o Kamelot conquistou fãs fieis e se sagrou como um dos maiores expoentes do estilo com uma carreira sólida... sólida até mudar um pouco seu estilo nos últimos álbuns e o seu vocalista Roy Khan sair da banda, o que fez os fãs chorarem sangue de tanta tristeza (e fazer do Kamelot um dos exemplos que inspiraram este autor a produzir essa tirinha). Mas a banda continuou com um novo vocalista, e o resultado foi este:
Sobre o álbum: Calando a boca de todo fã pessimista, o Kamelot nos presenteia com um dos melhores CDs de 2012, mantendo sua inspiração afiada e principalmente sua identidade e estilo único, reproduzindo seus típicos refrões poderosos e melodias grudentas, sua climatização densa e profunda, e suas letras reflexivas sobre a vida e (especialmente) a sobrevida. E falando em letras, é bom notar que o Kamelot atingiu um nível tão grande em composições, que suas letras nem precisam ter rima. É sério, peguem "Sacrimony", "Veritas", "My Confession" ou "Ashes to Ashes" (canções de maior destaque, inclusive), e comprovem. E elas são cantadas magistralmente pelo novo vocalista Tommy Karevik, que mantém fielmente o timbre e estilo versátil de Roy Khan, mas imprimindo sua personalidade própria ao apresentar uma voz mais limpa e mais teatral, características notáveis particularmente quando canta notas mais alongadas. E como o álbum é bem homogêneo, não há pontos altos ou ápices de orgasmo auditivo, e cada canção se destaca por motivos diferentes, umas sendo mais cadenciadas - "Solitaire", "Falling Like the Fahrenheit", "My Confession", "Song For Jolee" (esta é maravilhosa) - e outras mais agitadas - "Sacrimony", "Ashes to Ashes", "Veritas", "Torn". É... faltam músicas pra bater cabeça e pra ficar mais empolgado, na verdade. Mas o poder que as composições, melodias e letras tem já valem muito a pena a audição.
Faixas:
01. Manus Dei
02. Sacrimony (Angel of Afterlife) (com Elize Ryd e Alissa White-Gluz)
03. Ashes to Ashes
04. Torn
05. Song for Jolee
06. Veritas (com Elize Ryd)
07. My Confession
08. Silverthorn
09. Falling Like the Fahrenheit (com Elize Ryd)
10. Solitaire
11. Prodigal Son
Parte I: Funerale
Parte II: Burden of Shame (The Branding)
Parte III: The Journey" (com Alissa White-Gluz)
12. Continuum

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lógica headbanger

(clique para ampliar)

Apesar de fãs serem necessários para qualquer banda poder alcançar o sucesso, seguir as vontades dos fãs é suicídio! Especialmente os fãs headbangers, que nunca estão contentes com nada.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Estereótipos: Por que a galinha atravessou a rua?

Este autor que vos fala se impressionou ao saber que, até agora, ninguém fez essa piada na versão rockeira! Por este autor se orgulha de ser o primeiro a fazer essa besteira, e apresentará agora o que cada vertente do Rock/Metal responde quando lhe perguntam:

Por que a galinha atravessou a rua?
  • Rock and Roll: Para atravessar a Abbey Road.
  • Country Rock: Para tocar Rock na cidade grande.
  • Hard Rock: Porque tinha um bar do outro lado.
  • Glam Rock: Porque tavam vendendo uma nova linha de maquiagem do outro lado.
  • Emocore: Porque tavam vendendo uma nova linha de maquiagem do outro lado.
  • Indie: Para ir ao Starbucks do outro lado.
  • Rock Psicodélico: Para atingir as portas da percepção, onde tudo aparecerá para a galinha tal como é: infinito.
  • Rock Progressivo: Para fugir das galinhas que não sabiam tocar direito.
  • Punk Rock: Pra mostrar a sua rebeldia. Por isso ela ignorou a faixa de pedestre e o sinal fechado.
  • Hardcore: Pra lançar um coquetel molotov durante um protesto no outro lado da rua.
  • Heavy Metal: Porque ela quis, porra.
  • Thrash Metal: Porque precisava espairecer e liberar sua raiva e agressividade contra o governo.
  • Viking Metal: Porque ela estava predestinada pelas nornas a atravessar a rua.
  • Power Metal: Pelo galo, pela granja, pelas montanhas, pelos vales verdes onde as galinhas voam!!!
  • Black Metal: Pra invocar um demônio na encruzilhada.
  • Death Metal: Pra morrer atropelada.
  • Grindcore: Pra morrer atropelada e espatifada pelo chão com suas tripas e vísceras espalhadas por todo canto.
  • Metal Sinfônico: Porque isso era uma metáfora da passagem para um novo caminho, um caminho de reflexão profunda que desperta as questões mais íntimas do nosso ser, filosofias sobre destino, verdade, propósito, vida e morte. E falando em morte, a galinha filosofou tanto que não viu o carro passando e morreu atropelada.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Indicações de bandas 2

Mais uma vez, este autor que vos fala vem trazendo boas novas do underground brasileiro, com bandas que agradam a todos os públicos (rockeiros e metalheads) e que merecem a sua atenção. Sem enrolar muito, vamos a elas.

Banda: Café Cancún
Origem: São Paulo
Integrantes: Yuri Fidalgo (vocal), Rik Spoladore (baixo), Jota (guitarra) e Ricardo Gonçalves (bateria)
Nascida em: 2012
Olha, se toda banda de Pop Rock fosse como o Café Cancún, o Brasil estaria salvo. Graças às diferentes influências sonoras de cada integrante, a banda consegue fazer uma mistura muito coesa entre o melhor do Rock e Pop, resultando numa sonoridade incrementada e rica em detalhes e elementos. Seu primeiro CD chamado "Exploda!" foi lançado em 4 de maio deste ano (e que está disponível no SoundCloud). Também foi lançado o single "Queimar", juntamente como seu videoclipe, que você confere abaixo.


Banda: Remove Silence
Origem: São Paulo - SP
Integrantes: Danilo Carpigiani (vocal e guitarra), Ale Souza (vocal e baixo), Fabio Ribeiro (teclados) e Leo Baeta (bateria)
O Remove Silence é uma banda formada originalmente em 2009 por integrantes do Shaman, mas que acabou passando por uma reformulação devido a troca de integrantes, e hoje aposta numa sonoridade mais alternativa que não deixa de ser atrativa e bibrante, sendo uma boa pedida para quem tem os ouvidos mais abertos e já tem uma quedinha por bandas como Nine Inch Nails e Muse. O trabalho da banda pode ser visto no seu SoundCloud e no ReverbNation, e também no próximo EP intitulado "Irreversible" programado para ser lançado no dia 4 de agosto deste ano. E por enquanto, podemos conferir o videoclipe oficial da faixa-título desse EP vindouro:



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Telefone: (11) 2242-7548 / (11) 98473-9885
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Banda: Eletroacordes
Origem: Porto Alegre - RS
Integrantes: Rodrigo Vizzotto (vocal, baixo e teclado), Fabrício Costa (vocal e guitarra) e Elio Bandeira (bateria)
Com uma sonoridade influenciada pelo Rock, Blues e a sonoridade típica dos anos 70, o Eletroacordes consegue fazer um som conciso, pontual, impecável na sua proposta e, porque não dizer, nostálgico. Não tem muito mistério ou firula, é só o bom e velho Rock and Roll na sua forma mais pura e cativante. A banda tem um EP intitulado "Respire Fundo" lançado em 2013, que está disponível no seu site oficial.


Banda: Sagrado Rock de Cada Dia
Origem: Brasília - DF
Integrantes: Renato Valle (vocal), Isaac De Almeida (baixo elétrico e acústico), Brener Rodovalho (guitarra e violão), Filipe Campos (guitarra e violão) e Marcelo Martins (bateria e percussão)
Nascida em: 2010
Que tal falarmos de uma banda que combina com a temática do blog? Inclusive na sua página oficial, que tem os dizeres "O Rock, comportado ou não, tem algo que o distingue de forma muito particular dos demais gêneros musicais, independentemente de época: o seu profundo caráter contestador! Rock é sinônimo de contestação, quebrar barreiras, inconformismo e rebeldia."? Pois é com essa atitude que o SRCD faz músicas autorais com letras inspiradas embaladas em um bom Rock n Roll que até apresenta certa virtuosidade, devido aos climas que cada música emana. A banda gravou em maio de 2012 o CD intitulado "SRCD – Sagrado Rock de Cada Dia" (disponível do SoundCloud) e em maio de 2015, lançou este videoclipe da canção "Palavras". E caso você não se impressione muito com o trabalho da banda por esta música abaixo, pode conferir seu CD que eu tenho certeza que você irá gostar (8).



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Banda: Imperativo Categórico
Origem: Rio de Janeiro - RJ
Integrantes: Gustavo Santos Hosken (vocal) Eduardo Vinícius Alves (baixo) e João Ricardo Zanchetta (guitarra)
Nascida em: 2011
Com nome de um princípio filosófico kantiano, a banda Imperativo Categórico imprime essa proposta mais "cabeça" em suas músicas com letra bem sacadas que abordam temas sobre política e sobre comportamento em geral. A banda tem um EP intitulado "Tá na Cara" que contém três faixas bem fluídas e com uma pegada na medida certa. Cada faixa também tem sua sonoridade e clima bem únicos e característicos, mostrando com a banda é versátil. Você pode conferir esse trabalho no SoundCloud e no PalcoMP3.


Banda: Blind Horse
Origem: Rio de Janeiro - RJ
Integrantes: Alejandro Sainz (vocal), Rodrigo Blasquez (guitarra), Eddie Asheton (baixo) e Maicon Martins (bateria)
Nascida em: 2014
Blind Horse é uma banda que parece um tesouro perdido no tempo, graças a sua pegada Blues-Psicodélica-Jazz-Funk-Rock Clássico do fim da década de 60 e começo da década de 70. Mas a banda é carioca mesmo, e ainda por cima, recente! Ela consegue surpreender o ouvinte mais experiente que acaba ficando desesperado pensando "Onde esse clássico se escondeu todo esse tempo???, e também consegue surpreender o ouvinte mais novo, que fica atraído pela sua sonoridade old-school, mas que não parece datada. Enfim, o Blind Horse é a banda mais "raiz" e psicodélica atual que você ouvirá em muito tempo! Ele lançou seu primeiro EP agora, em maio de 2015, intitulado "In The Arms of Road" e contendo três músicas imperdíveis. Abaixo você confere o EP inteiro.



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Banda: Threesome
Origem: Campinas - SP
Integrantes: Ico Naked (guitarra base, piano, teclado e vocal), B. Naked (vocal), Juicy Naked (vocal), Bob Rock (baixo), Rick Moon (bateria) e Johnny B (guitarra solo)
Nascida em: 2012
Apesar de ter uma aura um tanto alternativa, o Threesome une seu estilo e personalidade própria à fortes influências do Blues e Acid Jazz, além do típico peso e malícia característicos do Rock dos anos 60/70 - a malícia se nota logo pelo nome da banda, que tem referência ao ménage à trois. A banda canta em inglês e possui uma qualidade e produção primorosa em suas obras, que contém personalidade, charme e te prendem até o fim. Prova disso é o seu álbum "Get Naked", que contém 9 faixas que podem ser acessadas e saboreadas no SoundCloud e no ReverbNation.



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Banda: Bella Utopia
Origem: Goiânia - GO
Integrantes: Isabela Eva (vocal), Luis Maldonalle (guitarra), Rickson Medeiros (baixo) e Junão Cananéia (bateria)
Calcado na sonoridade forte e agressiva do Metal, o Bella Utopia é marcado principalmente pela voz forte, rouca e surpreendente da vocalista Isabela, que narra letras inteligentes e críticas cantadas em bom português. Só essas características já destacariam a banda entre as demais, mas ela também aposta na organicidade e naturalidade do seu som, além de ser tão boa na sua pegada violenta quanto nos seus trechos ou refrões mais melódicos, demonstrando bom domínio e habilidade do instrumental que não perde o tom e a postura, cuja sonoridade acaba ficando difícil de rotular. Mas quem liga pra rótulos? Em 2014, a banda lançou seu CD "Dilema do Prisioneiro" que contém 12 faixas e está à venda em torno de 30 reais (e que por sorte, está disponível aqui).



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sábado, 25 de julho de 2015

Piadas ruins [03]

Este autor nem sabe porque continua com essa droga de salmo. Aparentemente, ele se diverte bastante fazendo-o, o que pode significar que a mente deste autor está ficando insana, afetada e pior: ficando como a mente de um tiozão. Então, da próxima vez que quiserem contar uma piada a alguém, perguntem-se: ela tem o mesmo nível destas piadas abaixo? Se não, que bom! Mas se tem... MELHOR AINDA!!!! HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁHUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ

Eu e essa mania de ser sem-graça HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ HUÁ

Dai-me "Patience"...

Nem tenho o que comentar.

E a guitarra do Stratovarius??? Não, não é Stratocaster não, é Ruokangas.

Eu ia falar que as groupies do Dio gritavam "DIO MIO!!!" na cama, mas deixa pra lá.

Com essa piada global, este autor já pode ir pro Zorra.

O Steve Vai é processar quem faz esse trocadilho, de tão repetido que é.

Eu falaria coisas piores.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O ex-rockeiro

Então você vai na padaria comprar um pão de queijo pra levar numa reuniãozinha na casa dos seus amigos. Você vai devidamente trajado para esse tipo de evento: com o "uniforme" de rockeiro que contém calça jeans desbotada e rasgada no joelho (com rasgo proposital), um colar com uma palheta, um tênis velho e surrado, e aquela camisa de banda com a estampa do CD "Holy Diver", chamando a atenção de todos e também de olhares tortos que transmitem desaprovação.

O balconista da padaria já faz o estilo simpático, busca se aproximar de você puxando conversa enquanto manda outro funcionário cumprir a demanda. Ele vê sua camisa e fala que é muito legal, que também já teve essa fase de rockeiro, que sempre andava com a camisa de sua banda favorita... o Iron Maiden - ele demora pra dizer o nome porque isso foi há muito tempo pra ele se recordar facilmente. E você fica incomodado com o relato do padeiro, pois além de você não ter perguntado nada sobre sua vida, ele ainda disse que já passou dessa "fase", sugerindo que seu gosto pelo Rock é só uma moda passageira de jovem, como se houvesse alguma chance da sua vida seguir o mesmo rumo da dele. Você tem vontade de falar que o Rock vai ficar pra sempre na sua vida, mas os seus pães de queijo chegam. Você dá um sorriso falso e um cumprimento aleatório pro balconista e vai embora.

Você chega na casa dos seus amigos para uma tarde de conversa, zoeira, videogame e comes e bebes. Você conta o que aconteceu na padaria mais cedo e seus amigos também rockeiros acham a história engraçada, e sentem pena do padeiro adulto que tem uma opinião errada dos rockeiros, achando que eles são jovens imaturos que trocam de ideias, de gostos e desejos como trocam de camisa. Vocês se sentem bem por não terem a mesma mente pequena que aquele pobre adulto com um emprego medíocre de padeiro que não sabe nada de música.

Mas ele ficou feliz de ver você. Não exatamente você, mas suas camisa de banda. Ele lembra quando já foi dessa turma de rockeiros, bons tempos em que ele não tinha muitas preocupações. Foi uma menina da escola que o apresentou a esse mundo, ela era estranha e mal-encarada, não era muito feminina em roupas e cuidados com a aparência. Um dia eles foram forçados a fazer trabalho de Geografia juntos e se conheceram melhor, viram que tinham gostos parecidos e se tornaram amigos. Ele recomendou filmes pra ela e ela mostrou bandas pra ele, a maioria de Hard Rock e de Heavy Metal dos anos 80 (na época, era coisa recente). Ele já conhecia algumas bandas brasileiras de Rock, mas o Rock elogiado e "pauleira" ele conheceu por causa dela, e a partir daí se considerou um rockeiro à medida que ouvia CDs emprestados e comprava seus posteres, umas camisas de banda e compartilhava seus gostos com os amigos da menina estranha.

Um dia ele insistiu pra mãe dar dinheiro pra comprar um vinil super raro daquela banda que tinha quatro hits seguidos, "Black Dog", "Rock and Roll", "The Battle of Evermore" e "Stairway to Heaven" - a segunda música era sua favorita. Era a única obra original que ele tinha, e guardou como sua relíquia mais preciosa. Depois disso ele foi se concentrar nas bandas mais pesadas, como aquela que tinha um zumbi como mascote. O tempo passou e ele se sentia orgulhoso de ser um dos únicos da sua escola (e da sua cidade pequena) a ser um rockeiro. Não tem como não se sentir especial com isso, era incrível se sentir único numa idade em que ele buscava por identidade. Na época, ele não entendia que estava em busca de auto-reconhecimento em se dizer rockeiro, só achava que fazia parte da sua personalidade, do seu ser.

Um dia ele conheceu uma amiga de um amigo de um colega que era baixinha, com cabelo castanho escuro médio, olhos cor de mel e um sorriso luminoso, que depois de 5 meses de enrolação começou a namorar com ele. Ela não era muito fã das músicas dele, ela até o repreendia quando ele queria ir num encontro com uma camisa do Slayer, pois não era nada romântico. Ele também se preparava pra fazer vestibular e passar na faculdade de Radiologia (decisão muito comentada), e ainda arrumar um emprego meio-expediente, pois seus pais já estavam quase o expulsando de casa. Essas coisas o fizeram ter muito pouco tempo pra escutar música e ser um rockeiro.

Ele passou na faculdade e conseguiu um bico na padaria do primo mais velho dele, o que incomodou seus pais por ele não ter feito tanto esforço ao arrumar emprego. Foi quase dado, disseram eles. Mesmo assim, ele trabalhava de manhã e estudava a tarde, algumas vezes enfrentando um horário apertado e sentindo a pressão das responsabilidades. No tempo livre, ele dava muita atenção pra namorada e também frequentava shows em pubs e bares locais pra aliviar o stress, o que resultou na repetição de ano na sua faculdade. Ele não viu tanto problema nisso, pois já tinha um emprego e um lugar pra morar sozinho, e já tinha planos pra morar junto com sua namorada. No ano seguinte, o casal começou a cair na rotina, a brigar e não se aguentarem mais, o que resultou numa separação brusca e desoladora. Desanimado e cheio de coisas na cabeça, ele viveu na várzea durante o ano inteiro e repetiu de ano na faculdade novamente, o que o encorajou a viver apenas trabalhando.

Um dia seu primo viajou pra outro estado conseguir um emprego melhor e ajudar sua família, e ele ficou sozinho com seus poucos amigos que sobraram desde a época do colégio, e com a padaria pequena para administrar, pois ele era de confiança. Demorou umas semanas pra pegar o espírito da coisa, mas conseguiu se virar bem. Hoje ele se sente bem e de certa forma, realizado na vida, pois tem seu próprio sustento e liberdade para fazer qualquer coisa, e ainda é relativamente jovem pra viver.

E hoje ele viu um rockeiro (você) com a camisa do Dio comprar pão de queijo no seu local de trabalho, o que provocou uma reflexão interna. Ele percebeu que há muito tempo, ele deixou o Rock de lado para dar importância às prioridades da vida, e a sua ilustre presença presença foi como um resgate do passado, uma sensação de nostalgia. Ele percebeu que perdeu uma coisa boa do seu passado, e talvez nunca volte a recuperá-la. Talvez ele nem tenha coragem de se considerar um rockeiro, pois não anda por aí como um, não tem uma galera pra falar disso o dia todo, não ouve mais nada de Rock. Hoje ele não tem nenhum estilo musical preferido, se tornou indiferente ao que sempre toca no seu expediente para dar um som ambiente no local. Ele ouve de tudo, de Sertanejo Universitário a música Pop e não se importa. Ele também lembrou que antes odiava Pagode, pois todo rockeiro que se prezasse, odiava Pagode. Agora ele acha engraçado saber que os tempos mudaram e que o arqui-inimigo do Rock é o Funk. Os gostos, opiniões e desejos realmente mudam com o passar do tempo, sofrem influências naturais internas e externas. Ele passou por essa mudança brusca e talvez nunca mais volte a pegar o gosto pelo Rock.

Você gosta de Dio desde que ouviu "The Mob Rules" e considera que ele foi o único cantor bom do Black Sabbath (tirando o Ozzy). Você ficou triste quando ele morreu, e por ter ficado com a profunda e tocante sensação de ter perdido um ente querido, acha que esse gosto pelo Rock vai ficar pra sempre. O padeiro que disse que já passou por essa fase, não falou isso por mal. Talvez numa situação diferente, num dia diferente, com vidas diferentes, você tenham se encontrado e façam uma boa amizade formada por causa do seu gosto musical. Quem sabe ele não tem coisas pra te ensinar, e coisas pra aprender com você? Talvez você deixe de ser fanático por Rock e ele recupere esta antiga paixão? Nunca se sabe.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Rock vs. Sertanejo

Usando da mesma fórmula usada em Black Metal vs. Hip Hop e Rock vs. Funk, este autor agora mostra as "diferenças" entre Rock e Sertanejo:

01. Tem origem nos estilos musicais regionais e do interior do seu país.

02. Seus vocalistas tem voz fina, gritam sempre que tem oportunidade e conseguem sustentar notas agudas por um longo tempo.







03. Usam cabelos estilosos.





04. Usam calças apertadas...




05. ... botas...




06. ... chapéus de vaqueiro...





07. ... e camisas quadriculadas.