sábado, 13 de junho de 2015

Nerdbanger

Dizem que toda pessoa tem seu lado nerd. Mas isso não quer dizer que todos nós somos tímidos, retraídos e temos dificuldade de interação social. Não quer dizer que somos interessados exclusivamente em atividades que estimulam nosso intelecto e/ou que nos tirem da nossa realidade. Nem quer dizer que todos somos alheios aos padrões comportamentais e estéticos aceitos pela sociedade. “Ter seu lado nerd” na verdade significa usar óculos e aparelho, ler quadrinhos, mangás e livros de fantasia, ver desenhos animados e animes, assistir a filmes de ficção científica, fantasia e super-herois, jogar videogames e RPG (de mesa ou online), assistir séries... enfim, fazer coisas que qualquer um que não seja nerd pode fazer! Você viu Star Wars? SEU NERD! Você já leu Tolkien? NEEERD! Você lê quadrinhos? NEEEEEEEEEEEEEEERD!!! Enfim, basta fazer uma dessas coisas, basta ter um óculos wayfarer pra caracterizar como nerd.

Na verdade, se você usar esse óculos, pode ser chamado de nerd, hipster ou "colorido"! Mesmo que todo mundo já tenha se esquecido do tal do "Happy Rock".

Pois é, a definição de nerd atualmente é ser um amante e consumidor da Cultura Pop. Não é mais sinônimo de ser aquele carinha estranho que não conversa com ninguém, que só tira notas altas na escola, que é caçoado, que apanha dos "colegas", que não tem nenhuma interação com o sexo oposto, que é todo feio e espinhento, é magricelo e sem nenhuma aptidão pra atividades físicas... Gente, quanta coisa ruim! Por que que existe o Dia do Orgulho Nerd?! Ser nerd deve ser ruim pra cacete!

Entretanto, se esquecermos da definição atual de nerd, formos pro seu significado "de raiz", e encarar nerds como pessoas sem muita aptidão social e que exercem atividades intelectuais que são rejeitadas ou desvalorizadas pelas outras pessoas, os rockeiros e headbangers são nerds genuínos!

E neste artigo, você verá muitas (ou todas as) semelhanças entre nerds e rockeiros:


Modinhas
O primeiro fator que liga nerds e rockeiros: ambos são tratados como modinha. Os rockeiros são tratados assim quase que... desde sempre. A principal causa disso é que o amor pelo Rock costuma começar ou ser mais evidente durante a juventude das pessoas, durante a adolescência. Daí os adultos e "pessoas mais experientes" encaram o amor e dedicação ao Rock como uma mera fase passageira, uma coisa que "passa logo". E o comportamento desafiador, rebelde, contestador e questionador, justamente com seu visual chocante e fora do habitual dos rockeiros só ajudam os adultos a terem essa impressão de que o Rock é uma vontade que dá e passa. "Eu era exatamente assim quando era mais novo! Quando eu tava nessa idade, assim, eu era que nem eles. Mas depois, a gente cresce, né? Aaaaah, bons tempos!", dizem os adultos.

Já os nerds são tratados como "modinha" mais atualmente, graças aos seriados, filmes baseados em quadrinhos (mais especificamente de super-herois) e livros de fantasia que tem se tornado mais frequentes e populares hoje em dia. E a mídia, a sempre querida e maravilhosa mídia, observa essa nova "onda nerd" e fala deles como a novidade do momento, como a nova tendência da estação, tratando eles como uma raça extraterrestre ou uma tribo de costumes exóticos que foi descoberta há pouco tempo (coincidentemente, desde o momento que a mídia os mostrou). A mídia então faz várias matérias superficiais "desvendando" este "fenômeno", falam sobre seu visual, como vivem, quais são seus hábitos e do que eles se alimentam, deixando as araras marsupiais australianas mostradas no Globo Repórter com inveja por não terem tanta atenção.

E a mídia faz essa exposição sensacionalista dos nerds para que o senso-comum se interesse por eles e aja como eles, seja como eles, e principalmente, consuma o que eles consumam. Assim, mais gente vai assistir aquela série nerd, mais gente vai usar aquele óculos nerd, vestir aquela camiseta com logotipo do Bátima, comprar aquele quadrinho, comprar aquela capinha de celular "geek", comprar aquele livro de fantasia e tornar ele um best-seller... No final, tudo que tenha o rótulo de "nerd"/"geek" é vendido, e a população sai felicíssima com suas novas aquisições "nerds". E todo esse amor pelo nerdismo dura eternamente... até o dia em que essa onda deixe de ter graça, que as pessoas deixem de se interessar por isso, que essa modinha finalmente passe. Depois a mídia inventa outra "tendência", outra "novidade" pra população se interessar, seguir e comprar, pra continuar esse ciclo sem fim de consumismo cego.

Mas se tem um lado positivo nisso, na população ser manipulada e feita de massa de manobra pra valorizar as coisas "nerds", é que, pelo menos, eles deixam de ser mal-vistos e finalmente são aceitos pela sociedade, não é verdade? Ou não? Será que esse amor pelo nerds só dura enquanto a onda deles durar? E depois eles vão voltar a ser desrespeitados, desvalorizados e vítimas de preconceito, como sempre? Bem, essa é uma questão que deixa margem para uma discussão muito mais extensa, que este autor não quer explorar.

O ponto é que o amor à cultura Pop e ao Rock, e o ato de ser nerd e rockeiro, são tratados como modinhas. E algumas vezes SIM, é modinha mesmo. A pessoa vai lá, experimenta a coisa, veste a camisa, usa coisas rockeiras/nerds, se identifica como integrante daquela tribo, mas um tempo depois, já volta ao seu estado habitual. Foi um gosto passageiro, que enjoou depois de certa hora. E outras vezes NÃO, não é modinha! A pessoa vai lá, experimenta, experimenta de novo, e de novo, e de novo, e quando vê, já não consegue mais viver sem aquilo. Enfim, ser nerd e ser rockeiro são questões pessoais, e o tempo que cada pessoa passará sendo isso, é relativo. A pessoa pode ser isso por uma fase curta da sua vida, por uma fase longa, ou pra sempre.


Mentalidade diferenciada
Esta é outra característica fundamental que rockeiros e nerds costumam compartilhar. Mentalidade incomum, com mais bagagem cultural e filosófica, pensamentos fora da curva, que estão à frente do nosso tempo, que vão além do óbvio ululante que pulula nas mentes humanas. Ok, esse modo de falar é bem exagerado, mas o negócio é que nerds e rockeiros costumam ter um intelecto mais avançado do que a maioria das pessoas. Ora, ser nerd é sinônimo de ser inteligente. Além de ser sinônimo de esquisito bizarro bisonho e estranho, mas vamos focar só nas coisas boas, né?

E pra provar essa afirmativa no que se refere aos rockeiros, eles costumam mostrar sua inteligência tendo opiniões firmes e embasadas sobre vários assuntos pertinentes e relevantes. Além disso, uma pesquisa realizada no Reino Unido verificou o que muita gente já sabia: que os alunos mais brilhantes costumam ter o Rock/Metal como seus estilos musicais preferidos, pois eles os ajudam a lidar com o stress de serem talentosos e excluídos socialmente. Se por um lado, essa pesquisa acaba confirmando o preconceito de que rockeiros são mais "esquisitos" e com dificuldade de interagir com o resto da turminha, por outro lado, acaba detonando o estereótipo formado por tantas produções roliudianas de que rockeiros são encrenqueiros burros e vagabundos que não tem futuro.

Mas prestou bem atenção nas palavras utilizadas até aqui? Nerds e rockeiros costumam ser assim. Não é uma regra. Não vá achando que, só porque você ouve umas dúzias de bandas de Rock/Metal, que você pode esfregar na cara dos outros que seu cérebro é mais desenvolvido. Como a pesquisa mostra, é por ter a mente mais avançada que as pessoas ouvem Rock. Ou seja, ser rockeiro é só uma consequência de ser inteligente. Ser inteligente faz a pessoa buscar por estilos musicais que sejam complexos, profundos, fortes, marcantes, e poooor acaso, o Rock/Metal tem essas características. Mas os inteligentes podem preferir outros estilos!

Os nerds, por exemplo, costumam gostar de música alternativa (uns troços esquisitíssimos que o mundo nem sabe que existem), ou eletrônica (trilhas sonoras de videogames antigos inclusas), ou música pop sul-coreana ou japonesa, ou música erudita, ou qualquer coisa que eles prefiram,a final, gosto é relativo. Tem gênios por aí que sequer são chegados a música!


Interesses peculiares
Como dito antes, se ser nerd é se interessar pela fantasia e ficção, consumir as artes que ninguém costuma levar a sério e coisas assim, os rockeiros nem precisam provar que são nerds. Eles já são!

Rockeiros tem um forte gosto pela literatura, em especial pelos gêneros de terror e fantasia, que inspiram músicas e bandas de variados estilos. O terror é inserido por quaisquer bandas que queiram buscar inspiração pras suas letras sombrias ou contar histórias macabras, mais especialmente o Metal e Metal extremo. Alguns dos autores que mais influenciam o Rock e Metal são Edgar Alan Poe, Stephen King e Howard Philips Lovecraft, que inspiraram bandas como Ramones, Stevie Nicks, Blue Öyster Cult, The Alan Parsons Project, Grave Digger, Anthrax, Iron Maiden, Nightwish, Moonspell, Metallica, Cradle of Filth e Black Sabbath.


Já a fantasia tem lugar de destaque, especialmente aquelas histórias ambientadas ou baseadas na Era Medieval. A maior fonte de inspiração certamente foram as obras de J. R. R. Tolkien, que inspiraram bandas de Rock e Metal dos mais variados gêneros, até aqueles que não parecem tem muito a ver com elfos e anões, como o Black Metal. Aqui vai uma PEQUENA lista de bandas que se inspiraram em Tolkien: Led Zeppelin, Rush, Yes, Genesis, Battlelore, Blind Guardian, Lothlöryen, Behemoth, Gorgoroth, Burzum, Summoning, Rotting Christ, Marduk, Amon Amarth, Cruachan, Elvenking, Rivendell (...)



Rockeiros também jogam videogames! Aliás, são um dos povinhos que mais jogam. Não há jogos preferidos ou típicos dos rockeiros, eles podem gostar dos clássicos de 8 bits até os de última geração com gráficos 7D, dos jogos de tiro e estratégia até os jogos do facebook que tem muita estratégia, como Candy Crush e Pet Rescue Saga. Ou não...


Algumas vezes as desenvolvedoras gostam de focar seus jogos nos rockeiros. O primeiro jogo abençoado por Deus Metal foi lançado em 1978, um pimball personalizado do KISS.

Em 1993, foi lançado Rock & Roll Racing, que era um jogo de corrida com uma trilha sonora composta por "Paranoid" do Black Sabbath, "Born To Be Wild" do Steppenwolf, "Bad To The Bone" de George Thorogood and the Destroyers, "Radar Love" de Golden Earring e "Highway Star" do Deep Purple.



E este é Guilty Gear, um jogo de luta lançado em 1998 conhecido por suas inúmeras referências ao Rock, como o personagem Axl Low que tem o nome inspirado em Axl Rose e que se parece muito com o cantor (nos seus anos dourados, claro). Também tem a personagem Milia Rage, cujo ataque especial chama-se Iron Maiden. O personagem Ky Kiske é inspirado nos músicos do Helloween Kai Hansen e Michael Kiske, e o nome de seus ataques são Rising Force (álbum de Yngwie Malmsteen) e Ride The Lighting (álbum do Metallica). Já o personagem Sol Badguy faz alusão à música "Mr. Bad Guy" do Queen, e seu verdadeiro nome é Frederick, parecidíssimo com Freddie Mercury. E os personagens Testament e Slayer são inspirados nas bandas homônimas. E todas essas referências são só o começo!

E vejam agora este jogo lançado em 1999, que tem a participação muito bem-humorada de Eddie, o monstro! (Globo feelings).


E como não lembrar do Guitar Hero? Ele que iniciou muita gente ao Rock e deixou algumas dúzias de posers pelo caminho? Apesar desse detalhe, não dá pra negar que esse jogo é bão dimais. Não é à toa que teve 6 edições, edições especiais com Aerosmith, Van Halen e Metallica, rockstars como personagens jogáveis e até spin-offs, como Band Hero e DJ Hero (sim, uma bela porcaria). Também foram criadas várias versões (eufemismo para imitações) do Guitar Hero: jogos feitos em Flash mal-feitos pra caramba, versões hackeadas com músicas que não fazem parte da lista de músicas original, e até um concorrente do Guitar Hero, o...

Rock Band! Esse jogo surgiu depois que a empresa Harmonix Music Systems deixou de desenvolver o Guitar Hero, criando o Rock Band em parceria com a MTV Games. O jogo conta com algumas melhorias que o Guitar Hero não tem, como a jogabilidade e gráficos aprimorados. Ele também conta com versões especiais, com as bandas Beatles, Green Day e AC/DC, e alguns spin-offs como o Lego Rock Band.

E esta lista termina com Brütal Legend, sem dúvidas o jogo mais METAAAAAAAAAAL de todos. Seu personagem principal é modelado e dublado por Jack Black, o cara que basicamente vive de Rock; e seu nome é Eddie Riggs, inspirado nos nomes da criatura Eddie The Head e no nome do seu criador Derek Riggs. Ele é um roadie que odeia os rock fofinhos atuais e que foi transportado para um mundo moldado pelo Heavy Metal. Seu propósito nesta terra é explorar, matar inimigos, encontrar com rockstars de verdade como Ozzy Osbourne, concluir missões, liderar exércitos e o principal: viver de METAAAAAAAAAAAAAL. Este autor ainda não jogou, mas todo mundo fala que o jogo é legal. Então, ele é legal. Vox populi.


Agora falando de outra paixão rockeira: desenhos animados e animes. Rockeiros são como nerds, não tem medo de levar desenhos a sério, mas não há uma relação especial entre o Rock e desenhos animados necessariamente, é só um hobby mesmo...

APESAR DE QUE muitos desenhos já focaram em bandas de Rock e Metal: Os Impossíveis, Tutubarão, Hi Hi Puffy Ami Yumi, Metalocalypse, Rockstar Ghost (quem conhece esse?), Sonic Underground... E outros desenhos também tem trilha sonora rockeira: Megas XLR, Thundercats, os filmes Heavy Metal - Universo em Fantasia e a animação Megamente... E outros desenhos tiveram o Rock como atração especial, como os Simpsons que volta e meia tem o Rolling Stones e outras trocentas bandas de Rock aparecendo, o Bob Esponja que já cantou uma paródia de "I Wanna Rock" do Twisted Sister, as Meninas Super Poderosas que tiveram como vilões os Beatles (ou melhor, os Beat-Alls), o Duck Dodgers que já recebeu uma visitinha do próprio Megadeth, entre várias outras atrações.

E os animes? Bem, é difícil encontrar um que não tenha J-Rock na sua trilha sonora, ou mesmo na sua abertura. Seria um tanto redundante este autor citar os animes que são abençoados por Deus Metal, portanto aqui vai uma pequeníssima amostra:



Faltou alguma coisa? Faltou: quadrinhos! Mais uma coisa que une nerds e rockeiros. Ambos são viciados em super herois, em POW, CLACK, KABOOM, em poderes especiais intergaláticos apocalípticos, em DC e Marvel e esse universo quadrinheiro. O rockeiros também costumam usar o símbolo do Justiceiro como símbolo do Rock (pq caveira e rock tem td a ver neah representa igualdade e talz), e também se sentem representados por Lobo, o caçador de recompensas que é basicamente um Gene Simmons com super poderes.


E falando em Gene Simmons, sabia que o KISS já apareceu nas HQs? Dando uma surra no Dr. Destino? Essa matéria da revista Mundo dos Super-Herois vai falar mais sobre isso:

***

Sangue, Rock e HQs

Nos anos 1970, os integrantes da banda de rock Kiss - Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss - lutaram ao lado dos herois da Marvel numa revista impressa com o sangue dos quatro músicos. Aliás, os quadrinhos sempre foram importantes na vida de Simmons que, aos oito anos, conheceu o fascínio dos super-herois. Ele não imaginava o quanto aquele mundo da fantasia faria diferença na sua vida.

"Eu via um cara voando na TV e não podia acreditar. Aprendi a ler com os gibis do Superman e Batman", lembrou Simmons, em 1990, à revista Comics Interview. Mas foram as HQs da Marvel que o cativaram. "Quando vi a capa de The Amazing Spider-Man 1, com a participação do Quarteto Fantástico, senti que alguma coisa boa estava acontecendo. Além disso, eu adorava os desenhos de Jack Kirby e todas aquelas histórias de monstros. Na verdade, meu sonho era ver o Hulk dando uma surra no Superman", completou. Esse fascínio motivou Simmons a editar um fanzine rodado em mimeógrafo, o Cosmos Stiletto. Contudo, para ganhar a vida, começou a dar aulas no Harlem Espanhol, ao mesmo tempo em que iniciava os ensaios musicais com seu amigo Paul Stanley.

Com a banda formada e prestes a cair na estrada, Simmons convenceu os colegas a criarem fantasias, aproveitando o embalo do movimento Glam Rock da época. Simmons, claro, inspirou-se nos quadrinhos para compor o seu visual "Demônio" - uma mistura de Drácula, Batman e Raio Negro (dos Inumanos). "Cada um tinha a sua mania. O Paul botou uma estrela no olho, mas com certeza isso nada tinha a ver com gibis". Em pouco tempo, o Kiss tornou-se um fenômeno de vendas de discos, criando apresentações apoteóticas, misturando efeitos especiais, pirotecnia, ilusionismo e atos circenses. É como se fosse um grande gibi ao vivo. "Eu me inspirei no Clube Marvel pra criar nosso fã-clube Kiss Army. Até hoje tenho um cartão de admissão do Clube Marvel autografado por Stan Lee". Por volta de 1977, a banda fechou contrato de licenciamento com a Marvel. Após aparecer em títulos como Crazy e Howard, The Duck, o Kiss estrelou, em setembro, a revista A Marvel Comics Super Special 1. Na HQ, escrita por Steve Gerber e desenhada por vários artistas, os membros da banda uniram-se a herois convidados para dar uma surra no Dr. Destino. O grupo voltaria na quinta edição, em 1978.

Para a estreia, Stan Lee e o grupo foram a uma gráfica oficializar uma espécie de contrato cerimonial, que consistia em misturar o sangue dos músicos na tinta de impressão. Todas as ruas entre o aeroporto e a gráfica foram interditadas, enquanto o automóvel com os astros passava. "Eu só pensava nas pessoas querendo ir trabalhar. Tudo isso para que alguns garotos tivessem a sensação de ter o sangue de seus ídolos no gibi. Afinal, que sociedade é essa que a gente vive?", reclamou Lee anos depois.

Mas o marketing deu resultado. A revista do Kiss fez um  sucesso sem precedentes que só seria superado em vendas, 13 anos depois, com o lançamento de Spider-Man 1, de Todd McFarlane, em 1990. "Stan, é verdade que Steve Ditko é maluco?", infernizava Simmons, exaltando seu lado fanboy. Apesar do aparente aborrecimento, Stan e Simmons se tornaram grandes amigos e aparecerem juntos em vários eventos desde então.

***




Outra banda que deu as caras nas HQs foram os Biltons Beatles, apesar da banda ter que trocar o seu nome, o nome dos integrantes e até das suas obras por conta de direitos autorais. A história contava com Batman tentando resolver o mistério da morte de Paul McCartney, inspirado naquela lenda verdadeira de que Paul havia morrido. Pois é, essa HQ soube aproveitar bem os acontecimentos mundanos!





E... é isso. Se esse artigo não provou que rockeiros e nerds são irmãos, o que mais provará? Na verdade nem precisava de tantas provas, pois só dos dois serem tipos de pessoas desajustadas da sociedade e que desempenham atividades impopulares já os colocam como pessoas bem próximas, com visões e objetivos coincidentes. Portanto, desperte o lado nerdbanger que há em você! Adeusmetal.

5 orações:

Mateus disse...

Um bom exemplo de músicas baseadas em obras de fantasia são as músicas baseadas em A Song of Ice and Fire. É claro que elas não são tão comuns quanto as de Tolkien, mas várias músicas, principalmente de power metal, tem essa temátca, como os exemplos abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=dG6GvF1PwWg
https://www.youtube.com/watch?v=eIZNb96EQJ8

Amanda disse...

Em Apenas um Show tem um episódio que eles cantam We're Not gonna Take It, da banda Twisted Sisters, ah: e os Beatles são citados direto nos Gibis da mônica e da Turma da Mônica Jovem =P Se quiser me dar o prêmio de comentário mais idiota, pode dar. Aceito o selo de qualidade também...

http://antigosdiarios.blogspot.com

Vinícius Headpunker disse...

Excelente matéria!

Rock Memories Brasil disse...

Muito interessante como essas bandas que têm mais de 20 anos sobreviverem neste cenário musical que muda constantemente.

rockmemoriesbrasil.blogspot.com.br

Anônimo disse...

Renan desistiu do blog?

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