quarta-feira, 24 de junho de 2015

Estereótipos: Biografias do Rock


Voltando com esse salmo que fala sobre estereótipos o Rock e Metal, este autor vai falar sobre uma coisa que ele odeia: biografias de bandas. Porque todas são iguais! IGUAIS! Não tem diferença entre uma banda e outra: todas ralam muito, tiveram um começo difícil, batalharam, trocaram mil vezes de integrantes e de nome, e depois que conseguiram fama, foram viver la vida loca de sexo, drogas e rock and roll. No final, ou essas bandas morreram, ou seus artistas morreram, ou os integrantes remanescentes estão fazendo shows até hoje, mas tocando músicas de 30 anos atrás.

Pensando nisso, este autor resolveu inventar bandas e criar biografias pra elas, pra mostrar como todas seguem um padrão. Este autor inventou os lugares onde elas nasceram, os nomes dos integrantes e até o nome das bandas, mas é possível que algum desses nomes exista de verdade sem querer querendo! Sabe como é, tem tanta banda por aí que...

Então vamos conhecer bandas que não existem, mas que você certamente já ouviu a história delas por aí...

Sally Willows and the Crooked Company

Sally nasceu em Memphis, Texas, e desde pequena ouvia os clássicos artista de Blues e Jazz, incentivada pelo seu pai que era amante da Música e até seu professor de violão, ensinando sua filha desde os sete anos de idade a tocar músicas de Billie Holiday, Tina Turner e Aretha Franklin. Como ela não se encaixava bem na escola e nem sabia o que fazer depois que a terminasse, decidiu apostar sua carreira profissional como cantora, sendo convidada por uma banda famosa da cidade chamada MagiCaps, que precisava de uma vocalista. A escolha do grupo foi bem acertada, a moça tinha uma voz potente e muito talento, mesmo sendo jovem. Assim os MagiCaps fizeram uma demo de seis músicas e fizeram shows pelo estado, tocando músicas próprias e covers.

Um dia um produtor viu um show deles num pub e ofereceu um contrato para Sally, mas só pra ela. Os Magic aconselharam-na a aceitar, já que eles não queriam "se vender" pra uma gravadora e ter o risco de perder sua liberdade criativa. Assim a cantora fez um disco com músicas autorais e o lançou em 1964 chamado "Sunny Sally", que teve vendas e resultados medianos. Descontente com esse resultado, decidiu romper seu contrato e fazer sua carreira independente, tempo em que conseguiu certa notoriedade. Passou-se um ano e Sally foi convidada pela banda de Blues Crooked Company para ser sua vocalista, empolgados com seu talento sem igual. O grupo Sally Willows and the Crooked Company lançou os discos "Black Violet" e "Soul Singer", tendo muito sucesso entre críticos e fãs que gostavam de ter uma frontwoman na Música. Esse sucesso permitiu Sally viver la vida loca em festas, excessos e drogas, que começou a consumir desde os tempos de escola por ser rejeitada pelos outros.

Essa vida desregrada começou a afetar sua vida profissional, e sua banda de apoio não suportou mais trabalhar com uma pessoa irresponsável, demitindo a cantora. Apesar dessa virada, Sally continuou vivendo a mil, conseguindo lançar um disco solo chamado "Moon" e mantendo uma carreira musical intacta, enquanto sua vida ia se destruindo. Um dia, enquanto se preparava para a gravação de um segundo disco solo, Sally marcou com a gravadora de mostrar suas composições novas e ensaiar, mas não apareceu no dia combinado. Quando pessoas próximas procuraram-na, encontraram Sally morta no seu apartamento por overdose, aos 27 anos de idade.

Willows ficou conhecida como uma das maiores vozes do Blues Rock, tendo participado do Woodstock Festival e sendo porta-voz feminina da geração flower power, e todos os anos a gravadora e a família lançam discos póstumos com material inédito da cantora, como se ela ainda estivesse fazendo músicas novas.


The Smashers
Em 1960, Chelsea, dois amigos de escola descobriram que tinham gostos em comum. Eles eram Chad Taylor e Eddie Dalton, que depois de fazer as lições de casa, gostavam de se juntar pra tocar músicas juntos. Os amigos reconheciam seu talento e os incentivaram a formar uma banda, apesar de Chad tocar mais por hobbie. Mesmo assim os dois chamaram John Haley e Pete Lambert para o recém-formado Mannish Boyz, um nome escolhido em homenagem à música quase homônima de Muddy Waters.

No início, o grupo só tocava covers de Chuck Berry e Louis Armstrong além do próprio Muddy Waters, se apresentando nos lugares mais podres e bizarros da Inglaterra até Chad e John saírem da banda, cansados daquela vida sem sucesso. Eddie e Pete tiveram que continuar sozinhos, e em 1963, conseguiram integrar Richard Sullivan, Tony Stewart e Bob Walker à banda, e com essa mudança, mudaram de nome para The Smashers, acreditando que o nome imporia respeito e conseguiriam sair da pior.

E realmente deu certo. E, 1965, conseguiram lançar seu primeiro álbum de estúdio, "On The Road", seguido pelos outros bem-sucedidos "Numbers", "Sad, Bad & Mad", "Lucky Man" e "Anyways", os cinco álbuns clássicos do grupo que foi um dos grandes nomes da Invasão Britânica. O The Smashers já fez turnê mundial, foi recordista em venda de discos e até teve fãs com chamamento próprio: os smashers - não tinha como ser de outro jeito. Os fãs mais bitolados também competiam com fãs de outra banda famosa na época, o The Shades, pra "duelar" e ver quem era melhor, apesar das duas bandas serem amigas e terem feito turnê juntas anos mais tarde.

Hoje o The Smashers são dinossauros que ninguém sabe como sobreviveram depois de tanto "sexo, drogas e rock and roll" - exceto pelo guitarrista base Frankie Thompson que morreu de cirrose em 1996 - e problemas com a polícia, bagunça em quartos de hotel luxuosos, problemas pessoais e etc. Rolam até umas lendas dizendo que a banda fez pacto com o Demônio, um teoria sustentada pela capa do álbum "Mad Dog" de 1983, onde pode-se ver um rosto demoníaco se invertermos as cores da capa. E o grupo também está em turnê nesse exato momento, e seu último show será de graça na praia de Copacabana. Não percam!


Orange Blur
Foi em 1965, Toronto, que nasceu um dos maiores expoentes do Rock Progressivo, conhecido por suas letras filosóficas, álbuns inovadores e shows artísticos, resultando num grande espetáculo dadaísta surrealista da neo-pop art ortodoxa com influências do classicismo futurista pós-moderno cosmopolita tchecoslovaco, ou não. Apesar da banda só ser recomendada para quem possui no mínimo um pós-doutorado em Astrofísica Termodinâmica Quântica Eletromagneticista Anti-material, ela consegue também agradar o público leigo que nem sabe o que é um férmion.

Foi em 1968 que o Orange Blur lançou seu primeiro disco independente chamado "Nesavršen Bog" e que foi um sucesso: 50 discos vendidos. A banda atingiu seus objetivos de não ser mainstream e fazer suas experimentações malucas, que resultaram em 2 músicas de 34 minutos cada uma. Apesar disso, os integrantes tinham que colocar feijão no prato, então se venderam pra uma gravadora grande e assim lançaram seu segundo disco: "Kosmos", se rendendo aos padrões do mercado e lançando sete músicas com menos de 12 minutos cada. A sua venda razoável de discos garantiu seu futuro na gravadora, e a banda lançou os outros "Super Collider", "Sophist Philosophy" e "The Fall of Mankind", uma Rock-Opera que abriu espaço para o Orange Blur na mídia. Os membros fundadores Phillip C. Foster e Harry U. Mortensen gostaram dessa nova fase onde foram reconhecidos pelo seu trabalho, mas os outros não gostaram de se render ao mainstream e saíram do Orange logo após acabar a turnê do álbum. Eles também comunicaram que formariam outra banda que não seria conhecida pelos ouvidos leigos e ignorantes do senso comum, e assim foi. Ninguém conhece nada dessa nova banda, nem o nome.

Phil e Harry tiveram que contratar Richard A. Shulman, William T. Anderson e Adam O. Minnear pra continuar o Orange Blur. A nova formação lançou os álbuns "The Floor", "Vegetables", "Wish You Were Dead" e o mundialmente famoso "The Bright Side of The Black Hole", com músicas experimentais, efeitos sonoros especiais e temáticas introspectivas que tocavam fundo o coração das pessoas - uma vez que os ouvidos e cérebro não entendiam nada do que estavam ouvindo, sobrando apenas pro coração assimilar a música. Até hoje esse álbum é considerado o mais misterioso e complexo da banda, sendo possível obter múltiplas impressões do mesmo a cada ouvida. Pros fãs hardcore do Orange, ele nem é tudo isso que a mídia fala, os primeiros trabalhos da banda é que são bizarros, fazendo as pessoas acharem que o Orange Blur não é deste mundo, mas uma raça superior que veio à Terra e é superior aos reptilianos.


The Bollocks
A Califórnia sofreu uma mudança brusca na música, novas tendências musicais e estéticas estavam surgindo, e em 1971 uma banda foi uma das principais representantes desse movimento. Tudo começou quando Billie Sheenan, Joe Powell e Mike Hyman se encontraram pra discutir seus respectivos negócios: Billie vendia camisas customizadas, Joe vendia quadrinhos autorais e Mike queria formar uma banda, só faltava quem se habilitasse a participar de algo sem futuro e sem garantia de sucesso. Por alguma razão, Billie e Joe entraram nessa e o trio formou o The Broken Mosquitos, ensaiando quase todo dia e não desenvolvendo muita habilidade pra tocar. Depois de um tempo se apresentando nos bares e casas de show mais pulguentos e sujos do mundo, lançaram os discos independentes "Die To Buy" em 1973, que fazia críticas a sociedade e "Wild Stone Jungle" no ano seguinte, tocando um Rock bem precário e improvisado, o que chamam de Rock de Garagem (que é pra não ofender e dizer na lata que é um Rock muito mal-tocado). Nesse meio tempo também integraram o novato nas guitarras Marky Buchan que também fazia backing vocal.

Na verdade os mosquitos quebrados não sabiam como estavam se tornando importantes, sendo considerados uma das bandas de protopunk que mais influenciariam outros grupos sujos mais tarde. No fim de 1974, a banda assinou um contrato com uma gravadora que aproveitou seu sucesso ascendente, e a banda também aproveitou pra mudar de nome pra The Bollocks. E assim nasceu o disco "Global Attack", sendo um sucesso de vendas e topo nas paradas musicais com os hits "Fear of Strangers", "Curfew", "Child Goes Wild" e "Michelle", que não paravam de tocar nas rádios. Com esse sucesso e uma turnê mundial, a gravadora decidiu explorar ao máximo a imagem da banda, fazendo produtos, pôsters, camisas, colocando seu logo de caveirinha em tudo que é lugar. Os fãs interpretaram isso como uma desvirtuada no caminho da banda, que começou a se vender depois de ser empresariada, e assim os fãs mais fieis e anti-sistema largaram a banda de vez - apesar de continuarem a viver no sistema. Daí veio também o Sex Pistols que fez uma provocação ao Bollocks no título de seu primeiro disco.

Isso não impediu o público geral de gostar da banda, e ela continuava a emplacar discos e chamar atenção pelas suas letras e influenciar bandas mais pesadas, raivosas e mais underground. Depois de anos, depois de muitas mudanças na formação e problemas internos, os integrantes tiveram uma crise de consciência e se perguntaram o que estavam fazendo, e decidiram fazer um último show para terminar a banda, aproveitando a ocasião pra gravar o CD ao vivo chamado "Adeus". Sim, em português. Uns meses depois, Billie e Joe morreram, e Thomas e Frank (uns integrantes novos trocados) foram ter empregos novos. Um é repórter de um canal pago e outro é DJ.


Flaming Bras
Em 1974, Sydney, nasceu uma banda que é adorada até hoje, atualmente mais por rokistas. Foi quando os irmãos Andrius e Dave McCallister largaram tudo pra se dedicar ao seu sonho de viajar pelo mundo inteiro, ganhar dinheiro, beber, comer mulheres e se divertir, pra tristeza de sua mãe religiosa e seu pai militar. Recrutaram mais três integrantes e tocaram Rock an Roll puro e prazeroso com letras de curtir a vida como se fosse infinita. Em 1975 lançaram o disco "Bomb" pelo selo Atlantic Records e abriram shows pra várias bandas famosas, como Red Blade, Sphynx, White Scorpion e Peck, adquirindo experiência no palco e inspiração pra fazer shows como espetáculos com performances, pirotecnia e efeitos especiais. Com os discos "Eye To Eye", "Wrecking Ball" e "Ashes To Dust", o Flaming Bras conseguiu fama mundial e esteve pronto pra competir no mercado americano.

Chegando lá a banda deu uma repaginada no visual e se adequou ao estilo Hair Metal de roupas exageradas, cabelo bufante e maquiagem - menos o baixista Larry Lee que não quis entrar na zoeira. Lá pra 1981 a banda conseguiu emplacar seus maiores hits, as músicas "My Beat", "Fried Chick" e "Rockin at Midnite", do disco "Sun of a Bitch". Outra informação curiosa é que a banda não agradava as mulheres, por suas letras serem muito "pra homens" e o nome Flaming Bras parecer mais um deboche à queima de sutiãs (se você não entendeu o que isso quer dizer, estude História). Com isso, o público do grupo era formado majoritariamente por homens e pelas poucas mulheres que sobravam, que eram groupies e/ou mostravam os peitos nos shows. E essa não era a única "atração" nos shows, a banda fazia um grande espetáculo que sempre custava os olhos da cara dos empresários. Entre a lista de performances, havia pirotecnia quase excessiva, show de luzes, o baterista Danny Foster tocando dentro de um globo de ferro que girava enquanto ele tocava (tipo, super normal), o baixista John Baxter que fazia um solo de baixo que NÃO era chato, e o principal, o guitarrista solo Dave usando uma mochila suspensa por cabos e colada com asas estilizadas que imitavam chamas, onde Dave "voava" por cima do público enquanto solava. Isso era feito sempre no final do show, na música "Slight Smoke". Não precisa dizer que com todas essas coisas, o Flaming Bras foi uma das bandas mais respeitadas e amadas da época.

Com toda essa fama, o Flaming Bras foi uma das vítimas do Parents Music Resource Center, o conhecido comitê americano formado em 1985 que queria censurar e/ou restringir as músicas e bandas consideradas má-influência pros jovens. E a banda dava muitos motivos pra ser considerada imoral e perigosa para a moral e os bons costumes, principalmente com suas músicas "Rock Rebel", "Follow Ur Carnal Knowledge" e "Hooker Roll". Como consequência, muitas das suas músicas foram retiradas das rádios e seus CDs depois vieram com o selinho de Parental Advisory, mas não fez a banda ser menos ouvida, muito pelo contrário. Tudo que é proibido é mais atraente, então o sucesso do Flaming Bras continuou subindo.

Hoje a banda continua na ativa, mesmo já tendo todos os motivos pra estarem cansados. Uma coisa positiva de sempre usarem maquiagem é que suas faces velhas ficam disfarçadas, apesar deles serem os únicos velhos que tem coragem de serem glam até hoje (além do KISS).


Weirdogs
Formado em 1990 em Seattle, o Weirdogs foi uma banda condenada à morte desde seu início, não só por ser Grunge, que é um estilo que durou apenas cinco anos, como também por ser centrada na liderança de Greg Coil, o vocalista depressivo que podia se matar a qualquer momento, mas aproveitava isso pra compor suas músicas mortíferas e pensamentos mórbidos, garantindo o futuro do Weirdogs.

Seu primeiro disco foi o "Zero", que tinha composições surpreendentemente intensas pra músicas que duravam no máximo 3 minutos. A maior delas era "Invisible", uma música autobiográfica onde Greg contava sua vida desde a infância até a banda. Cantou que era filho de quatro pais e três mães, morava numa casa suja e não tinha bons rendimentos na escola, sendo uma criança tímida e solitária. Com desejos suicidas ainda aos 8 anos, tomou alvejante pra se matar e terminou internado num hospital local, onde foi constatado que seus pais (nenhum dos pais) era apto pra cuidar dele, o que o fez ir prum orfanato, ficar lá por 1 ano e meio tendo atenção especial e ser adotado logo depois por uma mãe solteira que tinha problemas com seu ex-marido. Na escola ele se tornou um valentão criador de problemas, ganhando o apelido de Bart Simpson e no meio do Ensino Médio, começou a ter problemas com drogas. Passou-se um tempo e a mãe de Greg falou que estava cansada daquela situação horrível e que se ele não parasse de se drogar, ele seria expulso de casa. Dito e feito, ele foi morar na rua. Uns dias depois um colega mais velho da escola o viu deitado no chão e o levou pra própria casa, onde morava sozinho e não se importou de abrigá-lo. Com um novo lar, Greg tomou jeito e decidiu ter também uma nova vida, começando a trabalhar numa loja de instrumentos. Nisso ele aproveitava e ouvia as músicas de fundo da loja, e percebeu que poderia externar um pouco dos seus demônios com a música, e decidiu recrutar integrantes pra sua nova banda colocando um anúncio na vidraça de "procura-se". Por fim, o nome desta música autobiográfica, "Invisible", era por ele se sentir invisível no mundo, principalmente quando ficou dias desolado na rua, onde percebeu como a humanidade era desumana, fria e egoísta ao tratá-lo como um ser invisível, um cachorro vira-lata inútil - daí também vem o nome da banda.

Esse disco foi um sucesso de crítica e público, especialmente o público feminino que tinha vontade de pegar Greg no colo, cuidar dele e dar tudo que ele precisava, como um instinto maternal. Os discos posteriores "Middle" e "Grey" foram totalmente ofuscados pelo sucesso de "Zero", o que foi um problema pra Greg. Ele já estava cansado de cantar seu maior sucesso, "Invisible", pois não queria ficar cantando sua vida sofrida o tempo todo, e também julgava o carinho do público para com a banda e consigo muito superficial e falso. Descontente com essa situação, o Weirdogs lançou "Mirror", com letras criticando a sociedade de maneira geral e com mensagens que ele queria que o público captasse e assim mudasse de atitude. O resultado foi decepcionante, pois o público considerou aquilo como só mais um disco, "não tão bom quanto Zero". Sentindo que falhou na vida, Greg se suicidou em 1998 num quarto de hotel, deixando pra trás uma filha que tivera num lance casual. A viúva ganhou muito dinheiro com sua morte, o que levou os fãs extremistas (principalmente AS fãs) dizerem que ela matou Greg por dinheiro.

Por fim, os músicos remanescentes fizeram outra banda, o Hope, tocando Rock Alternativo e com letras estilo "auto-ajuda", com o objetivo de levantar o astral das pessoas e ser um motivo de esperança praqueles que tem uma vida tão ou mais triste que a de Greg. Hoje eles também se engajam em causas sociais e principalmente ambientais, sempre marcando presença em shows beneficentes e megaeventos "pelo mundo, pelas crianças, pelos pandas, pelas pranta", etc.


Gary Faz
Gary Johan Faz nasceu em Estocolmo na Suécia, mudando-se com a família de 5 membros para Nova York quando tinha 5 anos. Teve uma infância feliz e desde pequeno tinha interesse pelo Rock, e inspirado em guitarristas como Jimi Hendrix, Eric Clapton  e Jimmy Page, começou a tocar guitarra aos 10 anos. Aos 15 recebeu aulas de ninguém mais ninguém menos que Tom Strummer, o músico autodidata e famoso por ser um dos melhores guitarristas modernos. Tom logo se surpreendeu com o talento do garoto, fazendo até duetos de músicas clássicas com ele e o incentivando a conhecer a Música Clássica, para aumentar seu conhecimento e habilidades musicais. E Gary ouviu Bethoveen, Vivaldi, Bach e Paganini por semanas sem nunca enjoar, até que absorveu todas essas influências e compôs inúmeras músicas próprias como hobby.

Sua família sempre foi bem sucedida. Seus irmãos mais velhos eram um neurocirurgião e uma engenheira, e pra se livrar da pressão de ter um emprego formal e uma vida massante, apostou seu futuro na música e nas composições que havia feito desde o ensino médio. Gary largou a sua faculdade de Direito pela metade e correu pediu ajuda ao seu professor e agora amigo pessoal Strummer, buscando a atenção de uma gravadora. Um contato aqui, outro ali, Gary conseguiu mostrar sua música e a gravadora simplesmente adorou, achou inovador e assinou contrato com ele imediatamente, vislumbrando sua carreira de "menino gênio". O primeiro disco de Gary foi lançado em 1984, chamado "Lose Your Illusions", que fez um considerável sucesso com músicas que iam do Rock clássico ao experimentalismo, chamando atenção da crítica especializada, mas não muita do público. E enquanto fazia shows esporádicos, foi convidado pra ser o guitarrista substituto da banda Isaiah, onde atuou por 1 ano na turnê deles.

Depois Gary Faz fez seu segundo disco "The Swamp", onde mostrou sua habilidade e seu leque de influências que geraram um álbum virtuoso e complexo que agradou e muito os críticos, e por consequência, agradou o público que confiou nos críticos. Gary Faz virou mais respeitável pelo seu nome do que pelo seu trabalho em si, o que levou muita gente a duvidar de seu talento e não lhe dar uma chance. Apesar disso, que se despiu do preconceito das primeiras impressões reconheceram o quanto Faz fez um bom trabalho,e  continuou fazendo nos seus próximos álbuns que não paravam de inovar, buscando influências fora do Rock e da Música Clássica.

A partir do álbum "Celestia", o estilo de Gary começou a ser chamado de Metal Neoclássico, um rótulo que priorizava pelas suas influências da música erudita, e também conquistava respeito automático dos amantes do Metal metal melódico e cheio de firulas. Essa fase continuou nos álbuns "Forsaken Answers", "Drowned", "The Lost Creations" e "Grasshopper", um mais complexo e sem feeling que o outro. Os fãs de coisas complexas que não significam coisa alguma adoraram, mas os fãs normais não gostaram, dando atenção ao artista apenas quando ele participava do projeto "Trinity", que é uma turnê formada por ele, Tom Strummer e outro guitarrista convidado pra juntos viajarem pelo mundo tocando suas músicas e fazendo trietos, sempre rendendo discos e DVDs ao vivo. O mais famoso é com o guitarrista Michael Evans, integrante da banda de Metal Progressivo Nibyru. Um tempo depois, Gary decidiu voltar às raízes e seguir com seu Rock and Roll e influências clássicas, fazendo a parte mais extremista e chata dos seus fãs reclamar dessa mudança repentina e chegar a conclusão que não dá pra agradar todo mundo, decidindo tocar o que quer como bem quer e quem gostar, é lucro. Hoje Faz faz sucesso tanto com sua música quanto por seu sobrenome, que nas línguas lusófonas pode-se fazer várias piadas e trocadilhos sem graça.

***
Com um pouco de esforço, vai dar pra perceber as referências que este autor usou pra construir todas essas biografias. No próximo artigo deste salmo, ele fará biografias típicas de bandas de Metal. Adeusmetal.

2 orações:

AprendizBre disse...

"espetáculo dadaísta surrealista da neo-pop art ortodoxa com influências do classicismo futurista pós-moderno cosmopolita tchecoslovaco"

Lady Hawke disse...

Gosto muito do rock, entendo a importancia do Kurt no seu tempo mas não suporto essa idolatria por uma pessoa que era doente mas era tratado como genio imcoompreendido.PRefiro ver o lado de quem não se entregou recomendar a biografia de Sting- Fora do tom. um verdadeiro exemplo de superação, de familia pobre,começou a trabalhar pequeno e viu a mãe traindo o pai cm outro homem,mesmo assim venceu na vida , funou uma das bandas mais influentes do rock e se importar em ajudar os outros.

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