terça-feira, 12 de agosto de 2014

Nerdbanger

Dizem que toda pessoa tem seu lado nerd. Mas isso não quer dizer que todos nós somos tímidos, retraídos e temos dificuldade de interação social. Não quer dizer que somos interessados exclusivamente em atividades que estimulam nosso intelecto e/ou que nos tirem da realidade. Nem quer dizer que todos somos alheios aos padrões comportamentais e estéticos aceitos pela sociedade. “Ter seu lado nerd” na verdade significa usar óculos e aparelho, ler quadrinhos, mangas, graphic novels e livros de fantasia, ver desenhos animados e animes, assistir a filmes de ficção científica e super-herois, jogar videogames e RPG (de mesa ou online), enfim, fazer coisas que qualquer pessoa pode fazer. Você viu Star Wars? SEU NERD! Você leu Tolkien? NEEERD! Você lê quadrinhos? NEEEEEEEEEEEEEEERD!!! Enfim, basta fazer uma dessas coisas, basta ter um óculos wayfarer pra chamar alguém de nerd.

Na verdade, se você usar esse óculos, pode ser chamado de nerd, hipster e colorido!

Pois se a definição de nerd atualmente é fazer essas coisas, ao invés de ser aquele carinha estranho que não conversa com ninguém e só tira notas altas na escola, os rockeiros são nerds de carteirinha! Neste artigo, você vai entender como rockeiros e headbangers são nerds genuínos, tão nerds que se confundem com os nerds genuínos. Epa, essa frase ficou confusa...


Modinhas
O primeiro fator que liga nerds e rockeiros: ambos são tratados como modinha. Os nerds o são mais atualmente, graças a filmes de super-herois, seriados e livros de fantasia terem se tornado mais populares, mas os rockeiros são tratados como modinha quase desde sempre, graças às suas vestimentas e acessórios, comportamento e atitude, gestos, e por se dividirem em meia dúzia de tribos urbanas e subculturas: hippies, punks, grunges, headbangers, góticos, screamos...

Mas como nerds e rockeiros se tornaram modinhas se eles sempre existiram, se eles não são fabricados pela mídia nem nada assim? Acontece que algumas vezes, o sistema não precisa fabricar novidades pra empurrá-las goela abaixo das pessoas. Algumas vezes ele percebe que existem certos grupos que vem consumindo determinados produtos espontaneamente, sem o incentivo da propaganda, da mídia, de nada. Ora, ninguém falou pro nerd consumir quadrinhos, livros, videogames, filmes e outras “coisas nerds”, ele o faz porque quer, assim como rockeiros sempre consumiram camisas, acessórios, CDs, produtos com as marcas de suas bandas e etc naturalmente. Então o sistema vê nesse seleto grupo de pessoas a chance de lucrar, vendendo e fabricando produtos focados nesse público-alvo.

MAS... o sistema não para por aí. Ele quer que o lucro gere mais lucros por cima de lucros e lucros e lucros até o infinito. Ele não se contenta em apenas vender produtos específicos pra esse público-alvo, ele quer que esses produtos sejam vendidos pra mais pessoas. Dessa forma, o sistema apresenta aquele nicho de pessoas que até então era desconhecido / ignorado / marginalizado como a novidade do momento, a nova tendência da estação. Rapidamente os nerds que eram discriminados e depreciados se tornam os cool, e os rockeiros que eram underground e rejeitados por não tomarem banho se tornam a nova moda descolada e estilosa.

Os veículos de comunicação se empenham em desvendar esse “fenômeno” rockeiro e essa “explosão” nerd, tratando eles como uma raça extraterrestre que acabara de ser descoberta, ou uma tribo desconhecida de costumes exóticos que há pouco tempo (coincidentemente, desde o momento que a mídia os mostrou) conquistou seu devido reconhecimento e respeito, definindo o que essas criaturas são, como é seu visual, como vivem, quais são seus hábitos e do que eles se alimentam, deixando as araras marsupiais australianas mostradas no Globo Repórter com inveja.

Tudo isso pra que o senso-comum se interesse por eles e aja como eles, seja como eles, consuma o que eles consumam. Assim aquela série nerd é assistida, aquela banda bem rock pauleira da revista é ouvida, aquele óculos nerd é usado, aquela camisa grunge é vestida, aquela HQ é lida, aquele penteado punk é feito, aquela capa de celular geek é comprada, aquela maquiagem gótica é comprada, aquele livro de fantasia é best-seller... No final, tudo que tenha o rótulo “nerd” e “rockeiro” é vendido, restando aos nerds e rockeiros genuínos apenas a reclamação por terem se tornado modinha e aceitos por qualquer ignorante. Se bem que... isso pelo menos os livra de serem mal-vistos, não? Bem, isso já é outra história.


Interesses
Como dito no segundo parágrafo deste artigo, se ser nerd é se interessar pela fantasia e ficção, consumir as artes que ninguém costuma levar a sério como desenhos animados e HQs, entre outras coisas, os rockeiros nem precisam provar que são nerds. Eles já são!

Rockeiros tem um forte gosto pela literatura, em especial pelos gêneros de terror e fantasia, que inspiram músicas e bandas de variados estilos. O terror é inserido por quaisquer bandas que queiram buscar inspiração pras suas letras sombrias ou contar histórias macabras, mais especialmente o Metal e Metal extremo. Alguns dos autores que mais influenciam o Rock e Metal são Edgar Alan Poe, Stephen King e Howard Philips Lovecraft, que inspiraram bandas como Ramones, Stevie Nicks, Blue Öyster Cult, The Alan Parsons Project, Grave Digger, Anthrax, Iron Maiden, Nightwish, Moonspell, Metallica, Cradle of Filth e Black Sabbath.


Já a fantasia tem lugar de destaque, especialmente aquelas histórias ambientadas ou baseadas na Era Medieval. A maior fonte de inspiração certamente foram as obras de J. R. R. Tolkien, que inspiraram bandas de Rock e Metal dos mais variados estilos, até aqueles que não parecem tem muito a ver com elfos e anões, como o Black Metal. Aqui vai uma PEQUENA lista de bandas que se inspiraram em Tolkien: Led Zeppelin, Rush, Yes, Genesis, Battlelore, Blind Guardian, Lothlöryen, Behemoth, Gorgoroth, Burzum, Summoning, Rotting Christ, Marduk, Amon Amarth, Cruachan, Elvenking, Rivendell (...)


Rockeiros também jogam videogames! Aliás, são um dos povinhos que mais jogam. Não há jogos preferidos ou típicos dos rockeiros, eles podem gostar dos clássicos de 8 bits até os de última geração com gráficos 7D, dos jogos de tiro e estratégia até os jogos do facebook que tem muita estratégia, como Candy Crush e Pet Rescue Saga. Ou não...


Algumas vezes as desenvolvedoras gostam de focar seus jogos nos rockeiros. O primeiro jogo abençoado por Deus Metal foi lançado em 1978, um pimball personalizado do KISS.

Em 1993, foi lançado Rock & Roll Racing, que era um jogo de corrida com uma trilha sonora composta por "Paranoid" do Black Sabbath, "Born To Be Wild" do Steppenwolf, "Bad To The Bone" de George Thorogood and the Destroyers, "Radar Love" de Golden Earring e "Highway Star" do Deep Purple.



E este é Guilty Gear, um jogo de luta lançado em 1998 conhecido por suas inúmeras referências ao Rock: o personagem Axl Low que tem o nome inspirado em Axl Rose, e se parece muito com o cantor (nos seus anos dourados, claro). Também tem a personagem Milia Rage, cujo ataque especial chama-se Iron Maiden. O personagem Ky Kiske é inspirado nos músicos do Helloween Kai Hansen e Michael Kiske, e o nome de seus ataques são Rising Force (álbum de Yngwie Malmsteen) e Ride The Lighting (álbum do Metallica). O personagem Sol Badguy faz alusão à música "Mr. Bad Guy" do Queen, e seu verdadeiro nome é Frederick, parecidíssimo com Freddie Mercury. E os personagens Testament e Slayer são inspirados nas bandas homônimas. E todas essas referências são só o começo!

E vejam agora este jogo lançado em 1999, que tem a participação muito bem-humorada de Eddie, o monstro! (Globo feelings).


E como não lembrar do Guitar Hero? Ele que iniciou muita gente ao Rock e deixou algumas dúzias de posers pelo caminho? Apesar desse detalhe, não dá pra negar que esse jogo é bão dimais, não é à toa que teve 6 edições, edições especiais com Aerosmith, Van Halen e Metallica, rockstars como personagens jogáveis e spin-offs, como Band Hero e DJ Hero (sim, bela porcaria). Também foram criadas várias versões (eufemismo para imitações) do Guitar Hero: jogos feitos em Flash mal-feitos pra caramba, versões hackeadas com músicas que não fazem parte da lista de músicas original, e até um concorrente do Guitar Hero, o...

Rock Band! Esse jogo surgiu depois que a empresa Harmonix Music Systems deixou de desenvolver o Guitar Hero, criando o Rock Band em parceria com a MTV Games. O jogo conta com algumas melhorias que o Guitar Hero não tem, como a jogabilidade e gráficos aprimorados. Ele também conta com versões especiais, com as bandas Beatles, Green Day e AC/DC, e alguns spin-offs como o Lego Rock Band.

E esta lista termina com Brütal Legend, sem dúvidas o jogo mais METAAAAAAAAAAL de todos. Seu personagem principal é modelado e dublado por Jack Black, o cara que basicamente vive de Rock; e seu nome é Eddie Riggs, inspirado nos nomes da criatura Eddie The Head e no nome do seu criador Derek Riggs. Ele é um roadie que odeia os rock fofinhos atuais e que foi transportado para um mundo moldado pelo Heavy Metal. Seu propósito nesta terra é explorar, matar inimigos, encontrar com rockstars de verdade como Ozzy Osbourne, concluir missões, liderar exércitos e o principal: viver de METAAAAAAAAAAAAAL. Este autor ainda não jogou, mas todo mundo fala que o jogo é legal. Então, ele é legal. Vox populi.

Agora falando de outra paixão rockeira: desenhos animados e animes. Rockeiros são como nerds, não tem medo de levar desenhos a sério, mas não há uma relação especial entre o Rock e desenhos animados necessariamente, é só um hobby mesmo...

APESAR DE QUE muitos desenhos já focaram em bandas de Rock e Metal: Os Impossíveis, Tutubarão, Hi Hi Puffy Ami Yumi, Metalocalypse, Rockstar Ghost (quem conhece esse?), Sonic Underground... Outros desenhos também tem trilha sonora rockeira: Megas XLR, Thundercats, os filmes Heavy Metal - Universo em Fantasia e Megamente... E outros desenhos tiveram o Rock como atração especial, como os Simpsons que volta e meia tem o Rolling Stones e outras trocentas bandas de Rock aparecendo. O Bob Esponja também já cantou "I Wanna Rock" do Twisted Sister, as Meninas Super Poderosas tiveram como vilões os Beatles (ou melhor, os Beat-Alls), o Slash fez parceria com Phineas e Ferb e Duck Dodgers já recebeu uma visitinha do próprio Megadeth.


E os animes? Bem, é difícil encontrar um que não tenha Rock na sua trilha sonora, ou mesmo na sua abertura. Seria um tanto redundante este autor citar os animes que são abençoados por Deus Metal, portanto aqui vai uma pequeníssima amostra:


Faltou alguma coisa? Faltou: quadrinhos! Mais uma coisa que une nerds e rockeiros. Ambos são viciados em super herois, em POW, CLACK, KABOOM, em poderes especiais intergaláticos apocalípticos, em DC e Marvel e esse universo quadrinheiro. O rockeiros também costumam usar o símbolo do Justiceiro como símbolo do Rock (pq caveira e rock tem td a ver neah representa igualdade e talz), e também se sentem representados por Lobo, o caçador de recompensas que é basicamente um Gene Simmons com super poderes.


E falando em Gene Simmons, sabia que o KISS já apareceu nas HQs? Dando uma surra no Dr. Destino? Essa matéria da revista Mundo dos Super-Herois vai falar mais sobre isso:

***
Fonte: Mundo dos Super-Herois

Sangue, Rock e HQs

Nos anos 1970, os integrantes da banda de rock Kiss - Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss - lutaram ao lado dos herois da Marvel numa revista impressa com o sangue dos quatro músicos. Aliás, os quadrinhos sempre foram importantes na vida de Simmons que, aos oito anos, conheceu o fascínio dos super-herois. Ele não imaginava o quanto aquele mundo da fantasia faria diferença na sua vida.

"Eu via um cara voando na TV e não podia acreditar. Aprendi a ler com os gibis do Superman e Batman", lembrou Simmons, em 1990, à revista Comics Interview. Mas foram as HQs da Marvel que o cativaram. "Quando vi a capa de The Amazing Spider-Man 1, com a participação do Quarteto Fantástico, senti que alguma coisa boa estava acontecendo. Além disso, eu adorava os desenhos de Jack Kirby e todas aquelas histórias de monstros. Na verdade, meu sonho era ver o Hulk dando uma surra no Superman", completou. Esse fascínio motivou Simmons a editar um fanzine rodado em mimeógrafo, o Cosmos Stiletto. Contudo, para ganhar a vida, começou a dar aulas no Harlem Espanhol, ao mesmo tempo em que iniciava os ensaios musicais com seu amigo Paul Stanley.
Com a banda formada e prestes a cair na estrada, Simmons convenceu os colegas a criarem fantasias, aproveitando o embalo do movimento Glam Rock da época. Simmons, claro, inspirou-se nos quadrinhos para compor o seu visual "Demônio" - uma mistura de Drácula, Batman e Raio Negro (dos Inumanos). "Cada um tinha a sua mania. O Paul botou uma estrela no olho, mas com certeza isso nada tinha a ver com gibis". Em pouco tempo, o Kiss tornou-se um fenômeno de vendas de discos, criando apresentações apoteóticas, misturando efeitos especiais, pirotecnia, ilusionismo e atos circenses. É como se fosse um grande gibi ao vivo. "Eu me inspirei no Clube Marvel pra criar nosso fã-clube Kiss Army. Até hoje tenho um cartão de admissão do Clube Marvel autografado por Stan Lee". Por volta de 1977, a banda fechou contrato de licenciamento com a Marvel. Após aparecer em títulos como Crazy e Howard, The Duck, o Kiss estrelou, em setembro, a revista A Marvel Comics Super Special 1. Na HQ, escrita por Steve Gerber e desenhada por vários artistas, os membros da banda uniram-se a herois convidados para dar uma surra no Dr. Destino. O grupo voltaria na quinta edição, em 1978.
Para a estreia, Stan Lee e o grupo foram a uma gráfica oficializar uma espécie de contrato cerimonial, que consistia em misturar o sangue dos músicos na tinta de impressão. Todas as ruas entre o aeroporto e a gráfica foram interditadas, enquanto o automóvel com os astros passava. "Eu só pensava nas pessoas querendo ir trabalhar. Tudo isso para que alguns garotos tivessem a sensação de ter o sangue de seus ídolos no gibi. Afinal, que sociedade é essa que a gente vive?", reclamou Lee anos depois.
Mas o marketing deu resultado. A revista do Kiss fez um  sucesso sem precedentes que só seria superado em vendas, 13 anos depois, com o lançamento de Spider-Man 1, de Todd McFarlane, em 1990. "Stan, é verdade que Steve Ditko é maluco?", infernizava Simmons, exaltando seu lado fanboy. Apesar do aparente aborrecimento, Stan e Simmons se tornaram grandes amigos e aparecerem juntos em vários eventos desde então.
***




Outra banda que deu as caras nas HQs foram os Biltons Beatles, apesar da banda ter que trocar o seu nome, o nome dos integrantes e até das suas obras por conta de direitos autorais. A história contava com Batman tentando resolver o mistério da morte de Paul McCartney, inspirado naquela lenda verdadeira de que Paul havia morrido. Pois é, essa HQ soube aproveitar bem os acontecimentos mundanos!





E... é isso. Se esse artigo não provou que rockeiros e nerds são irmãos, o que mais provará? Na verdade nem precisava de tantas provas, pois só dos dois serem tipos de pessoas desajustadas da sociedade e que desempenham atividades impopulares já os colocam como pessoas bem próximas, com visões e objetivos coincidentes. Portanto, desperte o lado nerdbanger que há em você! Adeusmetal.

sábado, 9 de agosto de 2014

Agora um poema rockeiro [02]


Hail! Milhares (-n) de leitores pediram, então este autor volta com o lado lírico do Rock, o lado poético que se apresenta em pubs underground, estala os dedos, fuma, usa roupas pretas e uma boina sob uma luz escura para declamar seus versos. A banda escolhida da vez é a que manda beijos pelo seu nome, e esconde a face com máscaras faciais. Oh, Por que vós se escondeis, uma vez que todos já conhecem suas identidades, suas vidas e suas faces? Para se esconder desta sociedade que em vão esforço se estremeiam pelos escombros das nuvens que com ímpeto ultrapassam as portas da percepção? Oh, alface guardião que é proibido pelas senhores do vento a espalhar suas brumas esplendorosas de brilhos epiléticos, respondam-me... o que este autor que vos fala bebeu?

Enfim, fiquem com um poema composto pelas música do KISS, menos maluco que este acima.


Let me know, Do you love me?
Cause I do. You’re all that I want
I was made for lovin’ you
And I want you Forever,
not just Tomorrow and tonight.
C’mon and love me, baby
You got Nothin’ to lose
It’s alright, I just wanna have fun
We can have Crazy crazy nights,
Make them Hotter than hell
Makin’ love While the city sleeps
Come Get all you can take, baby
Take me and Lick it up
I’ll Bang bang you with my Love gun
You’ll Say yeah, Shout it out loud
Let’s Rock and roll all nite
Like it was Never enough

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Quero Rock

A Quero Rock é uma plataforma que permite a avaliação online de bandas nacionais do cenário underground e que estão no começo da carreira. Funciona assim: você se cadastra, ouve uma música, avalia ela como boa ou ruim, e a partir disso, fica conhecendo o nome da banda e a música que acabou de tocar. A sua avaliação vai fazer a banda ser divulgada, conseguir mais fãs ou receber sugestões de como melhorar, e pode até conseguir contratos para realizar shows! O poder de fazer uma banda ter sucesso está nas suas mãos!

Experimente e cadastre-se:

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Matemática rocker [04]

Não gosta de matemática? Odeia que ela tenha mais letras que números? Então aproveite esta! Ela não vai te dar emprego nem te fazer alguém na vida, mas vai te divertir por alguns minutinhos!

Panda
-
Black Metal
=
Ursinho fofo, brincalhão e livre de satanás

Valorizem os verdadeiros ursos fofos!
***



Símbolos religiosos
Rock



Esse Rock pega tudo pra si tsc tsc
***

Avril Lavigne²
=
Taylor Momsem

Já a raiz quadrada de Avril é aquela patricinha da escola.
***

NSBM Dislexia
=
BDSM

Não entendeu? Consulte o deus Google.
***

Qualquer mulher que goste de se exibir
=
{..., attwhore, só quer aparecer, só quer chamar atenção, não se respeita, vadia, falta de surra, ...} 

mas...

Qualquer mulher que goste de se exibir
+ Roupas góticas-trevosas-headbangers-from hell 
= {..., linda, diva, *-*, maravilhosa, perfeita, delicia, fiu fiu, ...}

Caso você seja moralista, você vai continuar achando mulheres como a Lana Burns umas attwhores, e só vai gostar daquelas mulheres que se vestem de preto e cobrem todas as partes do corpo, aquelas conhecidas como muçulmanas.
***





Peter Steele
+
Quadrinhos









= Namorado da Nemi Montoya

Já a Nemi pode ser a versão em quadrinhos de qualquer gótica.
***






Headbanger comum
+
Trabalho








= Pessoa comum

Eu choro pelos cabelos rockeiros que desabam no chão frio e cruel do cabeleireiro :'(
***

Dedos do Pequenos Espiões
+
Fada do Pinóquio que faz criaturas não-humanas se tornarem humanas
+
Death Metal
=
George Fischer (Corpsegrinder)

Legal é você ver essa criatura em um monte de páginas rockeiras de humor e nem saber que banda ele tem.
***



Tatá Werneck
+
Cogumelo
do Mario



=
Sharon Den Adel

Ah, se a Tatá fosse viciada em alucinógenos, teríamos mais uma grande cantora.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fenômenos musicais: superestimação

E se você não gostasse daquela banda que todo mundo ama? Aquela banda que, pode até tocar bem, pode ter talento, só que... não te empolga, não te toca... que tem alguma coisa nela que... não faz você simpatizar por ela... Mas então, por que tanta gente gosta “daquilo”?

Talvez aquela banda esteja recebendo uma atenção grande demais, talvez ela não mereça taaantos fãs assim, e talvez você seja o único que perceba isso. Ora, como é que “aquilo” pode ter tantos admiradores? Que chegam ao ponto de se assustar e de se impressionar quando você confessa seu desgosto por aquele troço, como se você fosse obrigado a gostar dele?

Ou aquela banda tem um pacto com o senhor do submundo, ou você que tem algum tipo de problema. Ou talvez o problema não esteja em você, mas nos outros. A única coisa que você sabe é que aquela banda não precisa de tanta gente adorando-a, que ela é bem superestimada.

Essa é a conclusão que se tem ao perceber que muita gente idolatra algo que você não dá a mínima importância e relevância, que todo mundo faz o maior auê e você fica “nhá, nem é tudo isso, vai”. E qualquer banda pode ser considerada superestimada, depende de cada um. Este autor acha o Pink Floyd superestimado, e você pode agir como as criaturas que se impressionam e se assustam com esta opinião; assim como você pode achar o Jimi Hendrix superestimado e este autor reagir assim:

Não dá pra apontar com exatidão que bandas são superestimadas, uma vez que tudo depende de gosto pessoal. Mas é possível observar certas características que as bandas assim rotuladas tem em comum:


Os 4 fatores

Fama
Esse é o principal fator, é tiro e queda! Se a banda é famosa, automaticamente aparece um punhado de gente pra ir contra a “modinha”, dizendo que a banda é “vendida”, faz muito marketing pessoal e faz músicas com fórmulas pop pra agradar a todo tipo de gente, se afastando da sonoridade genuinamente rockeira e não merecendo toda a atenção que recebe.

Além dessa atitude “anti-modinha”, outra atitude que faz o rockeiro ir contra bandas famosas é a Síndrome de Underground, que o faz subestimar qualquer banda conhecida dizendo que ela é superestimada, superestimando bandas que ninguém conhece e por isso, subestimadas pela maioria, que superestima bandas dignas de subestimação... e o seu cérebro acaba de bugar.

Complexidade
Bandas que tem músicas de mais de sete minutos, usam técnicas virtuosas, várias camadas e letras “viajadas” são constantemente alvo de julgamentos de superestimação. E não é só a banda que é julgada, mas seus fãs também! Os julgadores defendem que tais bandas são chatas, cansativas, maçantes e sonolentas, muito bitoladas nas técnicas e não tem feeling nenhum, mas só são consagradas e só tem fãs porque seus adoradores são metidos a intelectuais, ou porque querem posar de inteligentes.

São esses argumentos que depreciam os fãs de Rock e Metal Progressivo, ou estilos tão ou mais complexos. Em alguns casos pode ser verdade, como aquele rockeiro “experiente” e chato que você conheceu, que só gosta daquelas coisas complexas e diz já ter superado as coisas que você, ser ignóbil, ainda gosta. Dá vontade de dar uma bifa naqueles feios que se acham, depois reclamam que estão solteiros quando ficam postando foto bebendo com os amigos também feios, bando de vagabu... enfim.

Imagem
Esse fator é constante. Toda banda que investe muito na imagem ou na atitude vai ser tachada de “sem conteúdo”, superestimada pelos fãs que valorizam mais a sua imagem do que sua música. Bandas de glam-sleaze-hair-whatever Rock já foram alvo desse julgamento, mas principalmente por terem sido uma tendência nos anos 80, unindo o fator Fama ao fortalecimento do julgamento.

A imagem que a banda pode passar é variada. Pode passar uma imagem maquiada e glamourosa, uma imagem dark-gótica-sombria-das-trevas, uma imagem violenta e sanguinária, uma imagem satanista e blasfemadora, etc. No caso dessas imagens mais impactantes, o marinheiro de primeira viagem que ficou atraído e impressionado pela imagem da banda pode ouvi-la e pensar... “aff, esperava mais”. Isso acontece com dezenas de bandas de Doom e Symphonic Metal, com o Ghost, Marilyn Manson, Black Sabbath (não a imagem que a banda passa, mas que os fãs passam dela), etc.

Clássico
Esse fator já é delicado, pois ninguém ousa questionar a autoridade de bandas que literalmente fizeram a história do Rock. Mas quando alguém ousa e diz que, por exemplo, acha o The Doors superestimado, o “ousador” pode se preparar pra gerar descendentes que serão amaldiçoados até o fim dos tempos.

Mas por que bandas clássicas seriam julgadas de superestimadas? O argumento é de que elas foram importantes e relevantes apenas para o seu próprio contexto e sua própria época, e que hoje em dia não precisa de tanta reverência, afinal, existem milhares de bandas evoluídas e mais concisas atualmente.

Isso dá uma treta maligna! São feitas várias discussões e debates sobre esse tema (quando esse tema é abordado, já que, como dito antes, ninguém ousa questionar a importância das bandas clássicas), e de um lado, tem a galera que defende que os clássicos são tão importantes ontem como hoje, já que fizeram obras atemporais; e de outro lado, tem a galera que acredita na evolução, que respeita os clássicos, mas prefere os atuais. O vencedor desse debate é aquele lado que é mais insistente e tem paciência pra ter a última palavra.

Esses são os fatores principais que fazem uma banda ser superestimada, mas existem vários outros que a fazem “não ser tudo isso”. Geralmente existem motivos específicos pra cada banda, como você pode ver na lista a seguir...


Bandas comumente julgadas como superestimadas
Aviso: Esses motivos não representam necessariamente a opinião do blog. Como o artigo diz no começo do texto, ser superestimado ou não é uma questão de opinião pessoal. Então não se afobe. Apenas ignore quando ver alguma banda que você gosta.
  • Pink Floyd: Por ser um sonífero poderoso.
  • Yes: Por ser chato, apenas.
  • U2: Isso lá é Rock? Nunca fez coisa boa.
  • KISS: Por investir mais em comércio e propaganda do que em música.
  • AC/DC: Por fazer músicas iguaizinhas, iguaizinhas. Salvo os hits.
  • Led Zeppelin: Não é tudo isso que falam, saca?
  • The Runaways: Só faz sucesso por ser a primeira banda de mulheres.
  • Matanza: Por ter letras típicas de um adolescente revoltado com a vida, mas fazendo pose de viking malvadão.
  • Sex Pistols: Por não saber tocar, ser uma banda assumidamente comercial e posar de revolucionária anarquista.
  • Legião Urbana: por fazer mais sucesso pelas suas letras poéticas pseudo profundas do que pela sua música sonífera, repetitiva e pseudo forte.
  • Ozzy Osbourne: Pela sua voz peculiar (eufemismo para “ruim”) e por fazer sucesso até hoje apenas pela sua trajetória no Black Sabbath e pelo seu primeiro CD solo.
  • Nirvana: Por ter recebido o status de “banda sagrada” depois da morte de seu vocalista, mesmo fazendo músicas simples e com pouca ou nenhuma genialidade.
  • Metallica: Por ganhar mais com a fama do que com a música, música que, aliás, é mais pop do que Thrash. Kreator, Sodom, Testament, Slayer e cia conseguem mostrar o que é Thrash de verdade.
  • The Beatles: Por fazer músicas pop e arrebanharem uma legião insuportável de fanáticos. E depois por passarem por uma fase barbuda e chapada nas drogas que só estando drogado mesmo pra aguentar.
  • Guns N’ Roses: Por fazer músicas razoáveis e ganhar fama pelas polêmicas do seu vocalista e pela pseudo genialidade de seu guitarrista solo, que é inferior a inúmeros outros guitarristas.
Repararam que este autor só citou bandas famosas? Pois é, o fator Fama é muito atuante nessas bandas acima. Você pode pegar qualquer banda famosa e dizer que elas são super valorizadas, por exemplo o Arch Enemy e Epica, dizendo que elas só fazem esse sucesso gigantesco por causa das suas vocalistas femininas, o que não deixa de ser verdade, apesar de suas músicas fazerem jus ao seu sucesso. Ou será que não fazem?

Enfim, se a superestimação é um julgamento totalmente pessoal e relativo, tem algo que é parecido com esse conceito e que é um pouco menos relativo: a subestimação! Bandas subestimadas são carentes de tudo que as superestimadas tem: fama, relevância, fãs, reconhecimento, consagração, etc. Sempre aparecem em listas de “bandas injustiçadas” e sempre tem críticos dizendo que elas mereciam mesmo estar esquecida,s por não trazerem nada de inovador. Aí começa uma discussão interminável pra decidir se as ditas cujas são ou não são subestimadas e superestimadas. Nessas brigas, ganha quem tiver mais argumentos decentes e insistência. E tempo livre de sobra.

E é isso que este autor tinha pra hoje. Fiquem com um cara superestimado pelo Guitar Hero e adeusmetal.