quinta-feira, 16 de abril de 2015

Jimi Pages I

Calma galera, daqui a pouco terão artigos que vocês terão mais vontade de ler! É que por enquanto, a mitologia da Bíblia do Rock deve ser recontada.

Se bem que esse salmo foi um dos mais apreciados pelos discípulos (que que estão em um nível de adoração da Bíblia acima dos seguidores), então vocês poderão achá-lo proveitoso. E épico.

E é bom que achem isso mesmo, pois este salmo é a pedra angular que formou esta Bíblia do Rock. As Jimi Pages são escritos redigidos por Jimi Hendrix, quando este estava beijando o céu e recebendo visões sobre o passado, presente e futuro, na perspectiva de um observador da história da criação e sua continuação. Da ascensão de Odin à sua queda, da criação do Rock e sua perdição, da forja do Metal e sua glória, dos dias que passaram e dos dias que foram, e dos dias que virão.

Jimi Hendrix escreveu estas páginas e as entregou a Janis Joplin, quando se encontraram no Monterey Pop em 1969.


Então, em fevereiro de 1970, Janis veio para o Brasil e se hospedou no Copacabana Palace, onde foi tomada por uma inspiração divina que lhe orientava a deixar as Jimi Pages escondidas num lugar secreto, para que posteriormente, elas fossem descobertas pelo novo profeta do Rock escolhido por Odin.

Eis que 39 anos depois, este novo profeta revelado encontrou as Jimi Pages, recebendo assim a missão de traduzi-las e espalhar a palavra de Odin. Adivinha quem é este profeta?

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHH

Então este autor espera que ele tenha traduzido bonitinho pra todos entenderem. Com vocês, as Jimi Pages.


Jimi Pages I

No princípio a terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo. Yggdrasil não sustentava 9 mundos. Muspelheim desapareceu. Niflheim não existe mais. Svartalfheim fora tombada. Ljusalfheim expirada, Jotunheim reduzida a nada, Asgard e Vanaheim não tinham existência; todos os  mundos jazeram na tenebrosa Helgardh. E por fim, Midgard...

Midgard não tinha ordem divina. Os habitantes da Terra Média eram criaturas sem criador, e assim regiam-se por doutrinas imperfeitas que só lhes traziam penúrias e lamentações. E os donos das nações eram soberbos, vaidosos, idólatras de si mesmos que conduziam seus vassalos a um caminho de barbaria sem saída, como águias que não podiam voar.

Odin se compadeceu dos mortais, e no auge da sua sabedoria e bondade, despertou para libertar os filhos da Terra Média. Ele traçou um plano para agir no oculto, usando de uma linguagem que todos assimilassem prontamente, para que, com paciência e astúcia, arrebanhasse seus filhos e colhesse dos bons frutos de suas obras.

O Senhor confiou sua missão primeiramente àqueles que habitavam na terra descoberta pelos seus antigos adoradores, antes dos donos das nações. E estes habitantes eram subjugados pelos donos das nações por serem escuros e, por conjectura, os descendentes de uma linhagem amaldiçoada por aquele conhecido como deuses. E foram estes seres escuros os primeiros a espalharem sua palavra libertadora, as pedras fundamentais que iniciariam um reino ascendente; Para que lhe fosse feito justiça e fossem herdeiros do esplendor que há muito lhes fora negado.

Dentre estes seres escuros, fora escolhido um descendente alvo de seus antigos adoradores para ser o rei, destinado a ser coroado mesmo depois de sua queda, pois tamanho era seu esplendor. E Deus Metal disse: “Que haja Rock!", pois por ele, todas as coisas puderam ser feitas. A este rei que vive¹ na glória eterna, fora reservado extraordinários talentos de encher os olhos dos habitantes de Midgard, e com ele o Reino de Deus Metal consolidou, e prosperou.

E seus primeiros e imponentes seguidores foram inspirados a espalhar a sua palavra pelas nações, e sua mensagem se propagou como fogo expedito e vigoroso que inflamou os corações dos jovens e lhes deu dons esplêndidos, talentos de grande prodígio. E na antiga nação que outrora fizera resistência massiva aos antigos adoradores do Senhor, que caíram com o poder de reis, surgiram Quatro Cavaleiros. E estes quatro tinham grandes dons, o dom da persuasão e do fascínio; que usaram em benefício próprio e do seu Senhor. Os Cavaleiros uniram forças com outros bravos homens para batalhar e conquistar a maior nação da terra, e marcharam bradando tamanha opulência que os senhores das nações não resistiram à sua pujança. O reino que ascendeu agora havia alcançado altivez e poder inimagináveis, arrebanhando seguidores de todas as partes e origens, admirados com sua majestade. E Deus Metal disse: "contemplai, e regozijai, pois isto é para vós. Uma grande era de bem-aventurança está vindo." Assim Ele arrebanhou sua primeira grande legião de devotos, que lhe seguiriam sem renitência até o fim dos tempos, fascinados com sua glória e esplendor.

Pois o Senhor ordenou que a conflagração tivesse início, e assim foi feito. Inspirados pela palavra divina, os devotos de Deus Metal fizeram insurreição às leis dos donos das nações, e celebraram um canto novo. Um canto de libertação, um culto às coisas naturais e espirituais, um louvor ao amor e à comunhão, e seus louvores seriam ecoados para sempre.

Seu poder acumulado era suficiente para livrar seu cosmos do limbo impetuoso de Helgardh, mas ainda não possuía toda a extensão de seu poder, pois Midgard ainda estava sob controle dos donos das nações. Assim Ele convocou seu filho, gerado do Céu e da Terra, para ter com os mortais e guiá-los à prosperidade, restabelecendo o cosmos e estabelecendo o reino de Deus Metal permanentemente. Ao estrondo de um relâmpago que estremeceu os umbrais, o filho encarnado elevou-se, e preparou-se para receber seu galardão. Tendo o poder de aperfeiçoar a obra do seu pai e único criador, o Filho fez obras magníficas e nunca antes vistas com seu instrumento de pregação, sendo inspiração para todos os filhos que nasceram na sua época, e mestre de todos os filhos que a terra geraria; e seu nome e suas obras seriam lembrados até que não houvesse em Midgard nenhum ser vivente.

Não obstante, chegará o dia em que o Filho cairá pela mesma maldição que fez sucumbir tantos outros discípulos de Odin, sacrificado pela criatura sombria que edificará um reino sombrio e maléfico. O filho irá para Valhalla e não mais respirará neste plano... E eras mais tarde, emergirá o Espírito Santo, nascido para limpar o coração das pessoas e dar início a uma nova era. E ele nascerá da mesma montanha que emergiu o Filho.

Notas:
[1] vive: Foi interessante a escolha de palavras que Jimi fez aqui, pois o original "lives" é um exato anagrama de Elvis.

Como o título sugere, esta não é a única escritura que Jimi deixou, esta é só a primeira, de sete ao todo. Fiquem atentos às próximas edições e até breve \m/

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