sexta-feira, 31 de julho de 2015

20 coisas que aprendi com o Rock

Aprendi a odiar todo mundo.

Aprendi que existem guitarras com quatro cordas, e que essas cordas são mais grossas que o normal.

Aprendi que Rock and Roll retarda o envelhecimento.
Ou não.

Aprendi que escutar Rock me faz rebelde e revolucionário.
Ou pelo menos, me faz pensar que sou um.

Aprendi que bandas podem ter nomes ridículos e mesmo assim, serem boas.

Aprendi a odiar 99% das músicas que as pessoas tocam no violão.
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar... (8)

Aprendi a ficar mais pobre do que já sou ao investir meu dinheiro em camisetas, revistas, palhetas, moletons, acessórios...

Aprendi que em pleno século 2015, ainda tem gente comprando CDs e vinis.

Aprendi que rockeiros só estão presentes em shows, pubs e bares, e na internet.
Aí quando vemos um rockeiro na rua, nós pulamos de alegria.

Aprendi a ser xingado por rockeiros mais velhos e a ser chamado de truezão por rockeiros mais jovens.

Aprendi a dar valor a alguns países da Europa por suas bandas de Rock/Metal, não por seus pontos turísticos.

Aprendi a encher meu armário com roupas iguaizinhas, sempre escuras e pretas.

Aprendi que quanto mais gasta, velha, desbotada e fedida é a camisa, mais valiosa ela é.

Aprendi que não dá pra ser gentil e compartilhar o fone de ouvido com o amiguinho do lado, senão, vou perder 50% da música.

Aprendi que nem toda mulher é mulher.

Aprendi que grunhir, arrotar e vomitar também são formas de canto.


Aprendi a ter inveja de mendigos.
As camisas deles são iradas, manow

Aprendi que as melhores músicas de dor de cotovelo não estão no Sertanejo.
*SNIF *SNIF EU STILL LOVING YOU!!!!! BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ

Aprendi que os vizinhos podem ouvir música alta, mas eu não.

Aprendi a ser extremamente apegado a discos que eu nunca tenho vontade/paciência/disposição pra ouvir.
Eu não posso deletar essas coisas! Um dia eu ouço! Um dia...

E se você achou que este era um post edificante que diria coisas como "aprendi a ser mais consciente", "aprendi a lidar melhor com certas coisas da vida" e essas coisas profundas, perdeu seu tempo.

Isso é tudo, pessoal!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dobradinha: Amberian Dawn e Kamelot

Hail! Lembram deste salmo, pessoas? A Dobradinha é o espaço que esta Bíblia usa para fazer resenhas de discos de Rock e Metal, discos que não são necessariamente clássicos ou lançamentos do ano. Este autor só resenha o que seu coração lhe diz para resenhar, e ele obedece. *Suspiro*

Nesta edição republicada de estreia, você poderão ler as impressões deste autor sobre dois discos que podem se tornar discos referenciais de de Power Metal Sinfônico de muita gente. Então, aproveitem.


Amberian Dawn - Circus Black

Ano: 2012
Estilo: Symphonic Power Metal
Gravadora: Spinefarm
Sobre a banda: Mesmo com uma vocalista lírica encantadora, solos e riffs a mais do que o gênero Symphonic Metal está acostumado e ritmo mais acelerado e pesado, o Amberian Dawn é uma banda de "segundo escalão", ou seja, esquecida ou apagada por causa de bandas como Kamelot, Epica, Nightwish, Whitin Temptation, entre outras famosonas. Mas não vamos desperdiçar talentos, há muito que devemos dar atenção nesse mundão de meu Deus Metal.
Sobre o álbum: Tanto o álbum quanto a banda são uma alternativa pra quem quiser curtir Metal Sinfônico e bater cabeça ao mesmo tempo. Temos músicas perfeitas pra curtir num show ao vivo: "Lily of The Moon" com um ritmo bem cavalgado, a instrumental e virtuosíssima "Rivalry Between Good and Evil", "Fight" que é um orgasmo de euforia, e a faixa-título "Circus Black" com solos e arranjos matadores. E também temos melodia e peso numa perfeita harmonia nas músicas "Crimson Flower", na melódica e incrementada de solos "Cold Kiss", e "Letter" que tem um refrão simplesmente inesquecível. E finalmente temos as mais calmas, mas não menos intensas, "Charnel's Ball", "I Share with You This Dream" com seu refrão afável, e a depressiva profunda "Guardian". E um adendo: todas as canções são dotadas de alternâncias de ritmo, melodias cativantes (ou grudentas mesmo, mas de forma positiva) e linhas inspiradíssimas de guitarra. E uma ou outra canção tem participações especiais de músicos de Power Metal para incrementar ainda mais esse álbum que parece simplesinho e "mais do mesmo" nas primeiras audições, mas depois se revela como a pérola que realmente é.
Faixas:
01. Circus Black
02. Cold Kiss (com Timo Kotipelto e Armi Pävinen)
03. Crimson Flower
04. Charnel's Ball
05. Fight
06. Letter
07. I Share with You This Dream (com Nils Nordling e Tuomas Nieminen)
08. Rivalry Between Good and Evil
09. Guardian
10. Lily of the Moon


Kamelot - Silverthorn

Ano: 2012
Estilo: Symphonic Power Metal
Gravadora: SPV, Steamhammer
Sobre a banda: Amada por três em cada dois admiradores do Metal Sinfônico, e sendo uma das únicas bandas do gênero com vocal masculino, o Kamelot conquistou fãs fieis e se sagrou como um dos maiores expoentes do estilo com uma carreira sólida... sólida até mudar um pouco seu estilo nos últimos álbuns e o seu vocalista Roy Khan sair da banda, o que fez os fãs chorarem sangue de tanta tristeza (e fazer do Kamelot um dos exemplos que inspiraram este autor a produzir essa tirinha). Mas a banda continuou com um novo vocalista, e o resultado foi este:
Sobre o álbum: Calando a boca de todo fã pessimista, o Kamelot nos presenteia com um dos melhores CDs de 2012, mantendo sua inspiração afiada e principalmente sua identidade e estilo único, reproduzindo seus típicos refrões poderosos e melodias grudentas, sua climatização densa e profunda, e suas letras reflexivas sobre a vida e (especialmente) a sobrevida. E falando em letras, é bom notar que o Kamelot atingiu um nível tão grande em composições, que suas letras nem precisam ter rima. É sério, peguem "Sacrimony", "Veritas", "My Confession" ou "Ashes to Ashes" (canções de maior destaque, inclusive), e comprovem. E elas são cantadas magistralmente pelo novo vocalista Tommy Karevik, que mantém fielmente o timbre e estilo versátil de Roy Khan, mas imprimindo sua personalidade própria ao apresentar uma voz mais limpa e mais teatral, características notáveis particularmente quando canta notas mais alongadas. E como o álbum é bem homogêneo, não há pontos altos ou ápices de orgasmo auditivo, e cada canção se destaca por motivos diferentes, umas sendo mais cadenciadas - "Solitaire", "Falling Like the Fahrenheit", "My Confession", "Song For Jolee" (esta é maravilhosa) - e outras mais agitadas - "Sacrimony", "Ashes to Ashes", "Veritas", "Torn". É... faltam músicas pra bater cabeça e pra ficar mais empolgado, na verdade. Mas o poder que as composições, melodias e letras tem já valem muito a pena a audição.
Faixas:
01. Manus Dei
02. Sacrimony (Angel of Afterlife) (com Elize Ryd e Alissa White-Gluz)
03. Ashes to Ashes
04. Torn
05. Song for Jolee
06. Veritas (com Elize Ryd)
07. My Confession
08. Silverthorn
09. Falling Like the Fahrenheit (com Elize Ryd)
10. Solitaire
11. Prodigal Son
Parte I: Funerale
Parte II: Burden of Shame (The Branding)
Parte III: The Journey" (com Alissa White-Gluz)
12. Continuum

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lógica headbanger

(clique para ampliar)

Apesar de fãs serem necessários para qualquer banda poder alcançar o sucesso, seguir as vontades dos fãs é suicídio! Especialmente os fãs headbangers, que nunca estão contentes com nada.