sexta-feira, 12 de junho de 2015

Lendo resenhas de discos


NAQUELES DIAS um recém-convertido à religião do Rock tinha problemas com sua internet, que tinha baixa capacidade, e não conseguia fazer downloads de discos com rapidez. Isto que o fez recorrer aos escritores de resenhas pra saber mais sobre os discos que lhe interessavam.

Ele pesquisou sobre o novo disco de uma banda de Thrash Metal, e como novato em ler resenhas, não sabia a maioria das expressões que os autores usavam, tendo problemas pra entender o texto.

Após um longo hiato...
Hiato? Isso é aula de português, 'pera... acho que é a separação de sílabas... ah tá, entendi o sentido!

... desde o lançamento do seu mediano "Sinking In Abyss" de 2001, o Thunderöuz retorna com este petardo...
Petardo??? Tá, pelo contexto, deve ser um disco muito bom.

... que alguns já consideram o melhor debut...
Debut??? O que é isso?! É a primeira vez que eu vejo essa palavra! Só vi uma parecida quando as meninas fazem 15 anos e debutam...

... desde o "Relentless Agony" de 1987, que dispensa apresentações.
Dispensa coisa nenhuma! Eu não conheço esse álbum! Eu tô conhecendo a banda agora!

A sonoridade é bem trabalhada, com claras influências do Metal Moderno, ...
Metal Moderno??? Nunca ouvi falar nesse estilo! Nasceu quando, esse troço?

... e em contrapartida uma produção mais groove, ...
O que é groove, meu deus?? Outra coisa pra eu pesquisar!

... o que resulta numa excelente mistura de elementos que se revelam virtuosos e poderosos ao longo do play.
Ao longo do que??? Fala "disco", como todo mundo!

Além da já dita variedade de estilos, o disco é recheado de riffs afiados e velozes...
Ufa, pelo menos "riff" eu sei o que é! Tava na hora de eu entender alguma coisa.

... que se entrosam perfeitamente com a excelente cozinha, que se mostra bem técnica e precisa, com pitadas de...
Cozinha, pitadas... meu deus, isso já virou programa da Palmirinha...

... de Death Metal Técnico, obviamente uma consequência do experimentalismo ao que a banda se propõe.
Death Metal TÉCNICO? Caramba, tô quase desistindo de ler, não conheço nada do que tão falando!

A dobradinha de guitarras é sensacional, ...
Dobradinha! E voltamos pra culinária! Grrr

... fazendo solos criativos e com riffs ora arrastados, ora cavalgados...
 O que é riff cavalgado, meu deus metal?! Vai dizer que as guitarras fazem efeito sonoro de cavalo?! Elas relincham?!!

... que se alternam em pontos estratégicos que nos abrilhantam com faixas excepcionais e diversificadas, ...
Agora o autor deu pra falar difícil.

... sem esquecer do peso e a agressividade tinindo como é de costume, não deixando que as mudanças desvirtuem a banda de sua essência primorosa. 
Blá blá blá.

Não há faixas que se destacam, pois o álbum é bem homogêneo e as músicas se interligam como um quebra-cabeças intrincado e complexo que precisa da união de todas as suas peças para a coerência da obra se fortalecer e revelar-se em todo seu potencial, ...
Ah, por favor, pra que falar tão enrolado?!

... mas conseguimos acentuar certas faixas que tem mais brilho, por suas características que valem a pena ser ressaltadas, ...
Ele acabou de dizer que não há músicas que se destaquem... e agora vai destacar músicas!!!!

... entre elas a "Hell Inside", calcada na instrumentação crua e bem-desenvolvida, apesar do seu tempo de duração poder causar distração e perda do foco no ouvinte, podendo fazê-lo perder algumas sutilezas que a música possui;
Agora não sei se ele elogiou a música, ou se não gostou dela!

... em seguida as "Hound Around" e "No Gain But Pain", que transbordam técnica e ira...
Ok, mais enrolação, vou ler o final logo.

No fim, é um disco bem-vindo pra todos que esperavam pela volta da banda que é expoente no estilo, e que mostra que ainda tem muita lenha pra queimar, mesmo que suas experimentações pareçam fora do lugar e mal-desenvolvidas em algumas partes, deixando a audição confusa em momentos que deveriam empolgar mais o ouvinte. Tais diversificações não só foram infelizes em partes como também são um mal sinal pra uma banda com tradição e facilidade na sonoridade direta, já que deixa a entender que essas mudanças serão mais influentes e atuantes daqui pra frente, deixando os fãs mais antigos descontentes e inseguros sobre o futuro do Thunderöuz. 
Nota: 7,0
O DISCO É BOM, OU NÃO, CACETE?!

Depois de jogar tudo pro alto, o novato nunca mais leu resenhas na vida.

P: Palavra do Senhor.

T: Graças a Deus Metal.

(vídeo nada a ver pra fechar o post)
OBS 1: Os nomes das músicas, dos álbuns e da banda são fictícios.
OBS: 2: Isso não impede que realmente exista uma banda chamada Thunderöuz. Sei lá né, tem um trilhão de bandas por aí. Você acha que inventou um nome original, aí depois descobre que essa banda já existe...

6 orações:

Marina Oliveira disse...

kkkkkkkkk exatamente assim. A maior parte do que aprendi com resenhas foi: Resenhas daquele cara que eu esqueci o nome agora (tem algo com R), que faz resenha pro Yahoo e mete o pau no que ele não gosta e endeusa o que ele gosta, não valem de nada.

Renan Lima disse...

É o Régis Tadeu. Ele anda sumido, ainda bem ^^
E falei dele no artigo anterior.

Marina Oliveira disse...

Pronto, esse mesmo. Vou dar uma lida no anterior xD

Carol disse...

Devia ter dito que os nomes eram fictícios antes kk

Amanda disse...

Isso já tá virando programa da palmirinha kkkkkkk Essa eu tive que rir, teve coisas lá que qualquer um entende, e o cara diz que "deu pro cara falar difícil", ou que era enrolação. Ele falou que era enrolação BEM NA HORA que leu o que queria saber!!! Eu fiquei tipo "what? como assim?" kkkkkkk.
http://antigosdiarios.blogspot.com.br/

Joice disse...

Eu não tenho o costume de ler resenhas de discos (só aqui na Bíblia), mas gosto de ler resenhas de filmes e também é complicado: "cenas gore", "iniciando plots e não terminando-os" "usando animatrônicos". Assim fica difícil! :P

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