quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jimi Pages III

Hail! Preparem-se para ler o capítulo mais complicado de entender (até agora) das escrituras de Jimi, pois certos relatos e profecias não seguem a ordem cronológica da história do Rock, e nem seguem a ordem do próprio texto! O uso de metáforas e simbolismo também é constante, sendo quase impossível de compreender algumas passagens. Mas fora as dificuldades literárias, este capítulo é dedicado a descrever o surgimento e trajetória da Inimiga do Rock: Lilith, o primeiro demônio, adversária principal de Odin e sua religião do Rock, que para confrontar com o altíssimo magnânimo e senhor de Asgard, edificou a tenebrosa, monstruosa e mortífera religião musical rival: o Pop!

Então deleite-se com mais profecias que só fazem sentido se explicadas passo a passo.


Jimi Pages III

Dia chegou que rei decaiu. Deixando de compreender a missão recebida do Altíssimo, e inflamado de ira por não ser a única majestade do reino glorioso, foi o rei procurar vingança se aliando aos construtores, que eram os descendentes dos antigos profanos que almejavam construir uma torre para alcançar o mais alto dos céus para usurpar o trono de deuses.

Seguindo o exemplo daquele entre os seres escuros que não possuía o direito de entrar na morada de Valhalla, o rei conjurou o mestre das trevas, que era a mestra, o pássaro noturno, a fêmea primogênita e senhora da noite. E prometendo esplendor e majestade eterna ao rei, o pássaro noturno o fez a pedra angular de seu império ascendente, que uniria todos os homens num só canto, que guardaria os segredos e executaria os rituais dos construtores e iluminados.

O pássaro agia fugaz, acolhido pelas sombras e fora do alcance do olhar do Senhor, tomando almas de professadores, e edificando ou tomando templos ao seu bel-prazer. E muitos dos seguidores do Senhor se aliaram à serpente, fizeram obras inspiradas nela, a adoraram em segredo ou professaram seu nome com orgulho. Mas aqueles que não tiverem devotado seu coração e sua alma à serpente serão perdoados e resgatados pelas valquírias na hora da morte, pois foram vítimas do engano e da sedução da serpente, atraídos pelo brilho estelar de sua figura, sem, no entanto, entregar sua fidelidade à treva.

O pássaro aproveitou as reverências casuais que os seguidores de Odin faziam ao maligno para sussurrar nos ouvidos dos habitantes da terra que o reino de Odin era maldito, maléfico, blasfemo, inimigo de deuses. E este covarde entejo pelo reino de Odin imperará nas casas que forem fieis a deuses ou que guardarem os ensinamentos dos porta-vozes de deuses, fazendo a palavra de Deus Metal não ser espalhada em sua plenitude, e não conseguir arrebanhar tantos seguidores quanto poderia.

E outras atribulações sobrechegaram ao reino de Odin. O vasto número de templos e de domínios que o pássaro noturno aliciou, gerou um poder funesto e irrefreável, se expandindo como sombras ageis e caliginosas. E foi grande a sua influência sobre os senhores e habitantes da terra, que assistiram a ascensão dos poderosos ídolos com admiração e maravilhamento.

Cheio de ousadia e temeridade, o pássaro arrancou, com suas garras maléficas, a vida dos principais pilares do reino de Odin, sacrificando os mais amados herois e discípulos do reino quando estes transcendiam 1296 luas de vida, sendo privados de uma vida longa e próspera e de presenciar os frutos das suas obras pela posteridade.

Dentre os templos tomados pela inimiga, um templo irrompeu com rapidez, e seus ídolos eram cultuados por muitas nações como herois. E dentre esses ídolos havia cinco bodes. Cada bode representava um poder elemental, e o quinto e mais jovem bode representava o Espírito. A este fora concedido um futuro de glória e prestígios incomensuráveis, pois ele era o Sétimo Filho descrito há milênios pelos profetas, predestinado a ganhar o mundo, e ninguém poderia fazer nada contra isso.

O pássaro concedeu talentos e prodígios ao Espírito, e após muitas luas ele se elevou, sendo o maior ídolo que a terra-média havia testemunhado. Todos os seres viventes eram arrebatados por seus poderes sobrenaturais, sendo mestre na persuasão, campeão da metamorfose, primoroso na necromancia e virtuosos em outros prodígios admiráveis, que executavam e guardavam os rituais dos construtores iluminados e do império da inimiga.

O império já consolidado, de pelejar não se afadigava. Hordas de cinco cavaleiros surgiam para batalhar. Ídolos femininos cultuados como deusas recebiam louros. Toda sorte de soldados implacáveis desafiavam a autoridade do reino de Deus Metal, que àquela altura, já não se dedicava ao combate com a inimiga, pois reservava sua atenção a novos horizontes mais radiantes com a criação de palavras novas a serem proferidas.

E aconteceu que, observando o material que outrora havia sido a pedra angular de Odin, o pássaro noturno juntou seus restos e a remontou ao seu modo, e criou a mentira fundamental. A blasfêmia que golpeou o reino de Deus Metal com violência. E por ela, muitos serão enganados e ludibriados, reivindicando seus lugares em Valhalla dizendo: "Mas Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome?". E Deus Metal dirá: "Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!". E uma grande era de mentira e enganação atingirá a todos que viverem na terra. Somente aqueles que procurarem pela verdadeira palavra de Deus Metal com afinco, a encontrarão no canto dos esquecidos e rejeitados. Aqueles que tiverem ouvidos, que ouçam os mensageiros do fim e tenham conhecimento que a partir deles, não restará mais nada verdadeiro, tudo será enganação e aleivosia. Pois por eles, o fim terá seu início.

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