quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pedras e metais preciosos

O Rock nasceu com a formação Voz-Guitarra-Baixo-Bateria, mas com o passar do tempo essa pedra foi agregando novas partículas e mudando sua composição, gerando novos elementos químicos, moléculas, famílias e etcs. Para acompanhar essa evolução, este autor vai fazer uma lista de bandas ou gêneros que fogem da formação anteriormente dita, mostrando e explicando estes novos elementos com os leitores.

E é bom que vocês tenham conhecimento básico de Química de Ensino Médio, senão vão ficar boiando com os termos


Séries Musicais Esquecidas
As Séries Musicais Esquecidas são conjuntos de elementos químicos que apresentam as mesmas propriedades físicas e químicas (bandas que apresentam mesmos instrumentos e sonoridades), mas que são ignoradas na Tabela Periódica (ignorados pelas pessoas que lembram dos gêneros mais famosos como Punk, Progressivo ou Hard). Aqui vai uma lista deles:

AOR
AOR é um subgênero que muitos conhecem e poucos sabem que se trata de AOR! O termo inicialmente não era usado como um subgênero, mas descrevia a iniciativa de certas rádios estadunidenses que não focavam em tocar apenas singles e hits das bandas de Rock e Rock Progressivo da época. Essas rádios tocavam as músicas que queriam das bandas que queriam, e às vezes até tocavam álbuns inteiros. E como pode imaginar, essas rádios não tinham grandes interesses comerciais. Daí vem o significado do termo AOR: Album-Oriented Radio (Álbum orientado ao rádio).

Mas isso foi na década de 70. Já na década de 80, a maioria das rádios se limitava a tocar apenas os hits e singles das bandas, e assim as bandas se dedicavam a fazer músicas mais comerciais e assimiláveis para chamar atenção do público e "estourar nas paradas de sucesso". Até hoje as bandas fazem isso, fazem uma canção mais comercial pra tocar na rádio e mostram suas verdadeiras habilidades no seus álbuns. E foi assim que várias bandas de Hard Rock fizeram músicas com o intuito de serem mais assimiláveis e pop, dando-nos estes clássicos que conhecemos, ouvimos e amamos até hoje.



Notou os tecladinhos, refrões pegajosos, melodias simples e quase inexistência do peso e da acidez característicos do Rock? Pois essas foram as fórmulas que as bandas assumiram para serem um sucesso.

Tiveram também bandas underground e desconhecidas que se especializaram nessas características (especialmente nesses tecladinhos eletrônicos) e se dedicaram a integrá-las à sua identidade. Foi aí que o AOR (agora chamado de Album-Oriented Rock) se tornou um subgênero para caracterizar esse tipo de Rock melódico.



E essas últimas duas bandas são ativas até hoje, pra mostrar como o Rock Melódico ainda vive!


J-Rock
Essa série tem elementos bem distintos, podendo variar as suas composições e combinações e gerando inúmeras moléculas. Ou seja, tudo que toca na mão dos japoneses passa por uma metamorfose gigantesca, deixando o Rock quase irreconhecível. Quase, pois a base e a essência dele ainda estão lá, mas com ritmos diferentes, sonoridade diferente, técnicas diferentes, melodias diferentes, e é claro, idioma diferente. Mas não é uma coisa ruim, de forma alguma. É só um som diferente do que estamos acostumados.


E aí, curtiu? Pois talvez você não curta a parte mais "truezona" do J-Rock, que é amada por otakus e demais ocidentais baba-ovo da cultura japonesa, o chamado Visual Kei. Nele, o Rock nem é mais Rock, é um punhado de sons eletrônicos com uma guitarra e bateria perdidas no meio da música. Mas vai que você gosta, né.



Rock Brasileiro
Sim, brasileiro! Sabe como é, nosso país é um dos mais ricos (se não o mais rico) em fauna e flora musical, inventamos estilos de música aos montes: Samba, Brega, Sertanejo, MPB, Arrocha, Baião, Pagode, e até o Rock pra gente é único. Nós fazemos uma salada tão grande que esse rótulo (Rock Brasileiro) caiu muito bem conosco. Entre os estilos que misturamos, temos o Pop, Ska, Música Latina, New Wave, Disco, Rockabilly, e muitos outros. É por isso que certas bandas como essas abaixo são consideradas Rock... mas é versão brazuca!



Há um detalhe: como os críticos são um bando de idiotas e cometem muitos erros ao categorizar gêneros, eles consideram que bandas como Paralamas do Sucesso, Skank, Jota Quest e até Erasmo Carlos tocam Rock, mas não se deixe levar por esses idiotas. Deixe-se levar apenas pelo Espírito do Rock e ele mostrará o caminho... pra dar nome aos bois. Afinal, quem tem a autoridade pra te impedir de gostar de Ska, que é o que essas música abaixo realmente tocam?



Rock Instrumental
Esse gênero é bastante conhecido entre os que se envolvem mais intimamente com instrumentos e com guitarras. Os críticos idiotas acham que o Rock Instrumental veio ANTES do Rock and Roll (o Rock do tipo do Elvis Presley, sabe), mas a definição de Rock Instrumental é Rock sem voz, com foco no instrumental e onde o trabalho do guitarrista virtuoso se destaca. São os guitarristas as estrelas principais, que esbanjam talento e técnicas que fazem um novato adorador de Guitar Hero ficar doidinho com tanto sagacidade.




Gêneros de fusão
Os gêneros de fusão são séries que abrangem muitos elementos, mas que tem particularidades que as diferenciam das séries mais tradicionais, podendo fazê-las desconsideradas da Tabela Periódica do Rock. Traduzindo: são gêneros que misturam Rock e outros gêneros musicais, e às vezes fica uma mistura tão grande que nem podem mais ser chamados de Rock.


Para falar dos gêneros de fusão, este autor separou-os em duas categorias:

Fusão clássica: são as fusões musicais feitas pelos músicos e bandas clássicas, que são o Blues Rock, Folk Rock e Country Rock (ou até Jazz Rock). Essas fusões existem porque todos sabem que o Rock N' Roll não surgiu do nada, mas foi um estilo derivado do Blues, Jazz, Country e Folk, e por isso recebendo influências de todos eles. Músicos como Janis Joplin, The Doors ou Frank Zappa não escondem suas influências e mostram que esse negócio de rotulá-los como Blues Rock, Folk Rock e BláBláBlá Rock é desnecessário, pois o nosso Rock tradicional não esconde suas raízes! Não precisa especificar tanto assim.

Fusão variada: são as fusões que extrapolam e misturam o Rock a outros estilos, formando por exemplo:
  • Ska Punk (Punk Rock + Ska) - amostra
  • Rapcore (Rap + Hardcore) - amostra
  • Rock Gótico [Darkwave (New Wave . Clima decadente) + Post-Punk (Rock Alternativo)] - amostra
  • Cello Rock (Rock/Metal + Violoncelos) - amostra
  • Metal Sinfônico e Metal Neoclássico (Heavy Metal + Música Clássica) - amostra
  • Folk Metal (Heavy Metal + Música Folk Escandinava) - amostra
  • Nu Metal (Metal Alternativo + Hip Hop) - amostra
  • Metal Industrial (Heavy Metal + sintetizadores, sonzinhos eletrônicos e demais artificialidades)
  • E outros por aí.
Os que estão na cor vinho não fazem parte da Tabela Periódica do Rock.


Átomos anômalos
Átomos anômalos são átomos que tem estruturas diferentes, mas não perdem suas composições originais. Ou seja, bandas que tem estrutura instrumental diferente, mas que continuam fazendo parte da Tabela Periódica do Rock. Neste artigo, este autor catalogará 6 átomos anômalos:

Nome: White Stripes
Série Musical: Rock Alternativo
Descoberto em: Estados Unidos
Estrutura: 1 Vocalista e Guitarrista + 1 Baterista
Sobre: O White Stripes é uma banda que foi inovadora na época, pois provou que dá pra fazer uma banda sem baixista e só com 2 integrantes. Mas isso não é bem verdade, pois algumas cordas do guitarrista Jack White eram mais grossas que o normal, mostrando que é preciso um tom grave pra servir de base, exatamente o que o baixo faz. A banda era formada por Jack e Meg White, dois ex-casados que todo mundo pensava que eram irmãos, simplesmente pelo fato dos dois se chamarem White. Na verdade Jack escolheu ter o nome DELA pra se casar, o que causou o engano de todos. A banda encerrou as atividades em 2011 por "vários motivos", segundo eles mesmos.


Nome: Burzum
Série Musical: Black Metal
Descoberto em: Noruega
Estrutura: 1 Vocalista, Guitarrista, Baixista, Tecladista e Baterista
Sobre: Sabe o Bombril, que tem 1001 utilidades? Então, Varg Vikernes, único integrante do Burzum, é um homem que tem 7 utilidades: toca 4 instrumentos, é vocalista, compositor e produtor. Ele mesmo se empresaria com o selo Byelobog Productions. Ele faz tudo sozinho!!! Ele é o próprio dono da própria gravadora e manda em si mesmo na banda! A única coisa que ele não faz (nem sozinho) é fazer shows, porque seria ridículo ele tentar tocar guitarra, baixo, bateria, teclado e ainda cantar ao mesmo tempo. E essa "banda" já tem uma discografia sólida desde 1991 com 17 discos (entre EPs, demos e compilações). Em 1999 a as atividades da "banda" foram adiadas, pois Varg foi condenado a pagar 21 anos de prisão e mais 10 anos de condicional, tudo isso por assassinar Euronymous, ex-colega e líder de outra banda, o Mayhem. Eita vida movimentada! O Burzum voltou da prisão em 2009 e anda lançando um disco atrás do outro em cada ano.


Nome: Bassinvaders
Série Musical: Heavy Metal

Descoberto em: Alemanha
Estrutura: 1 Baixista + 2 Baixistas, Vocalistas + 1 Bateristas
Sobre: Em Bassinvaders não se acham guitarras, apenas baixos e uma bateria solitária. Essa doideira é um projeto solo de Markus Großkopf, baixista e vocal de apoio do Helloween. Ele pensou "Como seria uma banda sem nenhuma guitarra?" Aí ele formou uma banda com destaque máximo para baixistas. O Bassinvaders lançou um único CD até agora, o "Hellbassbeaters" de 2008.


Nome: Van Canto
Série musical: Heavy Metal, Power Metal
Descoberto em: Alemanha
Estrutura: 1 Baterista + 5 Vocalistas
Sobre: O Van Canto é uma banda que toca Metal à capela. Quer dizer, CANTA Heavy Metal. Isso mesmo, essa banda tem um baterista e 5 vocalistas que se dividem pra fazer os sons das guitarras, baixo e vozes solo. Acha impossível? Pois não é. Acha ridículo? Bom, aí vai da opinião de cada um. Além de fazer músicas próprias (!), a banda é mais bem-sucedida por seus covers de clássicos do Metal, trazendo uma experiência nova aos fãs de Heavy Metal tradicional e deixando-os divagando: "Como seria se "Fear of The Dark" fosse tocada só com vozes?", pois aqui está:


Nome: Apocalyptica
Série Musical: Metal Sinfônico

Descoberto em: Finlândia
Estrutura: 3 Violoncelistas + 1 baterista
Sobre: Agora vemos uma banda que tem instrumentos nada a ver! O Apocalyptica tem enorme fama no cenário do metal por ter 3 violoncelistas e um baterista, levando uma experiência nova e cativante pra todo admirador da versatilidade do Metal. Antigamente ela se dedicava a fazer mais covers, mas com o passar do tempo foi trazendo composições próprias também, como também trazendo convidados especiais como na obra a seguir:


Nome: Haggard
Série Musical: Metal Sinfônico

Descoberto em: Alemanha
Estrutura:
  • 1 Baixista
  • 1 Contrabaixista
  • 2 Cravistas, Tecladistas, Pianistas e Organistas
  • 1 Vocalista tenor, Fagotista e Tocador de Cromorne
  • 2 Flautistas
  • 1 Flautinista e Violinista
  • 1 Guitarrista
  • 1 Guitarrista, Percussionista e Tocador de Timbales
  • 1 Tocador de Tambor e Timbales
  • 1 Oboísta e Flautista
  • 1 Tocador de Timbales, Sinos e Percussão Clássica
  • 1 Tocador de Tambores e Timbales
  • 1 Trompista e Percussionista
  • 1 Violeiro
  • 1 Violinista
  • 3 Violoncelistas
  • 2 Vocalistas soprano
  • 1 Vocalista tenor
Sobre: Isso não é uma banda, é uma orquestra!!! Sim, essa é a intenção! O Haggard certamente é a maior banda de Metal do mundo, e toca Symphonic Metal com uma sonoridade calcada no medievalismo, razão por ter tantos instrumentos estranhos como oboé, fagote e cromorne. A banda surgiu em 1989, mas só lançou um registro oficial em 1992, uma simples demo e sem a quantidade de integrantes que tem atualmente, pois antigamente a banda preferia tocar Death Metal. Hoje ela mudou de ideia e toca Metal Sinfônico com essa orquestra, tendo lançado 12 obras oficiais incluindo álbuns, compilações e DVDs.


Também não vamos nos esquecer do SlipKnot, que também tem uma formação muito peculiar: 1 vocalista + 1 Baterista + 2 Guitarristas manetas + 1 Baixista morto + 1 DJ + 1 Animador de Torcida + 1 Conta-regra + 1 Boneco de posto.


Moléculas anômalas
As Moléculas anômalas são átomos que se combinam e formam moléculas, mudando suas composições e estruturas drasticamente. Ou seja: são bandas que incorporam estilos totalmente diferentes e impensados, mantendo praticamente todas as características de ambos os estilos, Rock/Metal e o outro à escolha. Neste artigo, este autor catalogará 6 destas moléculas:

Molécula: Moda de Rock
Combinação: Rock/Heavy Metal + Viola

Descoberto em: Brasil
Estrutura: 2 Violeiros
Sobre: Moda de Rock é um projeto criado pelos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder onde eles tocam clássicos do Rock/Heavy Metal na Viola, sem ajuda de guitarra, baixo, bateria, nada disso. O resultado final é uma incrível releitura de músicas no estilo mais brasileiro e fascinante que você pode encontrar. O projeto tem nome e se chama "Moda de Rock: Viola Extrema", um disco e DVD lançado em 2010. Veja o que eles conseguem fazer com apenas dois violas:


Molécula: Huaska
Combinação: Heavy Metal + Samba + MPB

Descoberto em: Brasil
Estrutura: 1 Vocalista + 1 Guitarrista e Violonista + 1 Guitarrista + 1 Baixista + 1 Baterista
Sobre: Se você se impressionou as violas caipiras antes, vai ficar boquiaberto com esta banda: Huaska foi formado em 2002 em São Paulo, e faz uma mistura coesa e excelente de Metal e Samba/MPB, mistura que a própria banda chama de "Bossa Metal". Ela já lançou o EP "Mimosa Hostilis" de 2003 e também três CDs: "E Chá de Erva Doce" (2006), "Bossa Nenhuma" (2009) e "Samba de Preto" (2012). Confira o resultado dessa façanha:

OBS: Existe outra banda que mistura o Rock com Samba chamada Sambô, mas não está aqui na lista oficial porque não faz questão de misturar Rock com Samba o tempo todo. Confira.

Molécula: Madame Saatan
Combinação: Rock/Metal + Guitarrada + Carimbó + Lundu

Descoberto em: Brasil
Estrutura: 1 Vocalista + 1 Guitarristas + 1 Baixista + 1 Baterista
Sobre: O Madame Saatan é uma banda de Belém do Pará que tem o nome inspirado num capoeirista carioca famoso (conhecido como Madame Satã. Pode ver na Wikipedia que ele existe). E é com todo esse espírito brasileiro que a banda tem uma vocalista que canta com sotaque tipicamente regional e dá voz ao instrumental altamente influenciado pelos sons também regionais. Dá pra perceber isso na primeira audição:

OBS: E falando em bandas com toques brasileiros, a banda de Death Metal Técnico Cangaço fala sobre o Sertão. Este autor considera o Cangaço como o Nile brasileiro. Confira.

Molécula: Diablo Swing Orchestra
Combinação: Heavy Metal + Dark Cabaret + Flamenco + Música Clássica

Descoberto em: Suécia
Estrutura: 1 Vocalista + 1 Vocalista e Guitarrista + 1 Vocalista e Tecladista + 1 Baixista + 1 Violoncelista + 1 Trombonista + 1 Trompetista + 1 Baterista
Sobre: Reza a lenda que em 1501 havia uma orquestra que fazia um som tão inigualavelmente divino que todas as pessoas eram arrebanhadas pra ouvirem suas obras. Porém a Igreja, sempre cruel e sanguinária, viu esta orquestra como uma "orquestra do diabo", e por isso condenou os instrumentistas por morte por enforcamento. MAS fora deixada uma carta para seus descendentes continuarem suas obras e reunissem a orquestra para mais uma vez o mundo louvar suas obras divinas. É o que a própria banda diz, agora resolvam com ela se isso é verdade ou não! Agora sobre a sonoridade da banda, não adianta falar que ela mistura Flamenco e Dark Cabaret se você não sabe que porras são essas. É melhor você ouvir, parece um Metal Sinfônico subido de nível:


Molécula: Amaranthe
Combinação: Metal Industrial + Pop + Metal melódico + vocais guturais
Descoberto em: Dinamarca e Suécia
Estrutura: 2 Vocalistas limpos + 1 Vocalista gutural + 1 Guitarrista e Tecladista + 1 Baixista + 1 Baterista
Sobre: Provavelmente esta será a única banda de Industrial que você irá gostar (ou não). O Amaranthe é assim: ame-o ou deixe-o. Ele faz um som inovador com seus efeitos eletrônicos coesos e misturas bem sacadas de Metal melódico com vocais guturais em meio a uma sonoridade límpida e bem enérgica. Grande parte dessa sonoridade luminosa se deve aos dois vocalistas, Jake E e Elize Ryd (homem e mulher), que revezam seus vocais limpos com o gutural de Andy Solvestrom. Com tudo isso, a banda é classificada como uma mistura de Death metal Melódico, Metalcore, Power Metal, Metal Alternativo e Metal Industrial. Entretanto, este autor classifica esta banda como Rave Metal, por ser o único gênero que chega mais perto de classificá-la. Mesmo ele sendo inventado.

OBS: Outra banda que segue nessa linha de Dance Metal é a Ravenscry, que toca um Techno Doom Metal (outro rótulo inventado) que combina um som gótico e sombrio from darkness com uns sons eletrônicos até demais. Confira esta peça aqui.

Molécula: Fleshgod Apocalypse
Combinação: Metal Sinfônico + Death Metal

Descoberto em: Itália
Estrutura: 1 Guitarrista e Vocalista gutural + 1 Baixista e Vocalista limpo + 1 Batarista, Vocalista e Guitarrista, 1 Pianista
Sobre: Certamente você já ouviu bandas como Dimmu Borgir e Cradle of Filth, que fazem o chamado Symphonic Black Metal, um Metal Sinfônico onde são usados guturais e técnicas pra deixar a sonoridade mais cadenciada. Pois bem, esta banda faz exatamente o oposto: Faz um Metal Extremo e coloca a melodia sinfônica em segundo plano, mas bem coesa e contrastante com o peso e fazendoe ssa união ser maravilhosamente explosiva. Veja o resultado dessa união improvável:

OBS: Outra banda que faz um Symphonic Death Metal (sim, é assim que estão chamando o Fleshgod Apocalypse) é o MaYaN, um projeto solo do líder do Epica, Mark Jansen, que por acaso é o carinha que faz os guturais de lá. O MaYaN não consegue ser tão agressiva quanto o Fleshgod na sonoridade, mas vale a pena rotulá-la como Symphonic Death Metal também. Confira.

***
Com o tempo, essas Séries esquecidas, Átomos e Moléculas Anômalas podem até ter seu espaço na Tabela Periódica do Rock, e quem sabe até fazer uma reviravolta nela mostrando novas possibilidades e jeitos de se executar Rock e Metal, diferentes do que a gente está acostumado e sem ter o espírito herege de Metalcores da vida. Vamos ver se tais átomos e moléculas se desenvolvem pra termos um futuro bem mais rico e com muito mais elementos químicos pra estudar e descobrir.

7 orações:

Anônimo disse...

Ótimo...

Dhanylo disse...

Diablo Swing Orchestra tem até um pouco de musica tradicional japonesa, j-pop e eletronica em algumas músicas. Mas é realmente uma orquestra divina, amém.

Anônimo disse...

Pô, vlw profeta, adorei o Amaranthe e o tal do Nightmare (j-rock). Vlw pelo artigo ! :D

Bruno disse...

Ótimas explicações! Valeu a pena esperar por esses tipos de posts gigantes que garante um conhecimento maior.Já estava até cansado de abrir aqui e ver esses "artigos tapa-buracos" (que são bons, mas sem muito conteúdo, como esse acima).

Anônimo disse...

O que fizeram com voce rock? Te misturaram com samba, o rock não merce isso. Sertanejo e samba são uma porra de uma merda, e querem misturar isso com o rock? Ele nãoo merece isso.

Renan Lima disse...

^ Intolerante você, hein.

Anônimo disse...

Não curti todos as bandas, mas curti o fato de tu falar de todos os gêneros de uma forma positiva(uma vez que sempre achei que o rock brasileiro merecia mais reconhecimento). Melhor preparar as pessoas pra gostar do que pra odiar, né?

O blog ta bem diferente da última vez em que eu entrei, muuuito tempo atrás. Sempre achei ele meio infantil, mas levava tudo na piada. Agora ele mantém esse jeito brincalhão, mas sem todo o criticismo de antes. Curti.

Postar um comentário